Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


6 de abril de 2013

MAU TEMPO PROVOCA QUEDA DE CAGARROS


O mau tempo que tem afetado de forma persistente os Açores tem originado a queda de aves marinhas e algumas delas têm, inclusive, aparecido mortas na ilha do Faial, entre as quais cagarros e gaivotas. 
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“As intempéries dos últimos dias no arquipélago, tendo em conta a sua intensidade e regularidade, têm provocado danos materiais, mas também ao nível da própria natureza. Um desses casos tem a ver com as aves marinhas das ilhas dos Açores que têm estado a cair em números extraordinários em relação a outros anos”, afirmou o diretor regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos, em declarações à Lusa. 
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Com a chegada da primavera, algumas aves migratórias, nomeadamente cagarros e garajaus, regressam às falésias e ilhéus do arquipélago para iniciarem um novo ciclo reprodutor, mas devido ao "inverno rigoroso, algumas destas espécies acabam por cair em terra" por "dificuldades de alimentação e por estarem permanentemente sujeitas a temperaturas baixas, a ventos fortes, a precipitação". 

1 de abril de 2013

MEIO MILHÃO DE PESSOAS VIRAM O DOCUMENTÁRIO "À DESCOBERTA DE SANTA MARIA"

A EXCELÊNCIA TEVE A DEVIDA PROCURA!

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A ilha de Santa Maria, na berlinda, a "encher os olhos" e a extasiar milhares de pessoas, com as riquezas e belezas singulares do seu património-cultural e natural, pelas mãos do credenciado realizador Pedro de Carvalho e sua excelente equipa!
Obrigado Pedro de Carvalho, Eduardo Rêgo e Lurdes Carvalho, por levarem os portugueses a "redescobrir Santa Maria".
Abraço e um grande obrigado!
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Ler notícia em: http://sicblogue.blogs.sapo.pt/1593389.html 
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Reportagem RTP da ante-estreia do Documentário em Santa Maria, através do link:
http://www.rtp.pt/icmblogs/rtp/santamariaonline/
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Ver abaixo o treiler do documentário.
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VERGONHOSO! SANTA MARIA DEIXA MORRER OS MARCOS DA SUA HISTÓRIA!

 "Povo que despreza o seu património e memória coletiva, está condenado a ser um povo sem referência e sem alma"
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É lamentável e inaceitável que Santa Maria, sendo a "terra mãe" do barro e dos oleiros, não tenha sabido preservar através dos seus eleitos locais, sequer uma olaria tradicional, e continua a deixar ao total abandono os fornos de loiça e de telha, que ainda existem, já bastantes degradados, na Rua dos Oleiros, em Salvaterra, em Sto Antão, e na Rua do Mercado, para não falar da Fábrica da Telha.
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 Vamos cuidar do que resta, antes que seja tarde de mais!
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  Exigemos essa responsabilidade aos nossos políticos.
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Na foto - João da Costa Lopes, “Mestre” Joaquim de Melo (Cantigas) e João Cabral Resendes - Rua dos Oleiros ou Calhau da Roupa, em 1945
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Foto: Joe Soares, publicada no blog "Memória de Santa Maria" 

31 de março de 2013

Campanha: "TOLERÂNCIA ZERO AOS ABANDONOS" - DAQUI PARA A FRENTE VAI DOER


“TOLERÂNCIA ZERO AO ABANDONO DE ANIMAIS EM SANTA MARIA!”

“PARA QUEM NÃO QUER APRENDER, VAI TER QUE DOER” 

 Dando corpo à ideia do CADEP-CN e Amigos dos Açores, e numa parceria de esforços e ações conjuntas asseguradas da parte do SEPNA da GNR, do Município e CAMAC de Vila do Porto e da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, através do Serviço de Desenvolvimento Agrário de Sta Maria, foi lançada a Campanha “Tolerância zero ao abandono de animais em Santa Maria”,  contando-se também com as ações necessárias das juntas freguesia e, fundamentalmente, com a atitude cívica dos cidadãos, em termos de ética e responsabilidade para com os animais,  observando-se a exigência do cumprimento da lei, enquanto detentores, com exigência de obrigatoriedade. 

