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7 de julho de 2014

ESTRELINHA SMA - UMA VERDADEIRA "IMAGEM DE MARCA" DE SANTA MARIA

 ESTRELINHA DE SANTA MARIA (REGULUS REGULUS SANCTAEMARIAE) - ÚNICA NO MUNDO
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 O CADEP-CN apresentou um Plano de Proteção e Conservação desta ave endémica da ilha ao GRA, com o apoio de um parecer da UAç, tendo obtido plena aceitação no seu avanço.

A Estrelinha-de-Santa Maria, autêntico "Ex-líbris ornitológico" é o único vertebrado endémico da ilha, constituindo uma imagem de marca que deverá ser explorada.

 Pelo seu estatuto de "Criticamente em perigo", o CADEP-CN apresentou ao GRA, em maio, um Plano de Proteção e Conservação da ave, cuja premência foi reconhecida pelo Senhor Secretário Regional dos Recursos Naturais, estando nesta altura a ser trabalhado pelos serviços oficiais, na definição de parcerias e se avançar, com suporte financeiro do programa LIFE +, conforme o compromisso do governante.

 Em breve adiantaremos aqui no Naturmariense mais notícias sobre o andamento deste importante projeto de conservação da Estrelinha de Sta Maria e preservação dos seus habitat´s, ave que constitui um emblema da ilha, pela sua singularidade no contexto mundial.

3 de junho de 2014

HOJE FOMOS SALVAR UM “FRULHO” (PUFFINUS BAROLI)

 AVE COM ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO “VULNERÁVEL”
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O Frulho salvo hoje (3 de junho), no lugar dos Anjos, pelo CADEP-CN foi resgatado ontem, ao final do dia, em Vila do Porto, após uma queda, certamente por desorientação.
Não foi observada na avezinha nenhuma lesão no sistema alado, tendo a mesma, depois de alguma hesitação, levantado voo em direção ao mar, fazendo-se assim mais um resgate com sucesso.
Devido ao declínio que sofreu nas últimas décadas, esta espécie é considerada vulnerável, estando inscrita no Livro Vermelho dos vertebrados de Portugal. (Ver AQUI)
 A sua população mundial totaliza menos de 10000 casais reprodutores.
A estimativa do tamanho da população açoriana fica à volta dos 500-100 casais reprodutores.

CONHEÇA O FRULHO
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Nome popular: Frulho e Pintainho
Nome científico: Puffinus baroli baroli  (Bonaparte 1857) 
É uma ave  endémica da Macaronésia

O frulho é uma pequena ave marinha apresentando um comprimento de 28-30 cm e um peso médio de 172 g o que é ligeiramente inferior à de um garajau. A cor da plumagem é preta nas partes superiores e branca nas partes inferiores. O frulho possui um bico escuro (com a mandíbula inferior azulada), longo e fino. As pernas são azuladas, com manchas pretas no tarso. O seu voo é essencialmente batido, sendo poucas as fases de deslizamento perto da superfície do mar.

Estas aves são silenciosas no mar, mas muito barulhentas quando chegam a terra, principalmente enquanto juvenis. Normalmente não seguem embarcações.
O seu voo é caracterizado por frequentes batimentos de asas.

Esta subespécie só nidifica nos Açores, Desertas, Selvagens e Canárias e apresenta um comportamento sedentário comparativamente aos outros procelariformes, não efectuando migrações de longas distâncias.

O frulho nidifica em todo o arquipélago, excepto na ilha Terceira (contudo a sua ausência desta ilha poderá reflectir um esforço de prospecção insuficiente). As posturas geralmente decorrem no início de Fevereiro e as crias saem do ninho no final de Maio-início de Junho. Os indivíduos ficam ausentes das colónias entre Junho e Setembro. No entanto, a maioria não se afasta das águas açorianas durante este período.

