Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

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4 de setembro de 2014

O PERIGO DA “IMUNIDADE CIENTÍFICA” DE CERTOS ESTUDIOSOS PARA A CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL DOS AÇORES

 Porque já nos vimos envolvidos em acesas lutas cívicas deste teor, embora de outra natureza, dentro da nossa missão ativista de conservação do património natural “in situ” (felizmente já sanadas pela saída de legislação e compreensão das partes), bebo plenamente da preocupação e indignação do colega de causas comuns Paulo Araújo, expostas e apresentadas no artigo abaixo. 
O título do texto -- “A vida por uma foto”--, bem expressa a falta de sensibilidade, de responsabilidade e deontologia de certos estudiosos/investigadores que, sob a capa da “imunidade científica” ou interesse científico, não tem pejo em sacrificar elementos singulares do nosso património natural, tão só, em prol do seu egocêntrico brilho académico.
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“A VIDA POR UMA FOTO” - 
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Ceradenia jungermanioides (Klotzsch) Bishop
No afã mais ou menos científico de tudo conhecer, colectar e classificar, e amiúde com o pretexto de ajudar a definir medidas de conservação que raramente são postas em prática, os botânicos profissionais (e alguns amadores convencidos da sua própria importância) podem causar danos irreparáveis. A história deste feto nos Açores ilustra exemplarmente como a pulsão de possuir, herborizar, coleccionar ou tão só fotografar pode ser cega e destrutiva. Corria a Primavera de 1973 quando ele foi pela primeira vez observado nos Açores, algures nas musgosas florestas do Pico, pelos botânicos alemães Helga Rasbach e Kurt Rasbach. Dada a necessidade de colher uma amostra para posterior estudo e identificação, e sabendo que o reconhecimento de uma espécie como parte da flora de uma região exigia (ainda exige, segundo alguns) que se depositasse uma planta completa num herbário, os Rasbach não tiveram dúvidas (e, no lugar deles, poucos botânicos teriam) em colher o único exemplar que encontraram. Ao mesmo tempo que a flora açoriana era oficialmente enriquecida com uma nova espécie, o próprio acto que permitiu oficializar a novidade poderia ter provocado (ou apressado) a sua extinção no arquipélago. Assim terá parecido durante quase 20 anos, até que em 1991 outros botânicos reencontraram a Ceradenia jungermanioides no Pico, e em 2010 Hanno Schäfer a descobriu nas Flores e na Terceira. No mesmo ano, também nas Flores, Schäfer encontrou um feto epífito da mesma família que se revelou endémico dos Açores e ficou a chamar-se Grammitis azorica.

Os géneros Grammitis e Ceradenia distribuem-se predominantemente pela América tropical, e a C. jungermanioides, que ocorre desde o sul do México até à mata atlântica do Brasil, chegou talvez aos Açores por via caribenha, colonizando as ilhas através de esporos trazidos pelo vento. Cada planta é composta por um rizoma curto de onde saem numerosas frondes pendentes e lineares com 3 a 8 cm de comprimento; os soros, que são circulares e sem indúsio, dispõem-se em duas fiadas paralelas no verso de cada fronde. Embora elas possam secar e cair durante o Verão, o número de frondes por planta aparenta ser proporcional à idade; Schäfer, que encontrou plantas com mais de 100 frondes, conjecturou mesmo que o seu número corresponde aproximadamente aos anos de vida da planta.

Ceradenia jungermanioides (Klotzsch) Bishop
 Mas mesmo essas plantas tão prolíferas são, pela sua pequenez, difíceis de detectar entre os musgos e líquenes que revestem espessamente os troncos dos juníperos e azevinhos onde elas costumam encavalitar-se. E, no que a fetos diz respeito, estes dois da família Gramittidaceae são singularmente morosos e incompetentes a reproduzirem-se. Com (muita) sorte e empenho encontram-se plantas isoladas, mas nunca populações significativas. O número total de indivíduos de C. jungermanioides nas Flores rondará as dezenas, no Pico chegará talvez às centenas. Tendo em conta a super-abundância de habitats favoráveis (cada um dos muitos milhares dos juníperos e azevinhos das florestas húmidas dessas ilhas é um poleiro possível), e a fraca acessibilidade de muitos deles, mergulhados em almofadões de Sphagnum ou rodeados por floresta densa, encontrar um único destes fetos é já uma proeza considerável. E, uma vez encontrado, devemos respeitá-lo, pois, seja qual for a razão invocada, é indigno destruir uma planta raríssima que levou anos de vida paciente e silenciosa a formar-se.

