Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


31 de outubro de 2013

LOSNA (ARTEMISEA ABSINTHIUM)


PROPRIEDADES MEDICINAIS 

 A losna, cujo nome traduzido do grego significa “privado de doçura”, é uma planta muito usada, desde a antiguidade, em virtude das suas propriedades medicinais.  

O eng. Silvano Pereira, num artigo intitulado “Plantas empregadas na medicina popular nas ilhas dos Açores”, publicado em 1953, refere-se ao fato da planta ser cultivada, mas bastante rara, e de possuir propriedades estimulantes e aperitivas. 

  O médico Oliveira Feijão, na sua obra Medicina pelas Plantas, menciona o uso das suas folhas e sumidades floridas como “tónicas, aperitivas, estimulantes, digestivas, febrífugas, diuréticas e emenagogas. 

Nos Açores, o uso popular direcionava-se essencialmente para combater as dores de estômago e dos intestinos. 

 O seu uso não pode ser prolongado, pois a losna possui um óleo que, usado em doses elevadas, provoca graves intoxicações. 

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO 

Nome popular mais comum: Losna 
Foto T.Braga



Outras designações- Absinto, losna-maior 

  Nome científico- Artemisia absinthium L. 

Família- Asteraceae 

 A losna é uma planta vivaz, que pode viver aproximadamente 10 anos, apresentando um caule verde- prateado e ereto. As suas folhas são cinzento- esverdeadas na página superior e brancas na inferior e as suas flores são amarelas. 

Texto: Teófilo de Braga com adaptações de José Melo

29 de outubro de 2013

ARTIGO DO NATURMARIENSE SOBRE "O PAPA E OS ANIMAIS" FAZ ECO

FELIZ PELA REPUBLICAÇÃO DO ARTIGO DO NATURMARIENSE EM VÁRIOS BLOGUES E COMUNICAÇAO SOCIAL ESPERANDO QUE A MENSAGEM TOQUE FUNDO!
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Papa torna-se ativista dos direitos dos animais
 O texto publicado e republicado pro alguns jornais e blogues como o "Arco de Almedina" que vemos abaixo,  foi um artigo que muito em agradou escrever, pela notícia em si, do exemplo do Papa em dar coerência aos seus ditames referencias de S.Francisco, e fazendo valer os preceituados bíblicos para com os animais, esperando que seja catapultador da entrada desta importante temática da proteção animal na Igreja, que como sabemos, em inúmeros casos, tem estado ao lado da parte mais reles do mundo, no  desrespeito por estas criaturas de Deus, expressando o articulado alguns desses vergonhosos exemplos, deturpadores da palavra de Cristo e dos valores cristãos.

Ler em:

A ÉTICA E O RESPEITO PELA VIDA DEVEM COMEÇAR NA ESCOLA

USO DE ANIMAIS VIVOS NA EDUCAÇÃO DEVE SER ABOLIDO
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O livro “Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação – pela ciência responsável”, de Sérgio Greif (...biólogo) trata da humanização do ensino da área da saúde através da substituição do uso de animais vivos (vivissecção) na educação por métodos alternativos (modelos, vídeos, softwares) que demonstram ser tão ou mais eficazes do que o uso tradicional de animais em laboratório.
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Leitura obrigatória para docentes de biologia, presidentes de conselhos executivos e demais professores, educadores, alunos e encarregados de educação.
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28 de outubro de 2013

P.PEDESTRE: “PEDRA RIJA-STA BÁRBARA-FAJÃZINHA-S.LOURENÇO”

VAI SER DESTA VEZ. - NÃO PERCA!
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Adiado há 15 dias por motivo de mau tempo, aqui vai de novo o convite, para o próximo dia 3 de novembro. 
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O NPA do Gonçalo Velho (Núcleo de Pedestrianismo e Ambiente do G.Velho), o CADEP-CN e Amigos dos Açores, convidam os marienses e visitantes de Sta Maria a participarem no novo Percurso Pedestre “Pedra Rija-Sta Bárbara – S.Lourenço”, que dará o arranque da 2ª Época do Projeto: “Pedestrianismo e Ambiente de Mãos Dadas”.
(Informações adicionais no Cartaz)
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 Os Centros de interesse do PP são os seguintes: “Rota de oito fontanários”, a casa rural mariense, a visualização do vale da freguesia de vários pontos a partir das suas cumeeiras, aspetos da flora, fauna e geomorfologia, terminando com a descida do trilho da Fajãzinha até à retumbante baía de S.Lourenço, fazendo-se um historial deste histórico trilho (primeiro acesso à baía), que foi recentemente intervencionado, em termos de limpeza e segurança, pela Junta de Freguesia de Santa Bárbara. 
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 Este novo itinerário, concebido pelo CADEP-CN e testado pela 1ª vez, o ano passado, caracteriza-se por ser do tipo “linear”, de grau dificuldade médio, com perfil altimétrico variado (planuras, ondulações ligeiras e alguns declives), extensão aproximada de 9,5Km e duração média de 3h 30 m a 4h de percurso.
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O projeto apresenta os seguintes objetivos de caris desportivo, ambiental, social e cívico: 
É um desafio aos marienses para “deixarem o sofá” e o facebook aos domingos de manhã e darem movimento ao seu corpo, promovendo a saúde muscular, óssea e cardíaca, através de um desporto não competitivo e democrático (Pedestrianismo), e a conviverem presencialmente, fazendo também novas amizades, através de caminhadas descontraidas, abrangendo todas as idades, nas quais os ritmos das pessoas serão respeitados.  
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Também é uma oportunidade para residentes e visitantes, conhecerem as riquezas e belezas de Sta Maria mais “por dentro”, pois todos os  percursos pedestres serão guiados, havendo explicações simples e interpretativas sobre as particularidades faunísticas, florísticas e do património edificado constante dos itinerários, o que será uma oportunidade de ligar o desporto/lazer à fruição/conhecimento do património cultural e natural da ilha.
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PARTICIPA!

