Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


29 de setembro de 2013

CRIADOR DOS "SIMPSONS":

"A BONDADE E A GRANDEZA DE CARÁTER DE UM HOMEM, TAMBÉM SE EXPRESSA NA COMPAIXÃO PELOS ANIMAIS E QUEM OS MALTRATA ENVERGONHA A ESPÉCIE HUMANA."
-
Sam Simon, o criador da série “Os Simpsons”, está com câncer terminal.
 Ganhador de nove Emmys, o produtor de 58 anos de idade e grande defensor dos direitos dos animais, vai doar a sua fortuna por essa nobre luta de respeito pela vida e de elevação da ética humana para com seres indefesos, que barbaramente tem, sofrido às mãos do ser dito “racional”, sendo exemplo os abomináveis abandonos e as bárbaras touradas.
 
Bem hajas Sam Simon, também serás eternamente recordado por esta tua grandiosidade e exemplo de humanidade.

FLORA VASCULAR DE STA MARIA: CENTAURIUM SCILLOIDES E CALLUNA VULGARIS

CENTAURIUM SCILLOIDES 
-
Centaurium scilloides (Flor branca) e
 Calluna vulgaris (planta verde em tufo)

Centaurium scilloides é uma planta vascular e nativa dos Açores pertencente à família das Gentianaceae. Ocorre em todas as ilhas do Arquipélado açoriano, assim como na Europa continental, principalmente nas costa do Atlântico, desde Portugal até à Inglaterra, pouco mais passando dessas latitudes. 

Como nativa que é já existia nos Açores, aquando da sua descoberta.

Em Santa Maria pode ser encontrada nas zonas altas das freguesias da serra (Sta Bárbara e Sto Espírito), onde foi tirada a foto. 

Nome científico: Centaurium scilloides (L.f.) Samp.
Nome comum: 
não tem
Familia:
Gentianaceae
Género:
Centaurium Hill
Observações: Indígena 
------
CALLUNA VULGARIS 
-
Calluna vulgaris (L.) Hull é uma planta nativa dos Açores que surge habitualmente associada a apenas algumas plantas vasculares. Surge geralmente acima dos 300 m podendo chegar aos 2200 m, colonizando desde escarpas e talude de estrada, a correntes de lava, depósitos de cinzas e escórias ou prados.

Em Santa Maria pode ser encontrada nas zonas altas das freguesias da serra (Sta Bárbara e Sto Espírito), onde foi tirada a foto. 

Distribuição: Em todas as ilhas dos Açores,  Madeira e em várias partes da Europa.

Descrição: Pequeno arbusto muito ramificado, geralmente inferior a 50 cm de altura; de pequenas folhas opostas; flores solitárias, cor-de-rosa ou brancas, ao longo do caule principal e dos ramos.
  • Reino: Plantas
  • Divisão: Spermatophyta
  • Subdivisão: Magnoliophytina
  • Classe: Magnoliopsida
  • Ordem: Ericales
  • Família: Ericaceae
  • Género: Calluna
  • Endémica dos Açores: Não
  • Origem: Autóctone (nativa) de colonização anterior à presença humana
Fonte consultada: Portal da Biodiversidade dos Açores, Calluna vulgaris (L.) Hull, data: 29.09.13 

28 de setembro de 2013

PITEIRA (OPUNTIA-FICUS-INDICA)-UMA POTENCIALIDADE A EXPLORAR EM STA MARIA

Acredito que a produção dos figos-de-toneira pode ser rentabilizada. Aqui deixo o desafio!
--
Foto: José Melo (CADEP-CN)

  Em Santa Maria as piteiras (toneiras) abundam de forma espontânea em terrenos mais estéreis e secos, como no Aeroporto, Anjos e encosta do Figueiral, mas noutros lugares do mundo que fazem a sua rentabilização económica, elas são cultivadas, como acontece no Alentejo, o que também poderá acontecer cá na ilha, para sua expansão. E como se cultiva? “Um hectare desta suporta entre 600 a 800 plantas, dependendo do relevo do terreno”,  sendo que o seu cultivo se faz por meio de poda (estaca).  

TURISMO RURAL NOS AÇORES COM CRESCENDO DE PROCURA NESTE VERÃO

Mais uma razão de peso, para o avanço do “Plano de salvaguarda da Casa Rural mariense”, que defendemos há anos, para lém do valor intrínseco da conservação do nosso valioso património identitário.
--

O turismo rural, que está muito assente nas casas típicas das ilhas e quintas tradicionais, teve um verão que superou as expetativas, com uma escelente procura do chamado “turista de qualidade”, que vem ao encontro do que é original, único e diferente.
 
