Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


6 de julho de 2012

No Brasil: "PRODUTOS AGRÍCOLAS ASSOCIADOS A GRANDES FILMES"

A HORTIFRUTI INOVA NA DIVULGAÇÃO DOS SEUS PRODUTOS, COM GRANDE SUCESSO 

No Rio de Janeiro, a HORTIFRUTI, uma rede de venda de legumes, verduras e frutas, com uma forte componente orgânica, nos últimos 2 anos, tem vindo a inovar nas suas propagandas, criando uma série baseada em títulos de filmes onde os atores principais são os próprios produtos agrícolas. 

Os cariocas ficavam na expectativa da próxima propaganda, que era sempre estampada num grande outdoor no Centro do Rio, com o lançamento sempre às segundas-feiras. 

A “Hortifruti”,  privilegia os produtos frescos e saudáveis, dando grande ênfase à agricultura biológica, como poder ler em: 

VEJA ABAIXO ALGUMS DOS NOVOS CARTAZES DA HORTIFRUTI, SEM DÚVIDA MUITO CRIATIVOS, E VEICULADORES DE GRANDE IMPACTO.

5 de julho de 2012

UMA RESPOSTA À MANEIRA, A UM DEFENSOR DA BRUTALIDADE DAS TOURADAS

“O GRANDE BRUTO”
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Por:  Rui C.Barbosa 
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No dia 27 de Junho de 2012, saiu no Diário de Notícias um escrito intitulado "O mundo moderninho" da autoria de Joel Neto, defendendo as touradas, ao qual responde Rui Barbosa, nos seguintes termos: 

“Esta gente que gosta de touradas utiliza argumentos que para alguém a uns degraus acima do seu nível intelectual é difícil de compreender. Costuma-se dizer que nunca devemos tentar argumentar contra um idiota, pois este rebaixa-nos ao seu nível e bate-nos aos pontos. Assim, nem vou tentar desmontar o argumento da suposta "importância histórica e valor etnográfico" da tourada que a comparo à importância histórica e ao valor etnográfico de outras velhas tradições há muito esquecidas do nosso imaginário nacional. 

3 de julho de 2012

DISJUNÇÕES PRISMÁTICAS DA RIBEIRA DO MALOÁS (DESCRIÇÃO)

CONHEÇA ESTE GEOSSÍTIO SINGULAR DE SANTA MARIA
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Pavimento do leito da R.Maloás (Foto: J.Melo)
A Ribeira do Maloás, situada no lugar da Piedade-Malbusca (Santo Espírito) sobre  fundo de basalto apresentando um pavimento de superfície poligonal do tipo “Calçada de Gigante”. 
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 Esta ribeira tornou-se famosa pela compleição da sua pequena queda de água que expõe uma das mais belas formações com que a atividade vulcânica presenteou a ilha de Santa Maria e os Açores.
Cascata da R.Maloás (Foto: J.Melo)

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A cascata, com cerca de 15 a 20 m de altura,  situada a cerca de 220 da foz da ribeira ostenta um extenso afloramento de uma disjunção prismática, ou colunar, em escoada lávica basáltica subaérea pertencente ao Complexo do Pico Alto. 
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Embora existam outras formações do género noutras ilhas dos Açores, nomeadamente a “Rocha do Bordões” nas Flores, as mesmas não permitem uma proximidade e ângulos de visão tão facilitados e díspares como as Disjunções Prismáticas da Ribeira do Maloás, permitindo uma fruição muito particular e captação de imagens extraordinárias. 
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Turistas visitam a R.Maloás (Foto J.Melo)

É um património geológico e elevado interesse didático e turístico.

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 A formação de disjunção colunar em rochas vulcânicas é um assunto que suscita alguma controvérsia, em especial no que diz respeito à sua génese e desenvolvimento da morfologia. Porém, parece ser consensual que a causa da disjunção colunar se  relaciona com a contração térmica da lava provocada pelo seu arrefecimento. 
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A disjunção prismática da Ribeira de Maloás é também um dos 5 geossítios prioritários do Geoparque Açores, na ilha de Santa Maria.
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* José Andrade Melo
   Fonte consultadas: SIARAM e "Bio e Geo Conservação"

1 de julho de 2012

BARREIRO DA FANECA : “O DESERTO VERMELHO” ÚNICO NOS AÇORES

CONHEÇA MELHOR ESTE FAMOSO GEOSSÍTIO
 E O QUE DEFENDEMOS PARA SUA PROTEÇÃO E MELHOR FRUIÇÃO
 (Vídeo, no final)
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O Barreiro da Faneca, também conhecido por “Deserto Vermelho dos Açores” é uma extensa superfície de terreno árido e argiloso, pertencendo principalmente à unidade geológica denominada "Formação de Feteiras", constituindo uma paisagem semi-desértica de cor amarelo-avermelhada, única nos Açores.

Com altitudes que rondam os 200 metros acima do nível do mar, apresenta-se como uma superfície de relevo ondulado com declives muito suaves, inferiores a 4-5%, e com uma capacidade de drenagem muito reduzida. Nas zonas desprovidas de vegetação é notória a erosão do solo, podendo ser observadas "dunas" causadas pela erosão eólica e hídrica.