27 de outubro de 2013

NIDIFICAÇÃO DO CAGARRO - VÍDEOS MUITO BONS!

TRÊS VÍDEOS EXTRAÓRDINÁRIOS
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Filmados com uma micro-câmara introduzida num ninho de cagarros pelo amigo e biólogo inglês Justin Hurt, grande apaixonado pelos Calonectris diomedea borealis, que nos dá a conhecer, de forma viva e real, os procedimentos da nidificação desta bela e curiosa ave, que é um verdadeiro ícon dos Açores e uma referência afetiva dos marienses, pela alcunha que lhes está associada "Cagarros".

 Entre as aves marinhas que se reproduzem em colónias, o cagarro distingue-se pelo elevado grau de sincronização de certas atividades nos locais de nidificação.  Cada fêmea adulta põe um único ovo, que é incubado alternadamente por ela e pelo macho.

As datas médias de postura são entre final de maio e o início de Junho, a eclosão em finais de julho e a saída da cria do ninho, entre finais de outubro e primeira quinzena de novembro, altura em que decorre a Campanha SOS-Cagarro.

Após a chegada das aves aos locais de nidificação, a sua atividade reparte-se por um período diurno de alimentação no mar ou em terra a incubar o ovo e um período noturno, em que sobrevoam os locais de nidificação, desenvolvendo uma intensa atividade aérea e de vocalização.
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26 de outubro de 2013

AS CORES DAS ILHAS DOS AÇORES E SUAS ORIGENS

As ilhas dos Açores, para além das suas denominações oficiais, a cada qual foi popularmente, atribuída uma cor identificativa, baseada, fundamentalmente, em características peculiares, marcadas pela natureza. 
Aqui se apresentam as cores das ilhas dos Açores e as razões subjacentes às mesmas:  

Santa Maria - Ilha Amarela (pelas giestas que abundavam nas suas encostas, com acrescento da grande secura da vegetação baixa, no período do verão)

S. Miguel - Ilha Verde (pelos vastos prados e matas verdes, que abundam na ilha)

Terceira - Ilha Lilás (pelas vistosas latadas de glicínias ou lilases)

Graciosa - Ilha Branca (pela existência de muitas rochas claras de cor esbranquiçada)

S. Jorge - Ilha castanha (pela cor das rochas da Ponta dos Rosais, a primeira que se vê na sua aproximação pelo de Oriente)

Pico - Ilha cinzenta (pela sua enorme montanha muito despida de vegetação, e grande exposição das rochas vulcânicas a descoberto, no litoral)

Faial - Ilha Azul (pela quantidade de hortênsias azuis que ladeiam as estradas e as pastagens, e por ser uma ilha, desde longa data, muito voltada para o mar.

Flores - Ilha Rosa (pelas suas exuberantes azáleas, que proliferam nesta terra abundante em água).

Corvo - Ilha preta (pela pequenez, traduzida na sua visualização como um diminuto “ponto negro” no horizonte, a partir das Flores, e seu rendilhado de muros de pedra negra).
 
* José Melo
  CADEP-CN, Sta Maria

SALVAMENTO DE CAGARROS HOJE NA PRAIA FORMOSA!

Depois da brigada noturna do CADEP-CN e Amigos dos Açores Sta Maria, realizada ontem, na qual foram resgatados dois cagarros, hoje procedeu-se ao seu salvamento na Praia Formosa, com sucesso.

Os dois jovens de serviço foram o Félix Aveiro e o Carlos Sousa, que apresentaram as nossas novas T Shirts para a Campanha SOS-CAGARRO-2013.


