Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


15 de abril de 2014

DOAÇÃO DE TOALHAS PARA OS ANIMAIS DO CAMAC

APELO AOS MARIENSES! – Divulguem por favor.

Campanha: “Doação de toalhas usadas para os animais do CAMAC”
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Os elementos inscritos na “Bolsa de Voluntariado do CAMAC”, em breve vão começar a dar banhos regulares aos cãozinhos alojados no CAMAC, para seu conforto, higiene, combate aos parasitas e melhor apresentação para as adoções.

Agradece-se a colaboração/solidariedade dos marienses, na doação de toalhas usadas, para os enxugar após os banhos.


As toalhas podem ser entregues no CAMAC, na Escola de Almagreira e no Centro de Estética Vitória.

CONTAMOS COM A SUA AJUDA.
 OBRIGADO!

VISITA À QUINTA DOS ARRUDAS (LUGAR DO MONTEIRO, ALMAGREIRA

No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta dos Arrudas”, que passo a apresentar.
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 Conforme a data da inscrição no arco da entrada lateral do Jardim e quinta "1871", trata-se de uma construção Séc. XIX, talvez com alguns acrescentos já no início do séc. XX.
 
No seu conjunto, a “Quinta dos Arrudas” é constituída por habitação, dois edifícios de apoio às atividades agrícolas (com cavalariças, tanque e depósito de água), currais de porco, recintos murados que envolvem a habitação e os edifícios anexos, "jardim de passeio" (jardim formal), pomares e campos agrícolas.

 A habitação é de planta retangular com um piso sobre caixa-de-ar. Tem forno (com duas bocas) de volume exterior e de planta retangular (com "janela da gateira" e chaminé com remate de secção retangular) adossado à fachada lateral direita.

A caixa-de-ar tem vãos para ventilação, emoldurados em pedra de cantaria.

 Na continuidade do corpo do forno encontram-se a retrete e os arrumos.

 A habitação é construída em alvenaria de pedra rebocada e caiada, com exceção dos cunhais, da cornija, das faixas e das molduras dos vãos (com verga de volta inteira sobre impostas) que são em cantaria.
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14 de abril de 2014

VISITA À QUINTA DA "SENHORA DO MONTE" OU QUINTA DA "MEIA LARANJA"

No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta da Senhora do Monte”, que passo a apresentar.

Esta quinta solarenga, localizada na freguesia de Almagreira, é uma construção do início do Séc. XX (1819), pertença da família do Senhor Francisquinho da Praia. 

É composta por uma grande casa rural (antiga casa de quinta) constituída por habitação, ermida, corpo do escritório, casa do alambique, cisterna, retrete e curral de porco. 

A retrete, separada do complexo habitacional, fica próxima da cisterna e está adossada ao curral do porco.  

A cisterna, de planta retangular, ocupa o espaço compreendido entre o embasamento do forno e o tardoz da ermida. 

 O corpo da habitação é de planta retangular com dois pisos (lojas no piso térreo) e sótão. Tem "caixa do lar" (com "janela da gateira" e "chaminé de vapor") e forno semicilíndrico (sobre embasamento) salientes.  

No ângulo do forno com a habitação existe um balcão com escada em cantaria, para acesso ao piso superior. As janelas são de guilhotina de duas folhas. 

NATURALISTA AÇORIANO FRANCISCO ARRUDA FURTADO, CORRESPONDEU-SE COM DARWIN

ENCONTRADO ESPÓLIO DA CORRESPONDÊNCIA ENTRE FRANCISCO ARRUDA FURTADO E  DARWIN 

CONHEÇA QUEM FOI O MAIS FAMOSO NATURALISTA PORTUGUÊS (1854-1887)
(Vídeo de Luís Arruda, SIARAM)



13 de abril de 2014

VÍDEO: PÁSSARO ALIMENTA OS SEU AMIGOS CÃO E GATO

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VISITA À "QUINTA DO FALCÃO", EM ALMAGREIRA


No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta do Falcão”, que passo a apresentar.
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Construção do Séc. XVIII, a vistosa e extensa “Quinta do Falcão, situada na freguesia de Almagreira, é uma propriedade contígua à estrada regional, sendo o seu acesso através de um grande portal de caris neoclássico. 

Transposto o portal, um longo caminho empedrado e ladeado por muros altos leva-nos até ao complexo de edificações da quinta. 

O edificado da quinta é constituído por habitação, cavalariças, edifícios de apoio à atividade agrícola, poço e mirante, onde os senhorios (normalmente as senhoras), no final da tarde, saboreavam o chá de ervas aromáticas, o tradicional vinho abafado ou licores caseiros e as iguarias da doçaria mariense, enquanto “miravam” a paisagem e quem passava na estrada, recebendo aí as novidades do dia, através dos transeuntes.  

A habitação é constituída por vários corpos de um e dois pisos organizados em torno de um pátio fechado e formando um retângulo.  