O abandono de animais, que ainda acontecem em Santa Maria, são atos cruéis e degradantes, que devem ser veementemente combatidos sem complacências, pois daí decorrem graves consequências como o sofrimento dos próprios animais vitimados por essa irresponsabilidade, a má imagem que dá à ilha e ao seu povo, e os graves perigos que poderão advir para a saúde pública e segurança de pessoas e de outros animais, como, infelizmente, tem acontecido com vários ovinos e aves de capoeira, acarretando avultadas perdas para os seus donos, situação que tem que ser debelada.

Por detrás dos abandonos, há sempre a incúria e a irresponsabilidade de pessoas sem escrúpulos, devendo ser sobre elas que as autarquias,  autoridades e a pressão crítica social deverá cerrar fileiras, trabalhando-se, em sinergia, a montante do problema, em base de prevenção, evitando-se as consequências gravosas aludidas.

As campanhas de esterilização e de identificação também são urgentes em Santa Maria, pelas razões já explicadas, sendo esta última fundamental na identificação do detentor do animal, em caso de abandono, em vista a receber a punição condizente com a sua maldade, e ser chamado à responsabilidade por eventuais danos causados em consequência, dessa crueldade e enorme irresponsabilidade. Aqui as juntas de freguesia terão que assumir as suas competências nesta matéria, pois, além de lhes ser exigido por lei, são os mais profundos conhecedores dos seus fregueses que são detentores de animais. Nestas próximas campanhas são fundamantais as ações conjuntas da Secretaria Regional dos Recursos Naturais (através da Direção de veterinária e ação local do Serviço de Desenvolvimento Agrário) e da Câmara Municipal de Vila do Porto, podendo sempre contar com a colaboração do CADEP-CN e Grupo pelo Bem-Estar Animal dos Amigos dos Açores,  e ação pronta do SEPNA da GNR. 

Somos adeptos da informação e da pedagogia e isso fazemos todos os dias,  em parceria estreita com a Câmara Muncipal, o CAMAC e o SEPNA da GNR, mas para quem não tem percebido as mensagens até agora ao bem, terá que “doer”, tendo chegado à altura da “tolerância zero”! 

Relembramos que o Decreto-Lei n.º 260/2012, de 12 de dezembro, estipula algumas normas de proteção aos animais de companhia, designadamente quanto ao seu abandono, plasmando que este ato cruel e irresponsável constitui contra-ordenação, nos termos do artigo 68.º do mesmo diploma legal, punível com coima de montante mínimo de € 500 e máximo de € 3.740 euros. 

Porque estão em causa vidas, que sofrem e sentem como você ou seus filhos, acabou o tempo de complacências perante o “crime” do abandono, devendo todas as entidades e os cidadãos  responsáveis e de bem, combater sem quaisquer tibiezas essa crueldade, irresponsabilidade cívica e falta de ética, que vitima animais e dá má imagem à Santa Maria e às suas gentes. 

“A grandeza de um terra e o grau de civilidade do seu povo, podem ser julgados pela forma como tratam os seus animais” (Mahatma Gandhi) 

Um animal é uma “vida”, não é um objeto descartável, e ninguém é obrigado a ser dententor dessa vida. Ao tomar essa decisão, o cidadão tem que ter consciência que passa a ser obrigado a cumprir  o que a lei e os deveres de ética exigem: colocação do chip de identificação, registo na junta de freguesia, vacinações, tratamentos nas doenças, condições de bem-estar (alimentação e espaço para movimentos), evitar a sua saída para espaços privados e públicos, sem o seu companhamento, e assumir os seus cuidados durante todo o seu tempo natural de vida. 

Outra mensagem a entranhar nesta Campanha é que o CAMAC (Centro de Acolhimento Municipal de Animais de Companhia), não é um lugar de “descarte de animais”, que existe para se substituir às exigências legais e deveres cívicos cos cidadãos, mas tão só um serviço público com a função de dar resposta àqueles que, comprovadamente, não os puderam cumprir, por contigências gravosas da vida (desemprego, morte do detentor e outras situações anómalas impeditivas de força maior), assim como a situações de compulsividade, por maus-tratos e incumprimentos legislativos, após respetivas punições, pelas autoridades. 