 Apesar de, há algumas décadas, o Barreiro da Faneca apresentar apenas algumas manchas isoladas de vegetação, nos últimos anos tem se verificado um aumento espontâneo desta, de forma que, atualmente, cerca de 70% de sua área encontra-se recoberta por espécies vegetais, nomeadamente invasoras.

 Com o objetivo de irradicar e controlar parte das infestantes que têm vindo a cobrir o Barreiro da Faneca, este geossítio foi alvo de uma limpeza no âmbito do PRECEFIAS - Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora em Áreas Sensíveis. A intervanção “limpou” cerca de 12 000 m2 tendo um custo de 55 000,00 €, acometido à Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.

VÍDEO: A CORAGEM DOS APANHADORES DE MARISCOS EM ESPANHA

O "percebes" e um famoso  marisco que se fixa nas falésias batidas pelas ondas. Dizem que é o mais carnudo do mundo e custa muito caro, certamente pela forma, extremamente difícil e perigosa de ser apanhado. 
Na Galiza, no norte da Espanha, os coletores especialistas de “percebes” conseguem ganhar 800 Euros em  duas horas de trabalho, mas nunca sabem se sairão vivos da empreitada, tal é o perigo que correm.  
Uma média de 5 apanhadores (“percebeiros”)  morrem em cada ano e muitos mais ficam feridos gravemente,  ao baterem contra as rochas, no vai e vem das ondas.

29 de junho de 2012

NA PROMOÇÃO DA AGRICULTURA BIOLÓGICA NOS AÇORES

= "REDE AÇORES PRO BIO" =

Na sequência de uma notícia sobre a discussão da proposta de uma percentagem de produtos biológicos que as cantinas das escolas e dos hospitais deveriam utilizar e no seguimento de um email enviado pelo Dr. Victor Medina da Gê-Questa (ilha Terceira) acerca da situação de desenvolvimento da agricultura biológica na ilha da Madeira, de imediato ocorreu a Pedro Medeiros que a inevitável fragmentação geográfica dos Açores impõe um défice de "massa crítica" que é necessária para impulsionar e desenvolver a agricultura biológica nos Açores. No próprio momento surge a ideia de uma Rede regional que coloque em contacto produtores, industria e comércio no sector da agricultura biológica nos Açores. Pedro Medeiros apresenta a ideia do projecto ao grupo de produtores biológicos de que faz parte na Cooperativa de Agricultores da ilha do Faial e ao Dr. Victor Medina da Terceira. Recebendo mensagens de incentivo, decide avançar com o blog (www.redeproacoresbio.blogspot.com), uma página e um grupo no Facebook em maio de 2012. Iniciaram-se os contactos em várias ilhas. Aderiram de imediato e assumiram a representação na ilha o Dr. Victor Medina na Terceira, o Dr. Teófilo Braga em S. Miguel, o Dr. Eduardo Guimarães em S. Jorge, o Dr. Florimundo Soares nas Flores, o Dr. José Melo em Santa Maria.

26 de junho de 2012

MOVIMENTO "REDE AÇORES PRO BIO" ABRANGE SANTA MARIA

AGRICULTURA BIOLÓGICA
 “POTENCIAL A DESENVOLVER NOS AÇORES” 

Agricultura biológica (Horta familiar J.Melo)
“Conhecer globalmente para agir localmente. Uma Região, nove ilhas. Cooperativamente, promovendo a produção, a comercialização e o consumo de produtos biológicos.” (Dr. José Medeiros, criador do movimento) 

Neste arranque, a “Rede Pro Açores Bio” visa dar a conhecer os produtores ativos em agricultura biológica nos Açores e contribuir para potenciar o seu desenvolvimento através da partilha de conhecimentos  

Como começou a “Rede Pro Açores Bio? 

 Na sequência de uma notícia sobre a discussão da percentagem de produtos biológicos que as cantinas das escolas e dos hospitais devem utilizar e no seguimento de um email enviado pelo Dr. Victor Medina da Gê-Questa (ilha Terceira) acerca da situação de desenvolvimento da agricultura biológica na ilha da Madeira, de imediato ocorreu ao Dr. Pedro Medeiros que a inevitável fragmentação geográfica dos Açores impõe um défice de "massa crítica" que é necessária para impulsionar e desenvolver a agricultura biológica nos Açores. 
Agricultura Biológica (Horta familiar J.Melo)

 No próprio momento surge a ideia de uma Rede regional que coloque em contacto produtores, indústria e comércio no sector da agricultura biológica nos Açores. 

 Pedro Medeiros apresenta a ideia do projeto ao grupo de produtores biológicos de que faz parte na Cooperativa de Agricultores da ilha do Faial e ao Dr. Victor Medina da Terceira. Recebendo mensagens de incentivo, decide avançar com um blog, uma página Web e um grupo no Facebook em maio de 2012. Iniciaram-se os contactos em várias ilhas. Aderiram de imediato e assumiram a representação  o Dr. Victor Medina, na ilha Terceira,  o Dr. Teófilo Braga em S. Miguel, o Dr. Eduardo Guimarães em S. Jorge, o Dr. Florimundo Soares nas Flores e o Dr. José Melo em Santa Maria. 