CONHEÇA O “CAPUCHO” (PHYSALIS PERUVIANA)

PROPRIEDADES MEDICINAIS E OUTROS USOS 

A Physalis, planta originária da América do Sul, é conhecida popularmente nos Açores por capucho e dá um fruto alaranjado ou avermelhado.  

É uma planta subespontânea nos Açores, estanto naturalizada em regiões tropicais e subtropicais. Antigamente era facilmete encontrada em Santa Maria, sendo atualmente mais raro ter esse doce encontro com os seus belos frutos alaranjados. 

Antigamente a planta e o fruto eram utilizados medicinalmente como como depurativo, diurético. Existe também alguma literatura que releva as suas propriedades anti-oxidantes. 


A Physalis dá um fruto denominado de “capucho”, que é bastante saboroso e pode ser comido em cru, sem qualquer preparação. É normalmente usado na cozinha como decorativo de pratos e sobremesas devido ao aspecto fora do vulgar.

 Pode ser usado em compotas e doces ou em licores.  

No arquipélago açoriano, para além do uso medicinal de outrora pelos nossos avoengos, é comido como fruto ao natural,  e também transformado em compota, sendo muito procurado e afamado o “Doce de capucho”,  produzido por uma empresa de S.Miguel. 

25 de outubro de 2013

OS AÇORES E A AVIAÇÃO - "HISTÓRIA E REPAROS"

HISTORIADOR CRITICA O ABANDONO DA HISTÓRICA TORRE DE CONTROLO DE TRÁFEGO AÉREO DE SANTA MARIA
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Ao princípio era o barco. Primeiro à vela, depois a vapor. Como ilhéus que somos a nossa perceção do mundo exterior sempre esteve dependente daquilo que chegava pelo mar. Esta condição existencial, particularmente sentida nas ilhas mais periféricas, ficou plasmada na linguagem popular pela expressão dia de São Vapor. Atualmente, com o alargamento do transporte aéreo a todas as parcelas do arquipélago, o termo caiu em desuso e apenas sobrevive na memória daqueles que recordam com saudade as viagens marítimas no Lima ou no Carvalho Araújo.
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Não sou desse tempo nem experimentei o prazer da vida a bordo em câmara lenta. Sou, no sentido literal do termo, um airborne. Não que tenha nascido a bordo de um helicóptero da Base Aérea nº 4 (nesse caso seria air born) mas porque vim ao mundo em 1958, o ano em que pela primeira vez o número de passageiros aerotransportados nas rotas transatlânticas ultrapassou a quantidade de viajantes que faziam de barco esse mesmo trajeto. A segunda metade do século XX, marcada pelo advento da aviação a jato, revolucionou a nossa perceção do tempo e do espaço, encolhendo a geografia, encurtando as distâncias, mitigando o isolamento e, no caso específico dos Açores, transformando o arquipélago num metafórico porta-aviões fundeado entre a Europa e a América.

PLANTAS MEDICINAIS EXISTENTES EM STA MARIA - O ARAÇAZEIRO (PSIDIUM LITTORALE)

PROPRIEDADES MEDICINAIS 

O araçazeiro, além de conhecida árvore de fruto, também é tida como planta medicinal, sendo o fruto referido popularmente para tratamento da diarréia, sendo para tal recomendada a variedade da planta que dá o araçá de cor mais arroxada ou vermelho. 

 Nalgumas localidades dos Açores, as folhas do araçazeiro também eram usadas, em infusão, no tratamento da diarreia de alguns animais. 

Silvano Pereira, num texto publicado em 1953, no Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, depois de referir que a planta era cultivada pelos seus frutos, menciona o uso da infusão das suas folhas, sobretudo da variedade roxa, como antidiarreico.  Mais recentemente, em 1997, Yolanda Corsépius, no seu livro “Algumas Plantas Medicinais dos Açores”, apenas refere o uso do araçá amarelo, recomendando a utilização de 30 g de folhas secas por cada litro de água em infusão, para efeitos adstringentes. 

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO 

Nome popular: araçazeiro 

Outras designações: araçaleiro, goiaveira 
 
Nome científico: Psidium littorale 

 Família: Myrtaceae 
 
O araçazeiro é uma planta nativa da América do Sul que terá sido trazida para a europa pelos navegantes.

 O araçazeiro é uma planta muito comum nos quintais das moradias nas zonas rurais e nas quintas. 

 O araçazeiro normalmente é plantado pelo homem, mas escapa-se com alguma facilidade dos locais onde é cultivado, encontrando-se naturalizado em barreiras, taludes e estrada,  ravinas e nalgumas matas. 

 É uma pequena árvore ou arbusto, sempre verde, com um tronco acastanhado. As suas folhas são glabras e opostas e os seus frutos, que podem ser vermelhos, arroxeados ou amarelos, são muito saborosos. 

Fonte: Teófilo de Braga (Adaptações textuais de José Melo)