Apelamos a todos os marienses, que fiquem indiferentes e adiram a esta importante Campanha “Tolerância zero ao abandono de Animais em Santa Maria”, divulgando-a e denunciando situações ao SEPNA da GNR (tm 961196054), ou contatando-nos (cadep.cn@gmail.com), que faremos a ponte com as autoridades.

O  anonimato será seguramente garantido, se assim o desejar. 

Exerça o seu dever de cidadania. Silenciar é ser conivente com os prevaricadores e dar-lhes força para continuarem. 

“O mundo é um lugar perigoso para a vida dos seres humanos e não humanos, não só por causa dos que fazem o mal, mas, pesadamente, por aqueles obervam e deixam o mal acontecer.” (Albert Einstein) 

José Melo
CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria
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Parceiros da campanha: 

*CADEP-CN          *AMIGOS DOS AÇORES       * SEPNA da GNR               *CMVP/ CAMAC                              SRRN/SDASM

Apoios assumidos na divulgação: 

*Rádio “Asas dos Atlântico”         *Jornal “O Baluarte”         *Santamariazores

30 de março de 2013

CONHEÇA UM RATTUS NORVEGICUS, O MAIOR RATO DOS AÇORES.

Nos açores existem três espácies de ratos: o Murganho (Mus musculus), o Rato-preto ou do telhado (Rattus rattus) e o maior de todos o Rattus norvegicus, conhecido popularmente por Ratazana, que vive, normalmente, afastado das pessoas e dos espaços domésticos.
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Esta Ratazana foi fotografada, no dia 23 de março, numa mata da Azenha, durante uma batida de terreno que fizemos ao Trilho "Stp Espírito-Maia".
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Era Uma Vez... - Santa Maria I - - Santa Maria Online

Era Uma Vez... - Santa Maria I - - Santa Maria Online

29 de março de 2013

Vídeo: "NA TERRA DO PAÍNHO DE MONTEIRO", COM EDUARDO RÊGO

= UM DOCUMENTÁRIO E UMA EQUIPA DE EXCELÊNCIA =
         (Veja vídeo, no final)
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Eduardo Rêgo-Cascata da Maia
Apresentação do Ilhéu da Praia, na Graciosa, um autêntico santuário de aves marinhas. O locutor Eduardo Rêgo (documentarista da natureza) apresenta algumas dessas aves, dando enfoque especial à única espécie endémica marinha dos Açores: - o Painho-de-monteiro.
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A descriação da ave é feita com a ajuda preciosa do credenciado ornitólogo e cientista Joel Bried.
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Para além da apresentação desta relíquia da natureza, o destaque dado ao Paínho-de-monteiro, faz uma homenagem diferente e sobejamente merecida  ao "descrobridor" dessa ave: - o amigo e malogrado Luís Monteiro, falecido no acidente da Sata, em S.Jorge. Bem haja!
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Os nossos parabéns aos amigos Eduardo Rêgo (locução) e ao Pedro de Carvalho (imagem) por este e outros documentários diferenciadores e de excelência sobre o património natural dos Açores.
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Pedro de Carvalho filma  Aichryson vilosum
O documentário "À descoberta de Santa Maria", é um desses exemplos recentes.
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Depois do P.Pedestre "Sto Espírito-Maia" do domingo passado, em setembro vamos ter o previlégio de nos acompanharem num novo PIA (Percurso de Interpretação Ambiental", aqui em Santa Maria.
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O novo PIA "Pedra Rija - S.Lourenço" é a proposta!:)
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27 de março de 2013

BOLETIM “VIDÁLIA” DOS “AMIGOS DOS AÇORES”