SOLTRÓPICO LANÇA GUIA DOS AÇORES E DEIXA DE FORA SANTA MARIA

“SÓ ALGUMAS PARTES NÃO CONSTITUEM O TODO” 

A Ambitur noticia que o operador turístico Soltrópico acaba de editar um guia de 20 páginas que se diz “inteiramente dedicado ao arquipélago dos Açores”, o que não é verdade em plenitude, pois esquece as ilhas mais pequenas, como se não fizessem parte daquele arquipélago.  
Santa Maria, "A ilha diferente"

Ao esquecer-se das ilhas das Flores, Corvo, Graciosa e Santa Maria, o Soltrópico não está a prestar um bom serviço, pois está a negligenciar as riquezas e belezas singulares destas terras, que não se encontram nas restantes, como é o caso do património geológico e geomorfológico de Santa Maria e da sua arquitetura típica, por exemplo, sem falar dos seus famosos eventos musicais. 

Disponível em versão online no site do Soltrópico e versão impressa nas agências de viagens de todo o país, o Guia denominado – erradamente --  “Açores 2012”, disponibiliza informação completa sobre as ilhas, de S.Miguel, Terceira, Faial, S.Jorge e Pico,  contendo locais a visitar e eventos mais marcantes. 
Trilho no Barreiro da Faneca
(Paisagem Protegida única nos Açores)

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Expressa, ainda a Ambitur que o operador turístico Soltrópico preparou vários programas para conhecer melhor esta região em família, a dois ou com amigos, o que não é literalmente aceite, porquanto, “só algumas partes não constituem o todo”, e garantidamente, poderemos afirmar que quem não visita as ilhas pequenas e tão diferentes como Santa Maria, não terá um conhecimento amplo dos Açores. 

25 de junho de 2012

CONCURSO “À PROCURA DE ÁRVORES NOTÁVEIS DOS AÇORES”

CADEP-CN CANDIDATA  UM NOTÁVEL AZEVINHO
DE SANTA MARIA
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O desafio “À procura das Árvores Notáveis dos Açores” - organizado pela Direcção Regional dos Recursos Florestais (DRRF) tem como objetivo geral valorizar a floresta dos Açores e, especificamente,  destacar as espécies arbóreas mais emblemáticas de cada uma das ilhas.

 O desafio dessa “procura” foi aberto à participação das escolas e/ou grupos ambientais com ação escolar convidando-as a realizar pesquisas, questionamento a pessoas e batidas de campo, visando a identificação de uma árvore notável, na localidade associada à escola.

Uma vez selecionada uma árvore considerada distinta, a candidatura exige o preenchimento de um formulário onde se expressa a descrição biológica da espécie e o justificativo da escolha, nomeadamente o seu valor patrimonial, importância para a memória colectiva das populações, raridade, imponência do exemplar, sua mais-valia atrativa ou outro motivo relevante.

Da candidatura também faz parte a apresentação de fotos com alta definição da árvore isolada, de pormenores da folha, da flor e do fruto, e dos jovens proponentes junto do exemplar.

Um grupo de alunos da Escola de Almagreira inscritos no CADEP-CN (alguns de Santa Bárbara), depois de alguma trabalho de campo e de consultas na internet, apresentaram a candidatura de um exuberante azevinho, situado no lugar do Arrebentão.

24 de junho de 2012

CADEP-CN SOLIDÁRIO COM A AFAMA

CÂMARA DA HORTA ABATE ANIMAIS SEM CUMPRIR A LEI, NEM ESGOTAR TODOS OS PROCEDIMENTOS
PARA A SUA ADOÇÃO 

No âmbito da parceria estabelecida entre a AFAMA (Associação Faialense dos Amigos dos Animais) e o Município da Horta, com vista à salvaguarda do bem-estar animal na Ilha do Faial, em que se definiu a título provisório a partilha de um espaço do canil, a AFAMA acusa o município da Horta de falta de respeito e não cumprimento da lei. 

“Durante o passado fim-de-semana no Encontro do Mundo Rural, enquanto as várias pessoas visitaram o nosso stand para conhecerem os nossos 4 patas e nos felicitarem pela existência de histórias com final feliz, de passeios, banhos, mimos, cães apadrinhados, cães adotados, e que todos os nossos animais pareciam bem tratados e felizes, não obstante as dificuldades financeiras da Associação, algo teria sucedido nas instalações do canil da AFAMA partilhadas com o Município da Horta”. Refere a AFAMA que 7 animais tinham sido abatidos a mando de funcionários da câmara, em total desrespeito pelos procedimentos legais em vigor, e sem que aquela associação fosse consultada da ocorrência, o que se torna grave, pois 3 dos quais encontravam-se à sua guarda e os restantes foram abatidos à margem da lei.