  a Mas esse código ético nem sempre é acatado por quem faz da botânica o seu hobby ou profissão. Alguns porque consideram que, mais do que a conservação de uma espécie em perigo (que aliás as autoridades locais pouco fazem para proteger), importa que o herbário da instituição em que trabalham ou o seu próprio herbário pessoal guardem colecções tão completas quanto possível. Se todos os herbários importantes, europeus e americanos, quiserem (como alguns quiseram) os seus exemplares açorianos de Grammitis e Ceradenia, as duas espécies, únicas da sua família na flora europeia, ficarão a um passo da extinção. Mas há pior: há quem faça tudo por uma fotografia. O que está nesta página (veja a foto ao fundo), de um francês com fracas luzes de geografia (os Açores são na Madeira?!) que em França respeita todas as normas mas acha que as ilhas atlânticas são o faroeste, é de uma sacanice repugnante.

P.S. O autor da foto comprometedora, Benoit Bock, já a retirou da página. Isso não vai salvar as cinco plantas que ele criminosamente sacrificou por um motivo mais que fútil. Para que conste, fica guardada cópia neste endereço.

Texto de: Paulo V. Araújo, 2/9/2014
In: Blog:  "Dias com árvores"

3 de setembro de 2014

VÍDEO: "A NATUREZA NÃO TEM PREÇO!!!"

POR ISSO EXIGE MUITA ÉTICA E GRANDE RESPONSABILIDADE HUMANA!
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Usamos, todos os dias, os recursos da Terra sem pensar nisso. Mas se soubessemos avaliar e pagássemos o verdadeiro valor desses recursos preciosos, teríamos MUITO mais cuidado com o que usamos e, nomeadamente, com o que, irresponsavelmente destruimos e  desperdiçamos…
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Neste vídeo que,a conselho vivamente,  o prestigiado economista e ecologista indiano Pavan Sukhdev, a natureza deve ter o seu real preço. “Não se trata de colocar um preço sobre o valor da natureza (essa é incalculável),  até porque a abelha não passa um recibo quando produz o mel (e ninguém o sabe fazer como ela), mas ampliar a consciência dos agentes económicos e consumidores para o custo dos impactos sobre o capital natural e social”.


2 de setembro de 2014

AÇORES VÃO TER GUIA BILINGUE DE CANYONING!

SANTA MARIA TAMBÉM SERÁ CONTEMPLADA

Os Açores vão passar a dispor de um guia bilingue onde estão sinalizados mais de uma centena de locais para a prática de "canyoning", uma modalidade em expansão no arquipélago, que pretende "rivalizar" com outros destinos.
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Ler notícia em:
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1 de agosto de 2014

ABATE DE GAIVOTAS NA CULTURA DA MELOA DE STA MARIA

In: Jornal “Terra Nostra” (pág. 12-13), 27-06-2014
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OPINIÃO SOBRE O DESPACHO N.º 993/2014 de 16/06 de 2014 
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Solicitando-nos a comunicação social uma opinião sobre o assunto, dentro da nossa ação defensora da conservação da natureza e proteção da biodiversidade, na ilha de Sta Maria, sem quaisquer radicalismos, nos apraz expressar o nosso posicionamento, em coerência com os valores ético-ecológicos que perfilamos estatutariamente e na mesma linha do opinado em 2012, perante um despacho semelhante. 

A sub-espécie  Laurus michahellis atlantis, não tendo um estatuto especial de proteção, encontra-se, no entanto, protegida pela lei geral de proteção das aves selvagens, detendo um estatuto de conservação favorável, em virtude do largo efetivo populacional a nível mundial e regional. 

A população de gaivotas tem aumentado significativamente em Portugal (no último meio século quase triplicou), o mesmo acontecendo nos Açores com um crescimento na ordem dos 50% a 60%, nas últimas três décadas, conforme dados do ICB-B. 
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O fenómeno do crescimento exponencial desta ave marinha advém do excesso de disponibilidade alimentar de origem antrópica:–desperdícios da faina da pesca lançados ao mar, restos de pescado capturado pelas gaivotas, nos descarregamentos portuários e no acto de recolha das artes de pesca, realçando-se também, vincadamente, as muitas lixeiras a céu aberto.
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Aterro sanitário de Santa Maria
A grande urbanização das gaivotas (presença em terra) decorre precisamente da enorme produção de lixo pelos humanos, erradamente, disposto em muitas lixeiras e aterros desregrados, tendo a volumosa disponibilidade de alimentos aí existente,  atraído aquelas aves do mar para terra.  
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O volume de gaivotas que se agrupam em ilhéus, nas marinas, portos, terrenos  e zonas mais urbanas, tem constituído, nalguns casos, a feição de praga pelas perturbações, incómodos e estragos que causam a alguns ecossistemas, edifícios, viaturas, barcos e a algumas culturas, como acontece em relação à meloa de Sta Maria. 