"Vidália" é um boletim semestral dos Amigos dos Açores – Associação Ecológica, cujo objectivo é o de publicar artigos sobre a problemática do património natural e construído e divulgar actividades associativas junto do público e, em especial, dos seus associados. A versão Web, não substituindo a edição em papel, tem como principais objectivos a divulgação de conteúdos para além dos publicados na versão imprensa, bem como os disponibilizar a um maior universo de leitores.
O número 35 do Boletim Vidália encontra-se online na página dos Amigos dos Açores em:
 
O arquivo em formato pdf pode ser descarregado em: https://dl.dropbox.com/u/4726518/AA/vidalia35.pdf

GEOPARQUE AÇORES INTEGRA A REDE EUROPEIA DE GEOPARQUES, CONTENDO 5 GEOSSÍTIOS DE SANTA MARIA

No passado dia 21 Março, o Geoparque Açores entrou para a Rede Europeia e Geral da UNESCO por votação unânime por parte do Comité de Coordenação da Rede Europeia e Geral de Geoparques. Isto foi um culminar de um processo que teve início em 2010 com a criação da Associação GeoAçores. 

Disjunções colunares da Ribeira do Maloás
O Geoparque Açores é o 91º a ingressar, num leque global de vinte sete países, proporcionando uma vertente inédita à Rede, que é o fator "arquipélago". Este integra cento e vinte um geossítios distribuídos pelas nove ilhas, que espelham a vasta geodiversidade vulcânica do arquipélago, incluindo caldeiras, campos lávicos ou cordilheiras vulcânicas, reportando a uma memória geológica superior a 10 milhões de anos. 

Dos cento e vinte um geossítios dos Açores, cinco destes encontram-se na ilha de Santa Maria e são eles: O Poço da Pedreira (Sta Bárbara), Disjunções prismáticas da Foz da Ribeira do Maloás (Sto Espírito), Barreiro da Faneca (S. Pedro) Ponta do Castelo (Sto Espírito) e Pedreira do Campo (Almagreira). 

Mas o que é um Geoparque? 

É uma área com expressão territorial e limites bem definidos, que possui um patrimínio geológico, associado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável. 

Assim, o geoparque integra um número significativo de sítios de interesse geológico que, pelas suas pecularidades ou raridade, apresentam valor científico, educativo, cultural, económico, cénico ou estético, ou seja podem ser considerados como geossítios. 

Fique a par do património geológico dos Açores, um património de todos nós em: 

26 de março de 2013

CONCURSO “FLORESTA NO MEU OLHAR”, EM SANTA MARIA


JOVENS DO CADEP-CN VENCEM O 1º ESCALÃO 

No âmbito das comemorações do “Dia Mundial da Árvore”, o Serviço Florestal de Santa Maria promoveu o inédito Concurso fotográfico “Floresta no meu olhar”, aberto à participação de escolas e outras entidades. 

Segundo a entidade promotora, o Concurso teve como objetivos centrais “sensibilizar os jovens, por forma a  mobilizar os seus sentidos para a capacidade de observação a floresta e o meio ambiente que o rodeia, assim como incentivá-los a desenvolver e valorizar os mesmos de forma criativa”. 

Os concorrentes, de forma individual ou por equipas, com o máximo de 4 elementos, puderam apresentar até dois trabalhos relacionados com a floresta e sua relação/influência com o meio envolvente.

Por cada foto a cores ou a preto e branco era exigível um título e uma descrição sucinta do conteúdo. 

O CADEP-CN concorreu na categoria “Outras entidades”, tendo obtido o prémio revelação e os prémios dos três primeiros lugares, no escalão para menores de 14 anos.
 
Os prémios foram entregues em carimónia realizada no dia 21 de março – Dia Mundial da Floresta -, na sede dos Serviços Florestais de Santa Maria, tendo os vencedores recebido uma interessante placa gravada. Todos os participantes receberam diplomas e as entidades uma coleção de postais com plantas endémicas. 

Abaixo, apresenta-se os jovens vencedores do 1ºEscalão e os trabalhos premiados. 

