= VENCER O MITO DAS PODAS RADICAIS =
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Infelizmente, com estranheza e tristeza, verificam-se por aí situações que deturpam totalmente a noção do que é uma árvore, contrarindo a sua natureza e estética, reduzindo-as a simples troncos, na decorrência de podas, que o único critério que parece ser seguido é o tamanho da escada de serviço.
-Não pomos em causa a ocorrência das podas, algumas delas exigidas por razões de segurança de habitaçoes e de circulação de veículos altos, e noutros casos por necessidade de revitalização da própria planta. Mas há lugares onde esses motivos de "força maior" não se verificaram, e belas e imponentes árvores quase e mesmo seculares como alguns carvalhos do Ramal - Santa Bárbara, foram reduzidos a “pavios”, já tendo alguns morrido e estando outros a definhar.
-Felizmente que dispomos de bons técnicos florestais, não sendo comprensível que não se recorra aos mesmos no acompanhamento das podas das árvores dos jardins e estradas. Deste modo, se garantiria que as árvores ficassem com algumas pernadas além do troncos, e seria respeitada a sua fisiologia vegetal, salvaguardando-se a sua estética e, fundamentalmente, a sua longevidade, porque a ideia de que as “podas radicais”, revitalizam e perpetuam a vida das árvores é um “mito” que abaixo vai ser esclarecido neste artigo.
-Que o Ano Internacional da Floresta, quase a findar, também sirva para esta mudança de mentalidade e de atitude para acabar com alguns autênticos “massacres de motosserra” que destituem de dignidade e valor estético as árvores – ditas ornamentais – que marginam os nossos arruamentos e estradas.



