11 de julho de 2014

“OS DONOS DA ALVORADA” – DE RENATA CORREIA BOTELHO

(Um verdadeiro “hino literário” aos animais, da autoria da jovem e talentosa deputada regional Renata Botelho, para quem a defesa do bem-estar animal também conta na sua ação cívica e política, assim como o avanço civilizacional necessário na relação dos açorianos com os seres vivos.)
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I
Foto: Renata Botelho (In Blogue da autora)
Chego à Achadinha e poiso o corpo sobre o chão quente. Deixo que a realidade, vivaz e rasa, tome conta de mim, da minha respiração, das sombras que me povoam. Que se vá instalando com doçura em cada pedaço de pele. Nisto vão chegando os gatos, um a um, em passadas cautelosas. Percebo nos seus olhos a ternura do reencontro, mesmo  naqueles que nunca consigo afagar, porque a sua liberdade e a sua bravura não consentem as minhas mãos temerosas. Nunca, como eles, fui capaz de atravessar destemidamente o escuro. Nunca, como eles, apontei as garras ao medo, riscando de coragem a noite funda. Alguns não me perdoam essa fraqueza, esse meu ser excessivamente gente, e têm toda a razão. A esses apenas peço, em surdina, que me emprestem, assim de viés, um raspão da sua presença. Deito-lhes bocadinhos de comida e água fresca. Pelo chão, pelas escadas, pelo alpendre. Vêm e vão, num silêncio-poema, fitando, serenos, a minha ansiedade. 

5 de junho de 2014

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE: HISTORIAL E REFLEXÃO IMPORTANTE

 OPTAR POR PRODUTOS LOCAIS; REDUZIR O CONSUMISMO E PREFERIR PRODUTOS ORGÂNICOS

Antes de comprar, deve pensar que ao preferir comer produtos locais, contribui para a conservação da natureza, e dinamização económica mais sustentável, reduzindo resíduos e desperdícios.

 O dia 5 de junho foi a data escolhida para celebrar anualmente o Dia Mundial do  Ambiente. O Dia Mundial do Ambiente começou a ser comemorado em 1972  com o objetivo de promover atividades de proteção e conservação do ambiente e alertar o público mundial e governos de cada país para os perigos de negligenciarmos a tarefa de cuidar e proteger o ambiente, como imperativo vital.

Foi em Estocolmo, no dia 5 de junho de 1972, que teve início a primeira das Conferências das Nações Unidas sobre o ambiente humano e por esse motivo foi a data escolhida como Dia Mundial do Meio Ambiente.

A data comemorativa, estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), desde então, visa destacar as questões ambientais e possibilitar a cada um perceber não somente a sua responsabilidade, mas também a necessidade premente de se tornar um agente da mudança, apoiando uma forma de desenvolvimento mais justa e sustentável.

Os principais objetivos das comemorações são:

1. Mostrar o lado humano das questões ambientais;
 2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
 3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
 4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.

Este ano, vamos deixar uma reflexão sobre o “Consumo Sustentável e ao “Combate ao Desperdício”, visando diminuir a enorme quantidade de alimentos próprios para o consumo que é desperdiçada por consumidores e comerciantes.

De acordo com a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, um terço da produção global de alimentos é perdido ou desperdiçado. Ao mesmo tempo, uma em cada sete pessoas no mundo sofre de fome e, a cada dia, mais de 20.000 crianças menores de cinco anos morrem de fome. Além disso, o desperdício de comida significa também desperdício de recursos naturais, contribuindo assim para impactos ambientais negativos.
Devido a esses enormes contrastes entre estilos de vida e os efeitos devastadores sobre o meio ambiente, esta reflexão procura promover maior informação sobre os impactos ambientais das escolhas que cada um faz em relação à comida e, consequentemente, tornar cada pessoa mais consciente das suas decisões.