A introdução de mamíferos pelos Portugueses a partir do século XV e a exploração das aves para alimentação e extracção de óleo resultaram na diminuição drástica da população açoriana. As colónias açorianas de nidificação desta espécie localizam-se em pequenos ilhéus desabitados, situados em Santa Maria (ilhéu da Vila, 50 casais) e na Graciosa (ilhéus de Baixo e da Praia, 50 casais em cada ilhéu), mas também nas falésias inacessíveis das ilhas principais, com a excepção aparente da ilha Terceira. Os ninhos artificiais colocados no ilhéu da Praia (Graciosa) permitiram a nidificação de alguns casais em ninhos artificiais. Puffinus assimilis era considerado “escasso” na Europa. A revisão da taxonomia deverá resultar numa revisão do estatuto de conservação de Puffinus baroli também.

O Frulho não deve ser muito afectado pela pressão humana, uma vez que os seus ninhos são difíceis de localizar e pouco acessíveis. Tal como para as outras aves marinhas, as principais ameaças têm a ver com a presença de mamíferos introduzidos (ratazanas, gatos, furões) e de aves de presa extraviadas nas proximidades dos seus locais de nidificação.

Um estudo recente (Verónica Neves et al. em preparação) mostrou que os cefalópodes e os peixes juvenis Phycis sp. constituem a maior parte da dieta dos Frulhos do ilhéu da Vila durante a criação. Os Frulhos são mergulhadores eficientes, podendo chegar regularmente aos 15 metros de profundidade.
 Os resultados das análises de trajectos obtidos com geolocalizadores mostram que os adultos parecem permanecer na zona dos Açores durante o ano todo. Contudo, as colónias de nidificação são abandonadas entre Junho e meados de Agosto.

* José Melo
   CADEP-CN de Sta Maria
Fonte consultadas: "Aves dos Açores" e  Joël Bried – Biólogo
 Universidade dos Açores – Departamento de Oceanografia e Pescas  e “Aves dos Açores”

31 de março de 2014

ESTRELINHA DE SANTA MARIA PRECISA DE PLANO INTEGRADO DE CONSERVAÇÃO

DEFENDE O COORDENADOR DO CADEP-CN 
EM ENTREVISTA À AGÊNCIA LUSA
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A estrelinha de Santa Maria, que possui o nome científico de ‘regulus regulus sanctae-mariae’, é exclusiva daquela terra e vive em zonas dispersas na ilha, concentrando-se mais na zona do Pico Alto e no Barreiro da Faneca
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A ave mais pequena da Europa, a estrelinha de Santa Maria, nos Açores, corre o risco de extinção devido ao seu confinamento territorial e à degradação do seu habitat, encontrando-se na lista dos 13 vertebrados mais ameaçados do país.

Contatado pela Agência Lusa, referiu José Melo (Coordenador do Clube de Amigos Defensores do Património de Santa Maria, que “é o próprio Instituto Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (INCNB), que plasma a estrelinha de Santa Maria [ou estrelinha de poupa] com o estatuto de criticamente perigo de extinção”.

A estrelinha de Santa Maria, que se alimenta de insetos, vermes e aranhas, possui apenas oito a nove centímetros de comprimento e 12 a 14 de envergadura, é considerada importante no controlo biológico de algumas espécies e muito procurada no âmbito da atividade de ‘birdwatching’ (observação de aves).

José Andrade Melo explicou que a estrelinha de Santa Maria sofreu uma “regressão significativa” do seu efetivo nas duas últimas décadas, à semelhança do que aconteceu com o priôlo, devido à perturbação do seu habitat natural, o que certamente também teve consequência na redução dos alimentos e sucesso da nidificação.
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A estrelinha de Santa Maria, que possui o nome científico de ‘regulus regulus sanctae-mariae’, segundo o INCNB e o portal da biodiversidade dos Açores, é endémica da ilha (exclusiva), o que confirma José Melo, adiantando que por ter essa particularidade é tida como o “Ex-líbris ornitológico de Santa Maria, devendo ser promovida como atratividade especial nas atividades de Percursos Pedestres e do Birdwacting”, o que já vem sendo feito, através de um projeto de pedestrianismo a que está ligado e  nas atividades do Parque natural da ilha.” Defende também o conhecido ecologista que a Estrelinha de Santa Maria, pela exclusividade que detém, deverá ser valorizada como “imagem de marca do património natural da ilha”, tanto pelos serviço de ambiente como nos circuitos turísticos.

