Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


10 de setembro de 2013

UMA GRANDE VERDADE DE GANDHI QUE DEVE SER "ABRAÇADA"!


ACREDITAR EM SANTA MARIA, É TAMBÉM PÔR EM PRÁTICA ESTA SABEDORIA!
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É preciso que os cidadãos e as entidades (câmaras e governo), na suas obrigações de cidadania e de competências, tenham consciência e atitudes/ações condizentes com essa sabedoria inquestionável, de apelo à civilidade e ao respeito pelos seres vivos sencientes (que sentem e sofrem como gente), contribuindo também para a boa imagem da comunidade e da nossa terra.
 
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CONHEÇA O GEOSSÍTIO DA RIBEIRA DO MALOÁS

“Conhecer para amar, valorizar para proteger”
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   A Ribeira do Maloás situa-se na Piedade, lugar de Malbusca, freguesia de Santo Espírito.  
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   Próximo da foz daquela ribeira, existe uma queda de água, com cerca de 15 a 20 m de altura, que exibe um extenso afloramento de uma disjunção prismática ou colunar, em escoada lávica basáltica subaérea do Complexo do Pico Alto (Pliocenio inferior 4-3 MA). Os prismas, de dimensões decimétricas, no topo e na base da queda de água apresentam-se truncados, segundo um pavimento poligonal do tipo “Calçada de Gigantes”. Pela sua riqueza geológica, geomorfológica, cénica, didática e turística foi considerada Geossítio prioritário de Sta Maria, fazendo parte do Geoparque Açores, já integrado a Rede Europeia de Geoparques. 
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    Este afloramento é o único na ilha com estas dimensões e considerado um dos mais belos dos Açores, podendo ser contemplado e fotografado com grande proximidade e de vários ângulos. 
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    Para este lugar o CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria defenderam, no Memorando Ambiental entregue à Secretaria Regional dos Recursos Naturais, “A melhoria do acesso e sinalização das “Disjunções prismáticas” da foz da Ribeira do Maloás”, e retirada da Agave americana, por cima das formações colunares no leito da ribeira, de forma a evitar a desagregação das “colunas basálticas” e permitir a visualização das mesmas, numa maior extensão”. 
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    No decorrer do curto trilho que liga a estrada municipal a este lugar pode desfrutar-se de excelentes panorâmicas sobre o litoral do Sul da ilha, com vinhedos a atapetar a encosta; sentir os fragrantes odores de algumas plantas aromáticas, como o Poejo (Mentha pulegium e a Nêveda (Calamintha officinalis) e observar algumas aves residentes, ouvindo-se também os seus cantos peculiares. 
 
Ver, abaixo, mais fotos, com pormenores deste património.
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* José Andrade Melo
   CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria

FRUIÇÃO DO PR3-SMA: SANTA BÁRBARA - SOL NASCENTE- “ENTRE A SERRA E O MAR””

“CAMINHADA DA AUTONOMIA” COM 53 PEDESTRIANISTAS
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No Passado dia 20 de maio “Segunda-feira do Espírito Santo e Dia da Autonomia”, decorreu a 7ª Atividade do Projeto “Pedestrianismo e Ambiente de mãos dadas” promovido pelo NPA-Gonçalo Velho, CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria, com a participação de 53 simpáticos(as) e interessados (as) pedestrianistas, que ao longo do percurso de interpretação do património-cultural e natural, mostraram sempre vivo interesse pelas explicações, disciplina exemplar,  e uma boa disposição contagiante, considerando-os , por isso, “pedestrianistas de primeira”, que dá gosto acompanhar e estímulo para continuar.
À semelhança das anteriores, esta atividade foi inserida na Campanha Bandeira Azul da Europa para as zonas balneares de Sta Maria.
O Dia da Autonomia, que denominou a caminhada foi enfocado, antes do início do percurso, assim como feita uma resenha histórica da tradição dos Impérios, que também são destacados no mesmo dia, tendo o grupo terminado a actividade com a degustação de umas saborosas sopas do Espírito Santo, no lugar de Sto António.
O percurso de interpretação cultural e ambiental  escolhido foi o PR-3: Santa Bárbara – Sol Nasente “Entre a Serra e o Mar, criado pelo CADEP-CN, no ano de 2001, no âmbito do Projeto “Itinerários Ambientais”, recordando-se que no ano precedente (2000) concebeu o PP “Vila do Porto – Figueiral-Prainha- Praia Formosa” e no subsequente (2003) o PP “Sto Espírito – Lapa – Maia”.

