Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


14 de abril de 2014

NATURALISTA AÇORIANO FRANCISCO ARRUDA FURTADO, CORRESPONDEU-SE COM DARWIN

ENCONTRADO ESPÓLIO DA CORRESPONDÊNCIA ENTRE FRANCISCO ARRUDA FURTADO E  DARWIN 

CONHEÇA QUEM FOI O MAIS FAMOSO NATURALISTA PORTUGUÊS (1854-1887)
(Vídeo de Luís Arruda, SIARAM)



13 de abril de 2014

VÍDEO: PÁSSARO ALIMENTA OS SEU AMIGOS CÃO E GATO

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VISITA À "QUINTA DO FALCÃO", EM ALMAGREIRA


No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta do Falcão”, que passo a apresentar.
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Construção do Séc. XVIII, a vistosa e extensa “Quinta do Falcão, situada na freguesia de Almagreira, é uma propriedade contígua à estrada regional, sendo o seu acesso através de um grande portal de caris neoclássico. 

Transposto o portal, um longo caminho empedrado e ladeado por muros altos leva-nos até ao complexo de edificações da quinta. 

O edificado da quinta é constituído por habitação, cavalariças, edifícios de apoio à atividade agrícola, poço e mirante, onde os senhorios (normalmente as senhoras), no final da tarde, saboreavam o chá de ervas aromáticas, o tradicional vinho abafado ou licores caseiros e as iguarias da doçaria mariense, enquanto “miravam” a paisagem e quem passava na estrada, recebendo aí as novidades do dia, através dos transeuntes.  

A habitação é constituída por vários corpos de um e dois pisos organizados em torno de um pátio fechado e formando um retângulo.  

O chão do pátio, assim como as escadas de acesso são de pedra de cantaria, o que lhe confere um cunho muito rústico e nobre. 

A cozinha apresenta-se saliente do retângulo da habitação e tem uma chaminé de grandes dimensões.  

A habitação tem um largo balcão ao longo de dois lados do retângulo (num deles com “conversadeiras” embutidas no murete de proteção) e insere-se num complexo de pátios e recintos murados. 

 Todas as construções são em alvenaria de pedra rebocada, sendo a habitação caiada com as molduras, as pilastras, os socos e as faixas pintadas de almagre. 

Os muros divisórios e as construções de apoio são integralmente pintados de almagre, como era tradicional nas propriedades da família Falcão.  

As coberturas são de duas ou quatro águas em telha de meia-cana tradicional, geralmente rematadas com beiral duplo.  

 O poço situa-se num terreno inferior, perto do balcão da habitação. 

O mirante é também rebocado e  pintado com cor almagre. Está inserido no muro de pedra seca que limita a propriedade, junto à estrada, perto do portal da entrada na quinta.

Nesta propriedade existem três imponentes araucárias, servindo uma delas para dar sombra ao mirante. 

Texto: José Melo
Fonte consultada: "Arquivo da Arquitetura Popular dos Açores".
 

VISITA À QUINTA DE SANTA RITA OU DA FONTE DO MOURATO, EM ALMAGREIRA

No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta de Santa Rita”, que passo a apresentar.
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QUINTA DE "SANTA RITA" OU DA “FONTE DO MOURATO” 
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Trata-se de uma magnífica quinta que remonta ao século XVIII, pertença dos familiares do Senhor Ernesto Arruda. 

É composta por um solar antigo, com agumas modificações advindas dos restauros recentes, mas que continua uma imponente edificação histórica, com  socos e molduras de portas e janelas em cantaria, contendo adossado ao seu corpo a Ermida de Santa Rita ou da Senhora da Natividade. Na extensa área da quinta, existe um forno de cal e alguns anexos, outrora adstritos a funções agrícolas, como a adega, assim como um espaço de pomar e um bonito e amplo espaço verde com  “jardim de passeio”, destacando-se duas imponentes auracárias, entre outras espécies de vegetação. 
 