Informa também José Melo que a ave pode ser avistada em zonas dispersas na ilha, concentrando-se mais na zona do Pico Alto e no Barreiro da Faneca. Prefere os espaços com arbustos que contenham espécies da laurissilva (floresta húmida subtropical apenas existente na Macaronésia) para pernoitar e nidificar.

“O facto de a ave estar confinada a um espaço tão diminuto em termos territoriais, como é a ilha de Santa Maria, por si só já é merecedora do estatuto especial de conservação e da obrigação política e científica de criação de um projeto integrado e profundo de salvaguarda, que englobe estudos mais abrangentes, estratégias e plano de ação”, defendeu José Andrade Melo, frisando que “assim o exige o Princípio da Precaução”.

10 de fevereiro de 2014

POR QUE DEFENDO E RELEVO A "ESTRELINHA-DE-SANTA MARIA” COM TANTO EMPENHO?

 Porque é exclusiva da ilha, pela necessidade de proteção, pela sua atratividade ornitológica e turística e pela sua importância para a biodiversidade de Sta Maria e dos Açores.
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 Aqui vai mais um texto recente, que é comprovativo da sua singularidade e do merecimento da atenção, que o CADEP-CN lhe reclama, há muito, tendo-a destacado como "Ave do Ano-2012", nos Açores.
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 Characterization of suitable habitats to preserve 
Santa Maria's goldcrest
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 The Santa Maria's goldcrest (Regulus regulus sanctaemariae) is the unique endemic bird subspecies from Santa Maria Island (Azores) and displays the IUCN status of Critically Endangered due to the reduced land area of the island and the fragmentation of their natural habitats. However, there are no detailed studies on its relative abundance and ecology. This project aims to extend the knowledge about the diversity of breeding passerines in Santa Maria island, and in particular the distribution and relative abundance of this subspecies along its natural habitats.

 Foto de José Melo e texto de The Azorean Lab of Ornithology

1 de dezembro de 2013

FORMAÇÃO DE GUIAS PARA A “ROTA DOS FÓSSEIS” DE SANTA MARIA FOI UM SUCESSO

AÇÃO DE QUALIDADE PAUTADA POR BOA ADESÃO
E VIVO INTERESSE DOS PARTICIPANTES
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De 15 a 17 de novembro decorreu em Sta Maria o Workshop "A Rota dos Fosséis" ministrado pelo biólogo/pealeontólogo DR. Sérgio Ávila (Universidade dos Açores), um profundo estudioso dos fósseis de Santa Maria, na última década, tendo chefiado regularmente a equipa científica do Workshop internacional "Paleontologia em Ilhas Atlânticas", o qual, anualmente, traz à ilha vários cientistas nacionais e estrangeiros para realizarem estudos, durante uma semana. 

 Frequentaram a formação 34 formandos, representantes do Parque Natural de Ilha, ONGAS, escolas, empresas de animação turística, proprietários de alojamento em espaço rural,  e de outras entidades. 


 Depois desta formação intensa (cerca de 20 horas), muito diversificada e de elevada  qualidade, os formandos ficaram com uma importante base de conhecimentos para serem guias de interpretação das jazidas fósseis de Sta Maria, que são únicas no contexto dos Açores. 