Torna-se necessário tomar uma atitude dentro de casa e testemunhar o poder de decisões individuais e coletivas que se tenham tomado para reduzir o desperdício de comida, economizar dinheiro, minimizar o impacto ambiental da produção de alimentos e pressionar processos de produção de alimentos para que se tornem mais eficientes.

Quando o alimento é desperdiçado, isso também significa que todos os recursos usados para a produção desse alimento também foram perdidos. Por exemplo: são necessários mil litros de água para produzir um litro de leite. A emissão de gases de efeito estufa das vacas e por toda a cadeia de abastecimento acaba sendo em vão quando se desperdiçam alimentos.

Reduzir o consumismo e preferir alimentos orgânicos

Tomar decisões conscientes significa, por exemplo, selecionar alimentos que têm menor impacto ambiental, como alimentos orgânicos, resultantes da agricultura biológica, que não usam produtos químicos no processo de produção. Também se pode optar por comprar alimentos produzidos localmente, o que significa que os alimentos não foram importados de outras partes do mundo, assim reduzindo a quantidade de emissões.

Por outro lado, para além da alimentação, as grandes questões ambientais globais, nomeadamente as alterações climáticas, a poluição atmosférica, os resíduos, a contaminação hídrica, entre outras, contribuem para um impacte adverso, na saúde humana, estimando-se que 23 a 24% das causas das doenças em países industrializados possam ser atribuídas a fatores ambientais.

Antes de comprar, deve pensar que ao preferir comer produtos locais, contribui para a conservação da natureza, e dinamização económica da sua região de forma mais sustentável.

*José Andrade Melo
 CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria
Fontes consultadas: Notícias ONU/DGS


29 de abril de 2014

CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUEOLOGIA EM SANTA MARIA

O Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea (CEAM) e suas instituições parceiras, entre as quais a Câmara Municipal de Vila do Porto vai organizar o Congresso Internacional intitulado "As relações transatlânticas entre a Europa, a América e as ilhas do Atlântico", que terá lugar entre os dias 1 e 5 de maio, na ilha de Santa Maria. 

PROGRAMA PRELIMINAR 
(Outras informações AQUI)

» QUINTA-FEIRA, 1 MAIO 2014 

 09h30 - 10h00: Receção de participantes 
10h00 – 11h00: Sessão de abertura com a presença de: 
- Vasco Alves Cordeiro, Presidente do Governo Regional dos Açores 
- Pedro Manuel dos Reis Alves Catarino, Representante da República para a Região Autónoma dos Açores 
- Ireneu Cabral Barreto, Representante da República para a Região Autónoma da Madeira 
- Carlos Henrique Lopes Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto 

PAUSA PARA CAFÉ 

 11h30: 1ª Mesa de Comunicações Livres

11h30 - 11h55: Olaria de Santa Maria nas coleções do Museu de Olaria, em Barcelos - Isabel Fernandes

11h55 - 12h20: A Cerâmica Portuguesa no Comércio do Atlântico Norte - Rosa Varela Gomes, Tânia Manuel Casimiro & Mário Varela Gomes 

PAUSA PARA ALMOÇO 

14h30: 2ª Mesa de Comunicações Livres
14h30 - 14h55: Comunicação a definir
14h55 - 15h20: Da importância de uma Arqueologia dos primórdios do povoamento e colonização europeias - João Palla Lizardo
15h20 - 15h45: Fragmento de painel de azulejos da primeira fase da monocromia azul e branco (século XVIII) (Mosteiro de Jesus da Ribeira Grande) - Mário Moura
 
15h45 - 16h10: - Novos dados químicos da cerâmica de produção de cerâmica utilitária açoriana (séculos XVII- XX) - Fernando Castro & Élvio Sousa

PAUSA PARA CAFÉ 

16h40: 3ª Mesa de Comunicações Livres

16h40 - 17h05: Musealização de um naufrágio: Caroline - José Luís Neto


17h05 - 17h30: Fortificações nos Açores: entre a Europa e a América - o caso de Santa Maria (perspectivas historiográficas) - Carlos Luís Cruz

17h30 - 17h55: O “Castelo” de São João Baptista, na Ilha de Santa Maria, Açores. A mais antiga edificação militar dos Açores? - Élvio Sousa

17h55 - 18h20: Projeto de consolidação e conservação das ruínas do Forte de São João Batista, no lugar da Praia Formosa, na ilha de Santa Maria - Raquel Couto Sousa 