A Ermida terá sido erguida na primeira metade do século XVIII em cumprimento a uma promessa. Durante um forte temporal registado na ilha, a queda de um raio feriu gravemente o proprietário e matou um seu irmão. A esposa do proprietário prometeu erigir uma capela a Nossa Senhora, em intenção da recuperação do esposo, graça que, obtida, conduziu à sua edificação. 

É uma Ermida de planta retangular adossada à empena esquerda do antigo solar, proporcionando maior imponência e enriquecimento ao conjunto do edificado. 

 A fachada principal, delimitada por largos cunhais cujo embasamento se confunde com um soco moldurado e bojudo, parece incompleta na parte superior. Tem, ao eixo, um portal encimado por uma janela. O portal, rematado em arco abatido com uma concha em relevo no fecho, é ladeado por pilastras encimadas por pináculos encastrados. Os fustes das pilastras são almofadados e ladeados por grossas volutas. A janela tem moldura simples com verga curva. 

 A parte posterior da fachada lateral esquerda é encimada por um campanário (com arco de volta perfeita sobre impostas), não dispondo já do sino. 

 A construção é  em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, com exceção do soco, dos cunhais, da moldura da janela e de parte dos elementos decorativos do portal que são em cantaria cinzenta da pedreira do Anal, bastante trabalhada. 

 No adro tem o chão em calçada tradicional de lajes de basalto, contendo uma araucária centenária e um robusto banco de em blocos de cantaria, que servia de mirante, para a família passar os finais da tardes de bom tempo, como era habitual nas quintas abastadas. A escadaria que liga o logradouro é em cantaria, com o espalo plano entre escadas em pedras roladas pelo mar.    

Conforme era hábito na ilha, nesta wermida era feita a celebração dos ofícios religiosos para a comunidade em determinados dias, conforme contrato dos abastados proprietários com os frades franciscanos. 
 
Os nosso agradecimentos pela autorização da visita à quinta e parabéns aos proprietários pelo bom estado de conservação da propriedade.
 

 Texto de José Andrade Melo
 Fonte consultada: “Inventário do Património do Concelho de Vila do Porto" (IAC)
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VÍDEO: "NUNO MARKL" DÁ A CARA E A VOZ PELOS ANIMAIS

Discurso proferido ontem (12-4-14) no decorrer da "Marcha pelos Animais" realizada em Lisboa
 

DOG TREKKING ESPECIAL DA PÁSCOA E DOAÇÃO DE RAÇÕES AO CAMAC

UM RECORDE DE PARTICIPAÇÕES
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No âmbito da parceria colaborativa entre o CADEP-CN/Amigos dos Açores de Sta Maria, o CAMAC de Vila do Porto, e contando com a “Bolsa de Voluntariado do CAMAC”, criada por estas ONGA´s, no dia 11 de abril (sexta-feira), decorreu uma ação cívica de Dog Trekking, com animais alojados naquele Centro de Acolhimento Municipal de Animais de Companhia e a doação de rações, mantinhas e cobertores.

Participaram no evento 22 pessoas, o que é um recorde

, tendo aderido, para além dos 12 elementos do CADEP-CN, mais 10 pessoas entre crianças, jovens e adultos, o que expressa uma onda crescente de sensibilidade, responsabilidade e preocupação para com o bem-estar animal, dentro do CAMAC e na ilha. Bem hajam!

“A promoção do bem-estar animal é uma responsabilidade das entidades e um dever dos cidadãos”.

Para além dos 6 elementos da família Barrôco, reconhecidos amantes dos animais, e da Veterinária Dra Joana Cravo participaram os jovens  Rui Figueiredo, Carlos Soares, Beatriz Brito, Deodato Melo, Carla Paiva, Sofia Rohena e Henrique Pontes, tendo quase todos se inscrito na “Bolsa do Voluntariado do CAMAC”, disponibilizando-se para futuras iniciativas.

O Dog Trekking especial da Páscoa, proporcionou a saída das celas do CAMAC aos 20 animais lá alogados, durante cerca de 2h 30m, tendo-se percorrido cerca de 4km, no percurso "CAMAC, Flor-da-Rosa, Caminho Fundo, Caminho de Maria Dias, Canada do Campo, Jardim Municipal” e regresso, proporcionando momentos de felicidade aos animais, que vivem confinados atrás das grades, em consequência dos cruéis abandonos de que foram vítimas.