10 de setembro de 2013

CONHEÇA O GEOSSÍTIO DA RIBEIRA DO MALOÁS

“Conhecer para amar, valorizar para proteger”
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   A Ribeira do Maloás situa-se na Piedade, lugar de Malbusca, freguesia de Santo Espírito.  
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   Próximo da foz daquela ribeira, existe uma queda de água, com cerca de 15 a 20 m de altura, que exibe um extenso afloramento de uma disjunção prismática ou colunar, em escoada lávica basáltica subaérea do Complexo do Pico Alto (Pliocenio inferior 4-3 MA). Os prismas, de dimensões decimétricas, no topo e na base da queda de água apresentam-se truncados, segundo um pavimento poligonal do tipo “Calçada de Gigantes”. Pela sua riqueza geológica, geomorfológica, cénica, didática e turística foi considerada Geossítio prioritário de Sta Maria, fazendo parte do Geoparque Açores, já integrado a Rede Europeia de Geoparques. 
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    Este afloramento é o único na ilha com estas dimensões e considerado um dos mais belos dos Açores, podendo ser contemplado e fotografado com grande proximidade e de vários ângulos. 
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    Para este lugar o CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria defenderam, no Memorando Ambiental entregue à Secretaria Regional dos Recursos Naturais, “A melhoria do acesso e sinalização das “Disjunções prismáticas” da foz da Ribeira do Maloás”, e retirada da Agave americana, por cima das formações colunares no leito da ribeira, de forma a evitar a desagregação das “colunas basálticas” e permitir a visualização das mesmas, numa maior extensão”. 
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    No decorrer do curto trilho que liga a estrada municipal a este lugar pode desfrutar-se de excelentes panorâmicas sobre o litoral do Sul da ilha, com vinhedos a atapetar a encosta; sentir os fragrantes odores de algumas plantas aromáticas, como o Poejo (Mentha pulegium e a Nêveda (Calamintha officinalis) e observar algumas aves residentes, ouvindo-se também os seus cantos peculiares. 
 
Ver, abaixo, mais fotos, com pormenores deste património.
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* José Andrade Melo
   CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria

4 de setembro de 2013

SINGULARIDADE DA MELOA DE SANTA MARIA RECONHECIDA COM REGISTO GEOGRÁGICO DE REFERÊNCIA

Foi  publicado em Diário da República, de 29 de agosto, o despacho que reconhece o registo de “Santa Maria — Açores” como indicação geográfica para a meloa.

 "(...) O equilíbrio entre a textura, o sabor doce e sumarento distingue esta meloa das demais cultivadas noutras regiões. O seu aroma típico, resultante da libertação dos ácidos voláteis, é a característica que imediatamente indica a presença do fruto."(...)

Fonte: Baluarte de Sta Maria

19 de abril de 2013

P.PEDESTRE : "PICO ALTO - S.PEDRO - ANJOS" - 21 DE ABRIL

VENHA CONHECER SANTA MARIA POR DENTRO
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P.Pedestre guiado: “PICO ALTO-S.PEDRO-ANJOS”

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No dia 21 de abril, não fique em casa. Pratique pedestrianismo; faça pela sua saúde; frua um são convívio e conheça melhor o património cultural e natural de Santa Maria, com explicações de guias especializados. (Consulte o cartaz)

Projeto: “Pedestrianismo e Ambiente de mãos dadas”

 Lemas: “Conhecer para amar” e “Valorizar para proteger”.

Organização conjunta do NPA-G.Velho (Núcleo de Pedestrianismo e Ambiente do Gonçalo Velho), CADEP-CN (Clube dos Amigos e Defensores do Património-Cultural e Natural) e Amigos dos Açores, Sta Maria

Centralidades: Pico Alto (Paisagem, flora endémica, fauna e património e dificado), Reserva Florestal do Alto Nascente (Casa da Guarda e flora), Barreiro da Faneca (Geomorfologia, flora e avifauna), Baía da Cré (Ribeira dos Lemos, paisagem, geomorfologia-fósseis), Vigia da Baleia do Monte Gordo, plantas aromática s e medicinais, Anjos e Furna de Santana (História, e lendas).  

18 de abril de 2013

10 de abril de 2013

PALESTRA "GEODIVERSIDADE E PATRIMÓNIO GEOLÓGICO” DE SANTA MARIA” – INSERIDA NA CAMPANHA BANDEIRA AZUL-2013

=A COMPONENTE INANIMADA DO PATRIMÓNIO NATURAL = 
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No próximo dia 11 de abril irá decorrer na Biblioteca Municipal, pelas 21H00, uma conferência no âmbito do Programa Bandeira Azul 2013,  sobre "Geodiversidade e Património Geológico - A componente inanimada do património natural", proferida pelo Professor Doutor João Carlos Nunes.
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3 de janeiro de 2013