  A Associação de Turismo em Espaço Rural “Casas Açorianas” está satisfeita com a operação do Verão deste ano, o qual considera de “positivo”, afirmou o seu presidente Gilberto Vieira. 
 "Este ano, estamos a ser surpreendidos pela positiva, uma vez que se avizinhava um ano difícil e as perspetivas para 2012 e 2013 eram das piores. As taxas de não foram inferiores a 2012, apesar de ainda faltarem mais alguns meses para o final do ano e termos de contar com a sazonalidade”, disse o responsável pelas “Casas Açorianas”.  
A procura pelo alojamento em espaço rural vem maioritariamente de turistas europeus que buscam qualidade e contato com anatureza, especialmente do mercado alemão, o que, de acordo com Gilberto Vieira, contribuiu para que, nalgumas ilhas “existiu falta de disponibilidade de camas” em várias unidades que são associadas da  Associação de Turismo em Espaço Rural “Casas Açorianas”.
 
O mercado alemão é aquele que revela maior apetência pelos Açores, na procura das nossas diferenças, registando crescimentos de ano para ano, o que, explica Gilberto Vieira,  “é muito importante para os Açores, uma vez que a Alemanha é o único país da Europa onde a situação económica e financeira está mais estável”.
 
Realçando a dificuldade da sazonalidade do turismo açoriano como o “maior problema” do sector nos Açores, a qual conjugada com a “quebra do mercado português” tem contribuído para significativas descidas na ocupação das unidades de alojamento açorianas, Gilberto Vieira destaca a importância do turismo estrangeiro, uma vez que são estes que, na estação baixa, têm ocupado o espaço que era ocupado pelo mercado nacional que, "pela sua proximidade, atenuava bastante a sazonalidade". 
 A Associação de Turismo em Espaço Rural “Casas Açorianas” conta atualmente com 61 associados, num total de 700 camas espalhadas pelas várias ilhas do arquipélago, incluindo a nossa ilha de Sta Maria, com a “Casa do Norte”, apresentada nas fotos.

Fonte consultada: OTA (04-09-2013)

22 de setembro de 2013

PRESTE ATENÇÃO. ISTO TAMBÉM VALE PARA AS AUTÁRQUICAS!

Estudos científicos de caris psico-comportamental  já o confirmaram. 
-
"Quem maltrata, despreza e secundariza os animais, tem propensão para praticar as mesmas atitudes com as pessoas"
-
-
Desviemo-nos e desconfiemos de pessoas deste tipo: quem maltrata e despreza os animais, ou tem oportunidade/obrigação de os defender e promover o seu bem-estar, nas suas ações cívicas ou competências públicas e não o faz, também tem propensão para fazer o mesmo com as pessoas. É só uma questão de oportunidade! O tempo o mostra.
Tenha isso em atenção e não se deixem enganar!

18 de setembro de 2013

NESTAS AUTÁRQUICAS, VOTE POR ELES!

AUTÁRQUICAS 2013 – Divulgue, por favor!
-
 LEIA A MENSAGEM, REFLITA E VOTE TAMBÉM POR ELES!
-
-
 A campanha eleitoral para as eleições autárquicas já arrancou oficialmente.
 Está na altura dos cidadãos esclarecidos decidirem o seu voto com base nos projetos mais credíveis e estratégicos que melhorem, EFETIVAMENTE, a vida dos seres humanos e não humanos do nosso concelho.
 Durante os próximos 10 dias as/os candidatas/os tudo farão para ganharem o seu voto, mas não o dê de ânimo leve, sem uma reflexão profunda, devendo pesar na sua decisão que, a par das pessoas, os animais também contam, nas suas responsabilidades.

 VOTE TAMBÉM POR ELES!

Quando os candidatos os procurarem, em casa, nos cafés ou nas ruas, fale-lhes no assunto e peça-lhes para incluirem a proteção dos animais no seu programa, assumindo não permitir espetáculos no seu concelho que causem mal-estar de animais, um Centro de recolha melhorado e digno (CANIL e GATIL ), que não seja um “carrasco” centro de abate de animais, e campanhas de chipagem e de esterilização/castração alargadas, massivas e gratuitas, nomeadamente para famílias carenciadas.

 Se cada cidadã/o, exercendo uma nobre ação cívica tomar essa iniciativa, certamente que fará a diferença.

14 de setembro de 2013

A PERPÉTUA-SILVESTRE COMO PLANTA MEDICINAL

APRESENTAÇÃO DA PERPÉTUA-SILVESTRE
(Gnaphalium luteo-album) 
-
Perpétua-silvestre (Foto:José Melo)
De nome científico Gnaphalium luteo-album, pertence à família Asteraceae. 

Distribuição Geográfica- Em todas as ilhas dos Açores. Madeira, Canárias, Europa até ao Sul de Inglaterra, Sul da Suécia e Latvia.

 Identificação: Erva anual, coberta de pêlos, não atingindo os 30 cm de altura com flores castanho-amareladas, em cacho.

 Habitat preferencial: Aparece normalmente em lugares húmidos e arenosos.