Prémio revelação: João Vitor Braga Freitas 

 Título: “FLORESTA SUPORTE DE VIDA (HABITAT) DE OUTROS SERES VIVOS (ANIMAIS E PLANTAS)” 

Algumas árvores, inseridas no contexto de florestas, constituem ecossistemas, com ambiências particulares de sombra,  humidade, captação de insetos, disponibilização de matéria orgânica, entre outros fatores ambientais que são propícias e necessárias à ocorrência/existência e reprodução de outras espécies vegetais e animais. 

A foto revelação apresenta a endémica Estrelinha-de-santa maria (Regulus regulus-sanctaemariae), junto do seu ninho, cujo habitat preferencial para se fixar e nidificar é a floresta com espécies endémicas como urze, pau-branco, folhado, azevinho...). 

1º Prémio: Mariana Melo 

Título: “ÁRVORES COMO PATRIMÓNIO NATURAL ÚNICO DOS AÇORES”

As nossas florestas comportam algumas espécies arbóreas e arbustivas, que são únicas no mundo, ou seja são endémicas dos Açores, havendo em Santa Maria algumas delas.

São espécies que detém um código genético único a nível mundial e que, de forma espontânea, só nascem nos Açores, constituindo um verdadeiro património regional.
 
A foto premiada apresenta um bonito e imponente azevinho (Ilex Perado) existente na zona do Arrebentão, que já tinha sido classificado como “Árvores notável dos Açores” sob proposta do CADEP-CN, em 2012.

O Azevinho é um endemismo arbóreo dos Açores, que compõe a Laurissilva, destacando-se a “nossa árvore”, por se apresentar exposta, quase isolada, e junto a um talude de estrada, perto do Miradouro da Pedra Rija. Chama à atenção dos transeuntes (turistas e residentes) pela diferença em relação às outras árvores circundantes,  beleza da sua folhagem e frutos redondos e vermelhos. Para além desta relevância de atratividade este azevinho , apresenta, como que em exposição, uma das belas árvores do património natural genético dos Açores, configurando-se como o exemplo melhor “desenhado” (geometria e exuberância da copa) e de maior porte que conhecemos na ilha de Santa Maria. 

2º Prémio: Paulo Renato 

Título: “FLORESTA COMO REGULADORA DO CICLO HIDROLÓGICO” 

A mancha florestal, nomeadamente a de criptómérias existente em Sta Maria, contribui significativamente para a captação de nevoeiros e descarga de nuvens, fenómenos importantes de condensação que constribuem para a humidade dos solos e recarregamento de nascente e aquíferos. 


A foto premiada apresenta uma mancha florestal de criptomérias do Pico Alto, onde se podem ver a captação de nevoeiros e caida de pingos de água das árvores. 

3º Prémio : Evelina Silva 

Título: “ÁRVORES RARAS DE SANTA MARIA” 

A foto premiada apresenta o tronco de um enorme eucalipto (Eucalyptus globulus) na Quinta dos Arrudas (o maior diâmetro da ilha, com cerca de 2,5m), sendo necessárias 8 crianças para o “abraçarem”. Esta árvore, por apresentar esta compleição rara, foi classificada também como “Àrvore notável dos Açores”, em 2011, sob proposta do CADEP-CN. 

É uma árvore emblematicamente notável e de referência na vivência histórica da Quinta dos Arrudas e na comunidade de Almagreira, com o acrescento da  riqueza ecológica do seu porte, da imponência da espessura do seu tronco e longevidade.

Contaram os mais antigos que à sombra do enorme eucalipto, os trabalhadores da Quinta comiam os seus farnéis, durante a semana, e as senhoras da casa, nos fins de semana, juntavam-se para tomar o chá, conversar e fazer rendas.

 Era ali, nos bancos de madeira e pedra que lá havia, que o Senhor da casa se sentava para fazer os negócios do vinho, dos animais e da fruta e combinava os trabalhos da semana com o seu “feitor”. 

Todos os trabalhos premiados nesta e nas outras categorias serão expostos durante o ano, em diversos locais da ilha.

 -José Melo
  coordenador do CADEP-CN*
  *Clube dos Amigos e Defensores do Património-Cultural e Natural