18h30 - Apresentação do livro “Cerâmica dos Açores”, de Alexandra Andrade, Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA)  

18 de abril de 2014

ARROTEIAS E FALTA DE DERREGA DE TERRENOS EM SANTA MARIA

CONSEQUÊNCIAS NA EROSÃO, QUEBRADAS E DESLIZAMENTO DE SOLOS
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Em Santa Maria, tal como nas outras ilhas dos Açores, as grandes linhas de erosão e quebramento de terrenos nas pastagens em altitude situadas no cume de colinas ou encostas declivosas, resultaram da intensificação da agro-pecuária, nomeadamente de arroteias e terraplanagens efetuadas em antigas áreas naturais, para a criação de pastos.

Depois das grandes arroteias, à altura do povoamento, que destruiu grande parte do coberto vegetal primitivo, nomeadamente a Laurissilva, houve uma certa estabilização, durante largas décadas, tendo escapado a essa devastação arbórea os cumes das elevações e as encostas mais íngremes.  Com a adesão de Portugal à então CEE (agora EU), surgiram os bastos incentivos e subsídios à produção agro-pecuária, e em consequência o desbaste de outras áreas de matas, em cotas de altitude que a prevenção, a razão e um bom ordenamento do território, não deveriam permitir.

Pensava eu que as arroteias em Sta Maria, uma ilha já por si parca em coberto vegetal tinham cessado, mas o acompanhamento que fiz esta semana com um arquiteto paisagista estudioso de Permacultura e outro amigo com sensibilidade e experiência em reabilitação florestal, correndo a ilha “por dentro”, nos deparamos com vários desbastes de vegetação, em lugares não recomendáveis.

As consequências dessas arroteias em zonas de altitude, para além da degradação visível da paisagem, acarretam outras consequências a vários níveis. A nível ecológico, pela degradação do habitat de aves e corte de algumas espécies vegetais endémicas; a nível hidrológico, pela falta de retenção das águas das chuvas e consequente diminuição da recarga de nascentes; a nível geológico, pela quebra e arrastamento dos solos.

14 de abril de 2014

NATURALISTA AÇORIANO FRANCISCO ARRUDA FURTADO, CORRESPONDEU-SE COM DARWIN

ENCONTRADO ESPÓLIO DA CORRESPONDÊNCIA ENTRE FRANCISCO ARRUDA FURTADO E  DARWIN 

CONHEÇA QUEM FOI O MAIS FAMOSO NATURALISTA PORTUGUÊS (1854-1887)
(Vídeo de Luís Arruda, SIARAM)



31 de março de 2014

TERAPIA DE CRIANÇAS ASSISTIDA POR ANIMAIS É UM SUCESSO

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 No Brasil, em São Paulo, o Hospital Infantil Sabará lançou no final do ano passado um projecto inédito: a entrada e visita de cães às crianças internadas. Cães treinados para dar carinho e atenção às crianças fazem visitas periódicas aos pequenos pacientes internados.

O programa de Terapia Assistida por Animais, chamado Cão Terapeuta, permite que cães devidamente treinados passem algum tempo junto dos pacientes no hospital. Durante as visitas, além das tradicionais festinhas e brincadeiras, os cães estimulam a socialização das crianças, que dessa maneira se tornam mais receptivas ao ambiente hospitalar.

29 de março de 2014

VÍDEO: "OS LOBBIES DA ENERGIA EM PORTUGAL"

Os lobbies da energia em Portugal, com a conivência escandalosa do Governo!

Os consumidores de energia e o ambiente estão a ser surripiados, por contratos milionários e protecionistas de lobbies que sorvem milhões sem riscos alguns, e sem pejo de destruição ambiental e patrimonial só para levar avante projetos de altos interesses económicos.

  Ver aos 7min e 30, mas vale a pena ver tudo para melhor nos informarmos e aumentar a nossa revolta e nos insurgirmos contra essa corja desrespeitadora do ambiente e sugadora dos contribuintes.

24 de fevereiro de 2014

OS CÃES CONSEGUEM LER AS EMOÇÕES NAS VOZES DOS ADONOS

Uma nova investigação pode explicar por que razão o cão é, afinal, o melhor amigo do homem. O cérebro dos cães responde à voz exatamente da mesma maneira que o dos humanos, o que lhes permite ler as emoções dos donos e perceber se estão felizes ou tristes, concluiu pela primeira vez um grupo de investigadores da Hungria. 