8 de abril de 2014

RESPOSTA À TAL PERGUNTA DESCABIDA!

Quando falo de voluntariado pelos animais, alguns me colocam a seguinte  questão:
 “Porque não ajudas pessoas que precisam?”

Geralmente coloca a questão acima referida, são aquelas pessoas sem histórico visível de voluntariado, nem com animais, nem com pessoas, daí a nossa grande perplexidade pelo seu questionamento com feição de crítica.

Primeiro que tudo, não há voluntariado mais nem menos nobre, quando em causa estão vidas em situação precária e mais fragilizada, possuidoras de sentimentos e da capacidade de sofrer, quer sejam pessoas ou animais sencientes.

Por outro lado, quem faz voluntariado pelos animais, diretamente ajuda a estes, mas também direta e indiretamente está a ajudar as pessoas, a comunidade e a sua terra. Acrescento, ainda, que não conheço ninguém que se assuma defensor dos animais, que também não se disponibilize para auxiliar pessoas, dando bons exemplos de cidadania e de solidariedade em ambas as frentes.

Por outro lado, quem faz voluntariado pelos animais, diretamente ajuda a estes, mas também direta e indiretamente está a ajudar as pessoas, a comunidade e a sua terra. Acrescento, ainda, que não conheço ninguém que se assuma defensor dos animais, que também não se disponibilize para auxiliar pessoas, dando bons exemplos de cidadania e de solidariedade em ambas as frentes.

--Se todos fizessem voluntariado com crianças, quem ajudaria os idosos? Se todos ajudassem os idosos, quem faria voluntariado com as crianças? E se todos apenas fizessem voluntariado com crianças e idosos, quem olharia pelos muitos de animais abandonados todos os anos, no país, nos Açores e, ainda, em Sta Maria, que sofrem e sentem como gente, sem falar das graves consequências sociais que daí advém para a saúde pública, segurança de pessoas e bens e até para a imagem de um povo e da sua terra.

 Dizer que um animal é menos digno que uma pessoa para merecer que alguém gaste o seu tempo com ele, prova que certos humanos andam muito enganados em relação à natureza e ao valor intrínseco da vida.  A convivência com animais tem-me ensinado que são seres maravilhosos, com elevados sentimentos, gratidão e amor incondicional que gostaria de observar em muitos humanos.

De forma errónea, o ser humano assumiu a supremacia de todas as espécies, colocando-se numa espécie de “pódio antropocêntrico”, julgando que por ser dotado de racionalidade se poderia superiorizar à natureza, controlando-as ou desrespeitando as suas leis e considerando-se um semi-deus sobre todas as espécies , dispondo delas a seu belo prazer.

BEM-ESTAR ANIMAL NO ASAS DO ATLÂNTICO

APELOS À CÂMARA MUNICIPAL DE VILA DO PORTO
E COMBATE AOS ABANDONOS
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 No passado dia 5 de abril o programa “Ritmos de Informação” dos Asas do Atlântico, foi dedicado ao Bem-estar animal em Santa Maria, assentando a pertinência e a atualidade da temática no factos de o dia 4, ter sido o “Dia Mundial dos Animais Abandonados” e abril ser o “Mês da            Prevenção Contra a Crueldade Animal”.

No programa participaram pessoas que dão a cara e a voz por quem não se pode defender por si próprio, e que sofrem e sentem como gente, sendo um dever de ética humana e de cristãos defendê-los contra a cueldade dos abandonos, dos maus-tratos e promover o seu bem-estar, dentro de fora do CAMAC.

 Começamos por agradecer ao  Asas do Atlântico, na pessoa da dinâmica jornalista Ana Paula Braga, pela oportunidade, e atenção ao pulsar crescente da sociedade sobre essa importante matéria.

 Agradecimentos especiais também à dedicada Ana Loura pela importante participação; à simpática e competente veterinária do CAMAC, Dra Joana Cravo, e, de forma muito carinhosa, aos nossos voluntários Rui Figueiredo e Pedro Resendes, que  representaram todos os outros,  sem esquecer quem prestou depoimentos gravados, na parte que foi contributiva para esta nobre causa do respeito pela vida de seres sencientes, que padecem das mesmas dores dos humanos.