7 de setembro de 2013

REGULAMENTAÇÃO DA ATIVIDADE NAÚTICO-TURÍSTICA DO MERGULHO E FRUIÇÃO SUSTENTÁVEL DOS FÓSSEIS DE SANTA MARIA

Aquando da visita estatutária do GRA a Santa Maria o coodenador do CADEP-CN, reuniu com o Senhor Secretário Regional dos Recursos Naturais, tendo-lhe apresentado um Memorando Ambiental com 12 situações.  
Para tornar públicas as questões discutidas, O CADEP-CN tem vindo a apresentá-las aqui no Naturmariense, paulatinamente, em grupos de 2 ou 3 de cada vez.  

Já tendo sido publicadas as primeiras 10 questões, abaixo apresentam-se a duas últimas (Questões 11 e 12), atinentes à Regulamentação e sustentabilidade da atividade naútico-turística do mergulho; à Gestão e fiscalização da Reserva, SIC e Zona Húmida “Ramsar” das Formigas e Dollabarat e à Proteção in situ, musealização e fruição das jazidas fósseis de Sta Maria. 

QUESTÃO 11 – REGULAMENTAÇAO E SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE NAÚTICO-TURÍSTICA DO MERGULHO 

O aumento e o êxito das empresas naútico turísticas da ilha, e os prémios internacionais que credenciados fotógrafos obtiveram com fotos de grandes jamantas e tubarões-baleia, colhidas nos baixios de Santa Maria, igualmente corroboram a grande importância que este segmento de turismo sustentável, já representa para a projeção da ilha e sua economia.

Nesse desiderato, deverão ser reconhecidos e tidos em consideração o excelente trabalho do Clube Naval de Sta Maria, a ação das empresas naútico-turísticas locais, como sendo os verdadeiros “descobridores” , “lançadores” e “promotores” deste valioso produto de turismo de natureza, assim como “atores ativos” na proteção dos seus nichos, através do despoletar das “Reservas de delimitação de pesca”, numa altura em que, pela projeção que deram,  “ a procura comercial”, começa a aumentar as operações.

FRUIÇÃO DO TRILHO “VILA DO PORTO-FIGUEIRAL-PRAIA FORMOSA

ÚLTIMA ATIVIDADE DO 1º ANO DO PROJETO “PEDESTRIANISMO E AMBIENTE DE MÃOS DADAS
E BALANÇO GLOBAL
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Numa organização conjunta do NPA (Núcleo de Pedestrianismo e Ambiente) do Gonçalo Velho, o CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria, decorreu, no dia 14 de julho, a 9ª atividade do Projeto: “Pedestrianismo e Ambiente de Mãos Dadas”, com a fruição e interpretação do percurso “Vila do Porto-Pedreira do Campo-Figueiral-Prainha-Praia Formosa” fechando-se assim em beleza o primeiro ano do projeto, cujo balanço fazemos mais abaixo. 

Sessenta e dois pedestrianistas, que também foram verdadeiros  “ecologistas ativos”, percorreram o “PR5 da Costa Sul” (Trilho dos Fósseis), tendo havido agradáveis surpresas (encontro com cientistas) e ações cívico-ambientais de limpeza do litoral. 

Os(as) participantes eram de várias faixas etárias (dos 7 aos 73 anos), de ambos os sexos, com várias profissões,  residentes e visitantes de Sta Maria (de outras ilhas dos Açores, continentais e estrangeiros), o que mostra a grande democraticidade, abrangência  e atratividade do “Pedestrianismo” como modalidade desportiva (não competitiva), associada à fruição/interpretação da natureza e do património. 