Segundo o estudo desenvolvido por especialistas da Universidade Eotvos Loránd e do centro de investigação etnológico MTA-ELTE, ouvir uma voz leva à ativação, tanto nos humanos, como nos cães, da mesma área do cérebro, quer se trate de uma ordem dada ao animal (por exemplo, "senta") ou de sons emotivos como o choro ou uma gargalhada. 

10 de fevereiro de 2014

VITÓRIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NA ASSEMBLEIA REGIONAL DOS AÇORES

 UM SALTO CIVILIZACIONAL QUE MERECE ENALTECIMENTO

Depois da Assembleia da República ter aprovado, no dia 6 de dezembro, dois projetos de lei do PSD e do PS, criminalizando os maus-tratos a animais com cadeia, o Parlamento dos Açores aprovou, no dia 10 de dezembro, uma proposta de Resolução, apresentada pelo BE, de teor muito importante para o respeito dos animais nos Centros de Recolha Oficiais (vulgo canis/gatis) e seu controlo populacional através da esterilização/castração e promoção de adoções, em detrimento dos cruéis abates.

O Parlamento recomenda ainda ao Governo Regional a dinamização dos processos de licenciamento dos centros de recolha oficiais, exigindo as condições logísticas e infra-estruturais adequadas, a promoção de campanhas de sensibilização públicas contra o abandono e pela adopção responsável,  assim como as necessárias correcções das falhas existentes ao nível dos Sistemas de Identificação de Canídeos e Felídeos (SICAFE).

Dando atenção ao Parecr do CADEP-CN, e na decorrência de conversa pessoal com a Deputada Zuraida Soares, o BE, fez uma alteração à Proposta de Resolução inicial, que também foi aprovada, para dar atendimento à solicitação que expressamos nos seguintes termos:
No desiderato acima aludido e na educação/sensibilização públicas para o bem-estar animal, combate aos abandonos e defesa dos seus direitos consagrados na DUDA, não se compreende a total omissão de ações por parte dos Serviços de Ambiente de Ilha/Ecotecas, uma vez que se tratam de atitudes de cidadania de âmbito ecológico e de respeito/proteção de seres vivos. Esta é mais uma recomendação que defendemos como um ponto importante a acrescentar ao Projeto de Resolução nº 43/X – “Promoção do Bem-Estar Animal e Controlo das Populações de Animais Errantes”, que consideramos ser fundamental a sua aprovação, a bem dos animais e dos Açores.”


Embora todas as recomendações emanadas da ALRA sejam para nós fundamentais, pois também constaram do Parecer do CADEP-CN, relevamos em termos de ética e eficácia, a recomendação de promover o bem-estar e respeito pela vida dos animais de companhia,  fazendo-se o controle das populações errantes, através da esterilização, abolindo-se a  actual e condenável política de abate de animais saudáveis, seguida pelos canis com gestão mais retrógrada.

A aplicação deste novo paradigma atitudinal, é sem dúvida um salto civilizacional nos Açores, que deve honrar a nossa região e o “Povo Açoriano”.

7 de fevereiro de 2014

MILIONÁRIO RUSSO SALVA DA EUTANÁSIA DEZENAS DE CÃES DE RUA

Uma raridade de "Riqueza financeira associada a uma enorme riqueza de coração"!
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 Um abrigo de cachorros, custeado pelo multimilionário russo Oleg Deripaska, está numa corrida contra o tempo para salvar os cachorros abandonados em Sochi . O governo da cidade russa contratou uma empresa para matar os cachorros de rua, na decorrência da preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno, 2014.
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 Já, centenas de animais foram mortos, com as autoridades locais, aparentemente querendo os cães vadios expurgados das ruas antes de cerimônia de abertura de sexta-feira, a fim de darem uma boa imagem.

 Enquanto as autoridades dizem que os cães podem ser selvagem e perigoso, os relatos de seu abate sistemático de uma empresa de remoção de pragas contratado pelo governo nos últimos meses têm indignado defensores dos direitos dos animais e lançou um espectro horrível sobre a atmosfera tradicionalmente alegre dos Jogos.

 Funcionários dos direitos animais estão resgatando os cachorros para que fiquem em local seguro enquanto aguardam a oportunidade de encontrar um lar.