PLANO DOS PASSEIOS PEDESTRES DOS AMIGOS DOS AÇORES-2O13-S.MIGUEL E SANTA MARIA

 Em Santa Maria, a representação local dos Amigos dos Açores, está associada à realização de 1 percurso pedestre mensal, inserida na parceria entre o CADEP-CN e NPA do Gonçalo Velho, sendo o representante o guia destas atividades.
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Nesta ilha, os PP realizam-se nos últimos domingos de cada mês, sendo publicitados no Facebook, em vários blogues e na comunicação social local.
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Caso algum(uns) dos pedestrianistas habituais do grupo de Santa Maria, esteja interessado, em realizar alguns dos passeios agendados para S.Miguel, contatem o representante o local dos AA, José Melo, que providenciará as informações necessárias e fará a inserção.
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Ver calendarização do passeios pedestres de S. Miguel, em:
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28 de julho de 2012

DIRETOR REGIONAL DO AMBIENTE ALERTA PARA A INTENSIFICAÇÃO DA EROSÃO COSTEIRA NOS AÇORES

DECLARAÇÃO QUE VEM AO ENCONTRO DE PREOCUPAÇÕES ANTIGAS DOS AMIGOS DO AÇORES E QUE DEVERIA SER CONSEQUENTE NO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO 
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Diretor Regional do Ambiente afirmou sexta-feira à noite, na ilha do Faial, que os Açores têm assistido, nos últimos anos, a “uma intensificação da erosão costeira”, em consequência das “tempestades marítimas que são mais frequentes e com um poder destrutivo cada vez maior”. 
Foto: GACS
“Este é um dos vários exemplos das consequências das alterações climáticas, que frequentemente se manifestam por todo o globo”, disse João Bettencourt ao participar na conferência Alterações climáticas, o que esperar nos Açores, que decorreu no Jardim Botânico do Faial no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Conservação da Natureza. 
Este alerta,  vem de encontro às preocupações expressas  pelos Amigos dos Açores (AA), há mais de dez anos, vindo o mesmo reforçar e dar razão  às posições tomadas por aquela associação, aquando das discussões e sua participação, como membro efetivo no da Comissão Mista de Coordenação (CMC) do POOC (Plano de Odenamento da Orla Costeira) de Santa Maria. 



11 de julho de 2012

NÃO COMPRE O ANANÁS VERDE!

OS FRUTOS NÃO CLIMATÉRICOS COMO O ANANÁS, NÃO DEVEM SER COMPRADOS VERDES-
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O ananás é um fruto não-climatérico, ou seja, não amadurece após a colheita. Caso seja apanhado imaturo ou verde, terá uma elevada acidez e pouco açucar, chegando ao consumidor azedo e sem o sabor carateristico do fruto. No inverno deverá ser colhido mais tardiamente do que no verão.
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O ponto de colheita, determina as suas caraterísticas. No oposto temos a banana, fruto climatérico, amadurece naturalmente depois de colhida.
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* Informação do amigo António Simas. In "Rede Açores Pro Bio"

3 de julho de 2012

DISJUNÇÕES PRISMÁTICAS DA RIBEIRA DO MALOÁS (DESCRIÇÃO)

CONHEÇA ESTE GEOSSÍTIO SINGULAR DE SANTA MARIA
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Pavimento do leito da R.Maloás (Foto: J.Melo)
A Ribeira do Maloás, situada no lugar da Piedade-Malbusca (Santo Espírito) sobre  fundo de basalto apresentando um pavimento de superfície poligonal do tipo “Calçada de Gigante”. 
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 Esta ribeira tornou-se famosa pela compleição da sua pequena queda de água que expõe uma das mais belas formações com que a atividade vulcânica presenteou a ilha de Santa Maria e os Açores.
Cascata da R.Maloás (Foto: J.Melo)

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A cascata, com cerca de 15 a 20 m de altura,  situada a cerca de 220 da foz da ribeira ostenta um extenso afloramento de uma disjunção prismática, ou colunar, em escoada lávica basáltica subaérea pertencente ao Complexo do Pico Alto. 
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Embora existam outras formações do género noutras ilhas dos Açores, nomeadamente a “Rocha do Bordões” nas Flores, as mesmas não permitem uma proximidade e ângulos de visão tão facilitados e díspares como as Disjunções Prismáticas da Ribeira do Maloás, permitindo uma fruição muito particular e captação de imagens extraordinárias. 
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Turistas visitam a R.Maloás (Foto J.Melo)

É um património geológico e elevado interesse didático e turístico.