 Utilização medicinal: Em chá para combater a rouquidão. Joaquim Cândido Abranches, em 1894, escrevia que era também usada no tratamento de outras doenças da garganta.
-
Foto: José Melo (CADEP-CN)

O MEU ABRAÇO E HOMENAGEM A NELSON MANDELA

 Defensor dos direitos humanos e dos animais, contra a crueldade,  a descriminação e a opressão 
--
Singela homenagem a uma das grandes figuras humanitárias da contemporaneidade, à qual o mundo muito deve pelo seu exemplo de ética humana, inflexibilidade/coerência na defesa dos seus nobres princípios e  soberba coragem na defesa dos direitos humanos, dos direitos dos animais e da essência da verdadeira democracia.   
-
Expressou ele várias vezes em seus discursos: 
-
“Nenhum ser deverá ser descriminado ou perseguido por motivo da sua cor, credo, pensamento, ou mesmo espécie, porque a vida vale pelo seu valor intrínseco, e nesse ponto todos os seres viventes estão na mesma condição”. 
-
Alguém que maltrata um animal não tem problemas em maltratar pessoas. Os exemplos são inúmeros, e por isso há que combater e condenar todas as formas de violência contra vida de todas as criaturas, quer sejam humanas ou não humanas, combatendo-se todas as práticas que conduzam a essa situação.
--
 Por exemplo, a tourada, sendo em si uma vil crueldade, ensina a crueldade e forma potenciais agressores e pessoas insensíveis ao sofrimento alheio. 
-
Sinto muita pena!
-
Sinto pena de quem não gosta de animais. Está perdendo uma grande oportunidade de ser um ser humano integral; a oportunidade de expressar a sensibilidade que se exige aos humanos,  a preciosidade de ser mais feliz...”

13 de setembro de 2013

MIRTILO DOS AÇORES (UVA-DA-SERRA) É UMA ESPÉCIE ENDÉMICA COM BASTANTE POTENCIAL ECONÓMICO

PELA SUA SINGULARIDADE E QUALIDADE  PODERÁ SER UM PRODUTO REGIONAL CERTIFICADO 
- -
Uva-da- serra em flor (Foto José Melo)
A uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum) corresponde muito provavelmente à espécie endémica dos Açores com maior potencial para contribuir para o desenvolvimento económico das ilhas". Quem o afirma é a Professora Auxiliar da Universidade dos Açores, Maria João Pereira, que com vasta investigação na matéria tem sido uma das pessoas com maior dedicação a esta espécie. 

É provavelmente um dos muitos achados açorianos, uma benesse e contribuição da natureza, que não sendo valorizado por todos tem sido salva pela estudo e perspicácia de poucos. 
-
Frutos da Uva-da-serra
Conta Maria João Pereira que já em 1817, na revista ‘Rees’s Cyclopaedia’, Sir James Edward Smith botânico e fundador da ‘Linnean Society’, com base num exemplar de herbário sem frutos, atribui o nome científico de Vaccinium cylindraceum, à espécie nativa das montanhas dos Açores, localmente conhecida por uva-da-serra. 

Do cientifico ao mais vulgar a uva-da-serra é conhecida no arquipélago, por variadas denominações. A espécie é assim conhecida, também, por nomes como uva-do-monte, uva-do-mato, uveira ou romania. No continente português esta espécie é referida frequentemente como o mirtilo-dos-Açores. Segundo as explicações de Maria João Pereira "de facto, o fruto que produz é um mirtilo, este foi e ainda é, consumido fresco ou em compotas nos Açores. O género Vaccinium inclui também, para além da espécie açoriana, outras espécies exploradas comercialmente pelos seus frutos como a espécie europeia Vaccinium myrtillus L. (bilberry) e várias espécies americanas como o Vaccinium corymbosum L. (northern highbush blueberry) ou o Vaccinium angustifolium Aiton (lowbush blueberry)", descreve a bióloga.

A ORIGEM DA “BESTEIRADA” DA “SEXTA FEIRA-13” E A CRENÇA DO AZAR ASSOCIADO

Uma das explicações da origem da superstição segundo a qual a "sexta-feira 13" é dia de azar assenta na seguinte tradição/crença de origem nórdica: sendo a Deusa Frigga (à direita na foto) e a Deusa Freia (à esquerda, sentada), as Divindades, consagrando a esta última os antigos Germanos a sexta-feira, aconteceu que quando a população foi convertida ao Cristianismo, a primeira Deusa, para evitar idolatrias, foi considerada como uma bruxa e expulsa para o alto de uma montanha. Como vingança, passou a reunir-Se todas as sextas-feiras com onze bruxas e o diabo, formando assim o número treze, para neste concílio semanal tecerem os maus destinos para a semana seguinte.
 Como à  Deusa Freia eram consagrados gatos pretos, tal dito pode estar na origem na imagem folclórica europeia da associação deste felino à típica bruxa, e à renegação popular do animal por parte de algumas pessoas mais supersticiosas e mal esclarecidas.