 "Foi-nos dito: 'Ou você toma todos os cães da Vila Olímpica ou vamos matá-los", disse Olga Melnikova, que está coordenando os esforços de resgate em nome de uma instituição de caridade chamada Boa Vontade(Gold Will), que é financiado por Oleg V. Deripaska, um dos oligarcas multimilionários da Rússia.

 Mais de 80 cachorros já estão no abrigo, a esperança é de que os atletas e torcedores dos Jogos Olímpicos adotem os cães, já tendo vários se insurgido contra esta abominável crueldade.


In:  Jornal Animal

6 de fevereiro de 2014

A ONU QUER CRIANÇAS FORA DA “VIOLÊNCIA DA TAUROMAQUIA”!

Assim se vai construindo civilidade, boa educação e respeito pela vida de seres sencientes que sofrem como gente
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O Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselha Portugal a criar legislação que restrinja a participação de crianças em touradas, quer como participantes quer como espectadores, mostrando preocupação com os efeitos na saúde física e mental dos menores.

A recomendação parte do Comité dos Direitos da Criança, órgão máximo a nível internacional para esta matéria, encarregado de garantir o cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, com base num relatório apresentado pela Fundação Franz Weber, no âmbito da sua campanha "Infância sem Violência".

"O comité está preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas, bem como com o bem-estar mental e emocional das crianças enquanto espectadores que são expostos à violência das touradas", refere um relatório divulgado nesta quarta-feira por aquele organismo das Nações Unidas. Por isso, é recomendado que Portugal tome medidas legislativas para proteger todas as crianças envolvidas em touradas, "tendo em vista a proibição".

"O comité também exorta o Estado a empreender medidas de sensibilização e consciencialização sobre a violência física e mental associada às touradas e o seu impacto nas crianças", refere o relatório hoje apresentado.

Esta questão sobre a participação das crianças em touradas ou escolas de tauromaquia foi apenas um dos aspectos analisados pelo Comité da ONU sobre a situação portuguesa no que respeita aos direitos das crianças. A próxima avaliação de Portugal será feita em Outubro de 2017.

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Fonte consultada: Lusa, 05/02/2014 

SOBRE O DESCABIDO FÓRUM DA TAUROMAQUIA NOS AÇORES

 Os falaciosos  “valores da festa brava”
(e um evento que foi, incompreensivelmente, tido de de interesse público)
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Reneguemos que o Povo Açoriano e os Açores sejam
 conotados estas barbaridades que nos envergonham
Em 1952 escrevia meu Pai, na introdução de pequeno livrinho que então publicou, o seguinte: “Há na Sagrada Escritura dois provérbios característicos pela sua aparente contradição. Um diz: não respondas ao louco segundo a sua loucura, para não vires a ser semelhante a ele. O outro aconselha: responde ao louco segundo a sua loucura, para que ele não imagine que é sábio. Perante a nota de reportagem “Festa brava oferece “escola de vida” – presente no Diário Insular, na sua edição de 28/Jan. do ano corrente, onde se apresentam algumas conclusões do III Fórum Mundial da Cultura Taurina, durante algum tempo, vacilando entre os dois conselhos, hesitei em “responder”, isto é, em pronunciar-me sobre o assunto…mas tal como em tempos decidiu meu Pai, decidi-me hoje pela resposta.

As referidas conclusões, que foram lidas por um conhecido autor de obras sobre a “corrida” e defensor da cultura tauromáquica, o filósofo e professor Francis Wolff, apontam constantemente para os “valores” ligados à tauromaquia, não os identificando ou concretizando porém (e por que não? Pensar-se-á, acaso, que todos os “valores” são desejáveis e moralmente defensáveis?) enquanto parecem reflectir o sentimento dos participantes, que será de perseguição perpetrada pelos ferozes anti-taurinos - que surgem em toda a nota como os maus da fita.

27 de janeiro de 2014

SERÁ QUE O HOMEM DESCENDEU MESMO DO MACACO?!

UMA DESCENDÊNCIA MUITO DUVIDOSA!

 Como pôde o Homem ter descendido do macaco e dizer-se que evoluiu em inteligência e ciência, se na sua prática destrói o seu próprio habitat e trucida seus próprios semelhantes, sem falar nas crueldades que faz às outras espécies, contrariando a decência e o exemplo da sua anunciada origem? 

Onde está a ética e a clarividência de uma "evolução" que, no seu percurso mata o seu irmão e, na consequência conduzirá à sua própria extinção! 