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 A formação de disjunção colunar em rochas vulcânicas é um assunto que suscita alguma controvérsia, em especial no que diz respeito à sua génese e desenvolvimento da morfologia. Porém, parece ser consensual que a causa da disjunção colunar se  relaciona com a contração térmica da lava provocada pelo seu arrefecimento. 
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A disjunção prismática da Ribeira de Maloás é também um dos 5 geossítios prioritários do Geoparque Açores, na ilha de Santa Maria.
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* José Andrade Melo
   Fonte consultadas: SIARAM e "Bio e Geo Conservação"

1 de julho de 2012

BARREIRO DA FANECA : “O DESERTO VERMELHO” ÚNICO NOS AÇORES

CONHEÇA MELHOR ESTE FAMOSO GEOSSÍTIO
 E O QUE DEFENDEMOS PARA SUA PROTEÇÃO E MELHOR FRUIÇÃO
 (Vídeo, no final)
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O Barreiro da Faneca, também conhecido por “Deserto Vermelho dos Açores” é uma extensa superfície de terreno árido e argiloso, pertencendo principalmente à unidade geológica denominada "Formação de Feteiras", constituindo uma paisagem semi-desértica de cor amarelo-avermelhada, única nos Açores.

Com altitudes que rondam os 200 metros acima do nível do mar, apresenta-se como uma superfície de relevo ondulado com declives muito suaves, inferiores a 4-5%, e com uma capacidade de drenagem muito reduzida. Nas zonas desprovidas de vegetação é notória a erosão do solo, podendo ser observadas "dunas" causadas pela erosão eólica e hídrica.

 Apesar de, há algumas décadas, o Barreiro da Faneca apresentar apenas algumas manchas isoladas de vegetação, nos últimos anos tem se verificado um aumento espontâneo desta, de forma que, atualmente, cerca de 70% de sua área encontra-se recoberta por espécies vegetais, nomeadamente invasoras.

 Com o objetivo de irradicar e controlar parte das infestantes que têm vindo a cobrir o Barreiro da Faneca, este geossítio foi alvo de uma limpeza no âmbito do PRECEFIAS - Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora em Áreas Sensíveis. A intervanção “limpou” cerca de 12 000 m2 tendo um custo de 55 000,00 €, acometido à Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.

25 de junho de 2012

CONCURSO “À PROCURA DE ÁRVORES NOTÁVEIS DOS AÇORES”

CADEP-CN CANDIDATA  UM NOTÁVEL AZEVINHO
DE SANTA MARIA
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O desafio “À procura das Árvores Notáveis dos Açores” - organizado pela Direcção Regional dos Recursos Florestais (DRRF) tem como objetivo geral valorizar a floresta dos Açores e, especificamente,  destacar as espécies arbóreas mais emblemáticas de cada uma das ilhas.

 O desafio dessa “procura” foi aberto à participação das escolas e/ou grupos ambientais com ação escolar convidando-as a realizar pesquisas, questionamento a pessoas e batidas de campo, visando a identificação de uma árvore notável, na localidade associada à escola.

Uma vez selecionada uma árvore considerada distinta, a candidatura exige o preenchimento de um formulário onde se expressa a descrição biológica da espécie e o justificativo da escolha, nomeadamente o seu valor patrimonial, importância para a memória colectiva das populações, raridade, imponência do exemplar, sua mais-valia atrativa ou outro motivo relevante.

Da candidatura também faz parte a apresentação de fotos com alta definição da árvore isolada, de pormenores da folha, da flor e do fruto, e dos jovens proponentes junto do exemplar.