Neste desiderato, estarei sempre de "peito aberto" para  lutar e colaborar pelo bem-estar estar animal, “sem especismos” e, particularmente com o CAMAC, investindo o meu tempo livre, e exercendo a minha cidadania, como sempre o fiz desde o princípio, seguindo o  “conselho” da minha consciência, o norte dos meus princípios éticos e humanos e os ditames dos estatutos das ONGAS que represento. Este é o "único partido" que me move nestas causas, (com espírito colaborativo e total desprendimento), e por elas me empenharei com a máxima dedicação e farei o que posso e sei, exigindo, pedindo, e até "suplicando" a quem de direito, quando tal for necessário, pela melhoria do bem-estar animal, tendo a convicção que é esse o mesmo sentir dos(as) amigos(as) que participaram no Programa, assim como de todos os outros que connosco trabalham, neste bem comum.

7 de abril de 2014

COMO ABRAÇAR UM BEBÉ COM AMOR E SEGURANÇA :)

Instruções para abraçar um bebé: -
1. Primeiro, encontrar um bebé. :)
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2. Segundo, assegurar-se de que o objecto que se encontrou é realmente um bebé empregando técnicas classicas de olfacto. 


3. Depois é necessário acomodar o bebé antes de começar o processo  de "abraço".
 


4. Simplesmente acomodar-se ao redor do bebé e preparar-se para um possí­vel "close-up"... :))


5. Finalmente, se houver uma câmara presente, executar o dificil e patenteado "abraço-sorriso e a pose"  para alcançar a melhor foto.
 

Se não passas estas fotos, vais estar a tirar o gozo de um sorriso a muitas pessoas, a sonegar a oportunidade de reconhecerem a doçura dos cães, que são, sem dúvida, os melhores amigos dos homens! 
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PORQUE NÃO SE DEVE RETIRAR AS UNHAS AOS GATOS


Para além de ser um mecanismo de defesa, as unhas dos gatos estão em constante crescimento, daí a necessidade que o animal tem de arranhar; esse processo serve para eliminar a capa velha da unha para que esta rejuvenesça.

Esta pequena acção, no entanto, causa um enorme aborrecimento a bastantes pessoas que têm gatos: as cortinas rasgadas e o sofá arranhado fazem parte da lista das justificações que levam alguém a encaminhar um gato para o veterinário para retirar-lhes as unhas.

O que, provavelmente, desconhecem é que tirar as unhas a um gato é amputar-lhe a falange distal, semelhante a ficarmos com os dedos arrancados. A dor excruciante da pós-recuperação é indescritível, já que o animal basicamente apoia-se sobre o osso que foi mutilado.

Arranhar está na natureza de um gato: ralhar, gritar e barafustar não terá qualquer efeito porque trata-se de uma necessidade básica destes animais. Decisões lamentáveis podem ser facilmente resolvidas com um arranhador, que encontra-se à venda em qualquer loja de animais: há vários tamanhos, várias cores e vários modelos. Ofereça um para o seu gato afiar as unhas e o seu sofá agradece.

As unhas dos gatos não devem ser arrancadas mas podem ser cortadas: como a unha reveste uma zona sensível, deve ter particular cuidado na hora de cortá-las porque ao acertar nessa área nervosa infligirá dor no animal e o sangramento ocorrerá. Se nunca cortou as unhas a um gato deve ir ao veterinário para este mostrar-lhe e explicar-lhe como deve fazer. É difícil obter a cooperação do animal por este não gostar que as suas unhas sejam tocadas, pelo que necessitará de ter paciência com ele.


Ame o seu gato tal e qual como ele é: tentar mudá-lo constituirá um sofrimento enorme para ele. Se não consegue aceitar que um gato arranhe as coisas, será preferível não ter um. Tenha a certeza absoluta que conviverá harmoniosamente com os percalços típicos de um felino antes de adoptá-lo.