NÃO ENVERGONHEM OS MACACOS!


23 de janeiro de 2014

"ILHAS DE BRUMA"-TOCADA PELA 1º VEZ NA "MARÉ DE AGOSTO"-1984

 “Ilhas de Bruma”
a canção mais emblemática dos Açores

O músico e compositor Manuel Medeiros Ferreira morreu na ilha de São Miguel, nos Açores, aos 63 anos, a 3 de janeiro, de 2014.

Em março de 2013, Manuel Medeiros Ferreira disse, em entrevista à Lusa, que a maior homenagem que lhe podiam prestar era continuarem a divulgar e a cantar a sua música, escrita há 31 anos, revelando que se emocionava sempre que via o público cantarolar a letra de um tema que se tornou "emblemático para todos os açorianos".


A canção, que levou dois meses a escrever e a aperfeiçoar, foi tocada em público pela primeira vez na primeira edição do Festival Maré de Agosto, que decorre na ilha de Santa Maria desde 1984, mas o sucesso popular chegou verdadeiramente quando a RTP/Açores aproveitou o tema para algumas das suas séries mais emblemáticas na década de 80, do século passado. 
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11 de janeiro de 2014

ALOJAMENTOS VERDES DOS AÇORES – GALARDÃO “MIOSÓTIS AZORES”

O Galardão Ambiental “Miosótis Azores”  abrange cerca de 50 unidades, em todas as ilhas, mais 18 unidades turísticas do que no ano anterior.
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O governo dos Açores distinguiu este ano 50 unidades turísticas com o galardão “Alojamentos Verdes – Miosótis Azores”, criado para incentivar a implementação de boas práticas ambientais, passando a abranger, pela primeira vez, todas as ilhas do arquipélago, incluindo Santa Maria com a "Casa de Almagreira" e a "Casa do Norte".

Para o biénio 2014-2015 candidataram-se mais 18 empresários a este galardão que é destinado a estabelecimentos hoteleiros, aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, conjuntos turísticos e empreendimentos de turismo de habitação ou de turismo em espaço rural regionais, diz uma informação do governo dos Açores.

Os galardões foram entregues pelos secretários regionais do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, e dos Recursos Naturais, Luís Neto Viveiros numa cerimónia realizada no Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, em São Miguel.

"Casa do Norte"- um dos alojamentos turísticos galardoados
Vítor Fraga salientou na ocasião que os prémios "que são um justo reconhecimento pelo esforço desenvolvido no que a boas práticas ambientais diz respeito, não devem ser encarados como um fim, mas sim como o meio para nos tornarmos cada vez mais exigentes, qualificados e competitivos no mundo” e anunciou que, no âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio, irá desenvolver um novo sistema de incentivos, “com o objetivo de promover uma permanente adequação da oferta hoteleira à matriz do Destino Açores”.

“Ao promover a requalificação das unidades hoteleiras açorianas, este novo sistema de incentivos potenciará o desenvolvimento da oferta, tentando ir ao encontro dos vectores que definem a matriz do destino, acrescentando valor e adaptando-a à evolução das tendências da procura, contribuindo assim para a sua permanente sustentabilidade”, disse o titular da pasta do Turismo, citado na nota.

Por sua vez, o Secretário Regional dos Recursos Naturais disse que irá manter “o investimento necessário ao desenvolvimento de uma Economia Verde”, sem “descurar a formação e a aposta estratégica na educação e sensibilização ambiental”.

Luís Neto Viveiros anunciou ainda que os conteúdos multimédia disponibilizados pelo projecto “Sentir e Interpretar o Ambiente dos Açores” (SIARAM) forma actualizados e enriquecidos e que a Secretaria Regional dos Recursos Naturais "passa a disponibilizar um novo portal de monitorização ambiental, designado por “AzMoniAmb”, disponível em http://sig.srrn.azores.gov.pt/azmoniamb.



In: Presstur online-10-01-2014 (14h08)

 http://www.presstur.com/site/news.asp?news=45672

7 de janeiro de 2014

GRATIDÃO DE UM CACHORRINHO ABANDONADO QUE ACOLHI!

"UM CORAÇÃO AGRADECIDO É A SEGUNDA MORADA DE DEUS"

Este é um dos três cachorrinhos abandonados que acolhi no dia de Natal, que, felizmente, depois de alguns dias comigo conseguimos um lar responsável para ele.

O seu bem-estar e gratidão são a maior compensação.