Um grupo de alunos da Escola de Almagreira inscritos no CADEP-CN (alguns de Santa Bárbara), depois de alguma trabalho de campo e de consultas na internet, apresentaram a candidatura de um exuberante azevinho, situado no lugar do Arrebentão.

15 de junho de 2012

FLUXO DE TURISTAS ALEMÃES AUMENTA NOS AÇORES

CONTATO COM A NATUREZA CONSERVADA E CLIMA AMENO, SÃO AS GRANDES ATRAÇÕES 

No primeiro trimestre deste ano, os turistas alemães já registaram 11.280 dormidas na região, o que representa um aumento de 51% em relação ao mesmo período de 2011. 

Recorde-se que este segmento de turistas nórdicos, de fina sensibilidade e exigência na selação dos destinos, tem vindo a relevar o  clima suave,  qualidade da natureza e a diferenciação patrimonial da região como fatores de atração.

No decorrer da apresentação de cumprimentos que o Presidente do Governo dos Açores concedeu ontem ao embaixador da Alemanha em Portugal, Helmut Elfenkampe, Carlos César referiu a importância do mercado alemão para o turismo açoriano. 

27 de dezembro de 2011

AÇORES ELEITOS COMO DESTINO ECO-TURÍSTICO NUMERO UM PARA 2012

A conceituada revista de viagens norte-americana Budget Travel elegeu os Açores como o destino ecoturístico número um a visitar em 2012. 

No seu guia anual de viagens para os destinos mais apelativos e, ao mesmo tempo, económicos, a revista de viagens norte-americana Budget Travel elegeu os Açores como o destino  número um a visitar em 2012. 

A beleza paisagístico-ambiental das ilhas foi um dos atributos mais destacados pela publicação, que sublinhou, também, os preços convidativos dos hotéis de categorias mais elevadas, bem como a existência de pacotes de viagens atrativos com ligações aéreas a partir de Boston e ligações entre as ilhas do Arquipélago. 

Por fim, a Budget Travel elogiou as temperaturas amenas ao longo de todo o ano (e aí, como é reconhecido, Santa Maria se destaca) e apontou os meses de Outubro a Maio como a altura ideal para os turistas de natureza se deslocarem à região, o que confirma que o ecoturismo, como vimos defendendo há anos, pode ser praticado todo o ano, sendo esta notícia um grande contributo para combater a sazonalidade, e “alguma teimosia” na insistência compartimentada do produto “sol e praia”. 

10 de dezembro de 2011

APRESENTAÇÃO ORNITOLÓGICA DA SEMANA: - O PINTASSILGO

Foto de Carlos Ribeiro (Aves dos Açores)
O colorido pintassilgo, de nome científico Carduelis carduelis é um passeriforme residente e  muito comum nos Açores, sendo sempre muito bonito apreciá-lo pelas suas cores vivas e lindo chilrear.
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É uma espécie exótica que foi introduzida nos Açores, como ave de gaiola. Estas aves terão fugido ou libertadas propositadamente, reproduzinho-se posteriormente em ambiente natural. Nesta altura já se encontra naturalizada, sendo um dos passeriformes residentes interessantes para observação, não sendo considerada uma praga ao contrário do que acontece com o pardal.
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Foto de Rui Andrade (AFAA) - Santa Maria

É uma espécie que aparece geralmente em bandos, sendo a melhor altura para a avistar a época doVerão, mais precisamente nos meses de Julho e Agosto. 
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Apesar de ser uma ave tímida partilha habitats próximos ao ser humano, sendo comum o seu avistamento em jardins, quintais,  terrenos agrícolas e também já a vimos em pastagens a depenicarem nos cardos. Alimenta-se de herbáceas com sementes, nomeadamente erva avoadeira (dentes-de-leão), serralhas, erva-moleirinha e cardos.Também come alguns insetos presentes nas plantas hortícolas.
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Onde observar em Santa Maria
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Em todas as freguesias, incluindo as zonas costeiras, principalmente a baixa altitude, sendo em geral pouco comum acima dos 300 m.

APRECIE E PROTEJA AS AVES DOS AÇORES.