No decorrer do magnífico itinerário o deslumbre e a apreciação das paisagens do litoral e do património natural e cultural foram constantes, assim como a boa disposição e o vivo interesse pelas explicações do guia, sobre o valioso património geológico,  edificações históricas, avifauna, flora endémica e aromática/medicinal. 

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS RESPONSÁVEIS POR EPISÓDIOS NATURAIS EXTREMOS, COMO SECAS, CHEIAS...

As mudanças climáticas provocadas pelo uso humano de combustíveis fósseis tiveram um papel em meia dúzia de eventos climáticos extremos no ano passado, informaram cientistas nesta quinta-feira. 

Uma equipe de especialistas examinou 12 episódios climáticos extremos em 2012, de secas nos Estados Unidos e África a fortes chuvas em Europa, Austrália, China, Japão e Nova Zelândia. 

Metade dos eventos selecionados demonstrou algum indício de terem sido piores do que o esperado, devido a elementos como subida da água do mar ou temperaturas mais quentes, causados por emissões de gases estufa e aerossóis na atmosfera. 

6 de setembro de 2013

SEM DÚVIDA “AMIGO” EINSTEIN!

COM O MEU ABRAÇO E O MEU APLAUSO!
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Presenciar maus tratos e barbaridades a seres vivos humanos e não humanos, sem reagir nem denunciar é ser-se conivente com essas maldades!

Também já dizia Luther King: “É abominável tanto a crueldade dos maus, quanto o silêncio do bons, pois a segunda atitude, dá força à primeira para continuar”.
 

 

VÍDEO: "A DANÇA DOS FRACOS" - CONTRA A TORTURA DE ANIMAIS

IMAGENS E CANÇÃO CONTRA A TORTURA DE ANIMAIS NAS BÁRBARAS E CRUÉIS TOURADAS
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"Sentido, belo e muito comovente!
Reforça o nosso entusiasmo, e nos impele a lutar com mais força, contra crueldade da tortura de animais, para a diversão sádica de gente insensível, que não respeita a vida de seres sencientes, que sentem e sofrem como gente.



Na canção de José Manuel Ferreira (Fadista Motard):

"Dança dos Fracos"
  Quando a tortura que polui o ar
Já na sombra terminar
Cavalos e toiros
Que sem razão
 São circo para a excitação
Sangue derramado
Na arena desta vida
Vai mar aberto desenhar
  Essa paz comprometida
Touro selvagem posto ao sol
  Numa arena já ferida
Não façam mais os animais
Serem mártires nesta vida
Dias de sol Crueldade, ironia
E o exultar da multidão
Crava a ferros gritos surdos
  Na montada escravidão
Sangue derramado
Numa arena já sem vida
Por mar adentro navegar
Numa paz (...)".

LIVRO "PENSAR COMO UMA MONTANHA"- 60 ANOS DEPOPIS TRADUZIDO PARA PORTUGUÊS

O MAIS DEBATIDO CLÁSSICO DA ECOLOGIA E DA NATUREZA
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Seis décadas passaram (1949-2008) sem que tivesse sido traduzida para português uma das obras mais importantes de sempre no domínio da ecologia e da natureza, escrita por Aldo Leopold.
Com centenas de milhares de exemplares em várias línguas divulgados universalmente, A Sand County Almanac, de Aldo Leopold, é hoje o
clássico da natureza e da ecologia mais debatido em todo o mundo.
 
Para título desta primeira edição em língua portuguesa, Pensar como uma montanha, adoptámos uma expressão do próprio A. Leopold, na qual ele aponta para a necessidade de superar o ponto de vista estreitamente antropocêntrico e de ter sempre em conta o longo e o longuíssimo prazo, se se quer evitar a destruição acelerada da natureza, e da humanidade com ela.
 
* Ler mais sobre o livro e o seu autor em:
 

VÍDEO: ENTREVISTA À ARTESÃ E POETA POPULAR ANA FONTES DE SANTA BÁRBARA.

UMA ARTESÃ ESPECIAL E MULHER MUITO SINGULAR!
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Entrevistada pelo conhecido Jornalista Nuno Ferreira, durante uma visita, em 2011, em que o levei a conhecer esta criativa, simpática e curiosa artesã mariense com características humanas e ideias muito particulares.