O chão do pátio, assim como as escadas de acesso são de pedra de cantaria, o que lhe confere um cunho muito rústico e nobre. 

A cozinha apresenta-se saliente do retângulo da habitação e tem uma chaminé de grandes dimensões.  

A habitação tem um largo balcão ao longo de dois lados do retângulo (num deles com “conversadeiras” embutidas no murete de proteção) e insere-se num complexo de pátios e recintos murados. 

 Todas as construções são em alvenaria de pedra rebocada, sendo a habitação caiada com as molduras, as pilastras, os socos e as faixas pintadas de almagre. 

Os muros divisórios e as construções de apoio são integralmente pintados de almagre, como era tradicional nas propriedades da família Falcão.  

As coberturas são de duas ou quatro águas em telha de meia-cana tradicional, geralmente rematadas com beiral duplo.  

 O poço situa-se num terreno inferior, perto do balcão da habitação. 

O mirante é também rebocado e  pintado com cor almagre. Está inserido no muro de pedra seca que limita a propriedade, junto à estrada, perto do portal da entrada na quinta.

Nesta propriedade existem três imponentes araucárias, servindo uma delas para dar sombra ao mirante. 

Texto: José Melo
Fonte consultada: "Arquivo da Arquitetura Popular dos Açores".
 

VISITA À QUINTA DE SANTA RITA OU DA FONTE DO MOURATO, EM ALMAGREIRA

No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta de Santa Rita”, que passo a apresentar.
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QUINTA DE "SANTA RITA" OU DA “FONTE DO MOURATO” 
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Trata-se de uma magnífica quinta que remonta ao século XVIII, pertença dos familiares do Senhor Ernesto Arruda. 

É composta por um solar antigo, com agumas modificações advindas dos restauros recentes, mas que continua uma imponente edificação histórica, com  socos e molduras de portas e janelas em cantaria, contendo adossado ao seu corpo a Ermida de Santa Rita ou da Senhora da Natividade. Na extensa área da quinta, existe um forno de cal e alguns anexos, outrora adstritos a funções agrícolas, como a adega, assim como um espaço de pomar e um bonito e amplo espaço verde com  “jardim de passeio”, destacando-se duas imponentes auracárias, entre outras espécies de vegetação. 
 

A Ermida terá sido erguida na primeira metade do século XVIII em cumprimento a uma promessa. Durante um forte temporal registado na ilha, a queda de um raio feriu gravemente o proprietário e matou um seu irmão. A esposa do proprietário prometeu erigir uma capela a Nossa Senhora, em intenção da recuperação do esposo, graça que, obtida, conduziu à sua edificação. 

É uma Ermida de planta retangular adossada à empena esquerda do antigo solar, proporcionando maior imponência e enriquecimento ao conjunto do edificado. 

 A fachada principal, delimitada por largos cunhais cujo embasamento se confunde com um soco moldurado e bojudo, parece incompleta na parte superior. Tem, ao eixo, um portal encimado por uma janela. O portal, rematado em arco abatido com uma concha em relevo no fecho, é ladeado por pilastras encimadas por pináculos encastrados. Os fustes das pilastras são almofadados e ladeados por grossas volutas. A janela tem moldura simples com verga curva. 

 A parte posterior da fachada lateral esquerda é encimada por um campanário (com arco de volta perfeita sobre impostas), não dispondo já do sino. 

 A construção é  em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, com exceção do soco, dos cunhais, da moldura da janela e de parte dos elementos decorativos do portal que são em cantaria cinzenta da pedreira do Anal, bastante trabalhada. 

 No adro tem o chão em calçada tradicional de lajes de basalto, contendo uma araucária centenária e um robusto banco de em blocos de cantaria, que servia de mirante, para a família passar os finais da tardes de bom tempo, como era habitual nas quintas abastadas. A escadaria que liga o logradouro é em cantaria, com o espalo plano entre escadas em pedras roladas pelo mar.    

Conforme era hábito na ilha, nesta wermida era feita a celebração dos ofícios religiosos para a comunidade em determinados dias, conforme contrato dos abastados proprietários com os frades franciscanos. 
 
Os nosso agradecimentos pela autorização da visita à quinta e parabéns aos proprietários pelo bom estado de conservação da propriedade.
 

 Texto de José Andrade Melo
 Fonte consultada: “Inventário do Património do Concelho de Vila do Porto" (IAC)
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VÍDEO: "NUNO MARKL" DÁ A CARA E A VOZ PELOS ANIMAIS

Discurso proferido ontem (12-4-14) no decorrer da "Marcha pelos Animais" realizada em Lisboa
 

DOG TREKKING ESPECIAL DA PÁSCOA E DOAÇÃO DE RAÇÕES AO CAMAC

UM RECORDE DE PARTICIPAÇÕES
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No âmbito da parceria colaborativa entre o CADEP-CN/Amigos dos Açores de Sta Maria, o CAMAC de Vila do Porto, e contando com a “Bolsa de Voluntariado do CAMAC”, criada por estas ONGA´s, no dia 11 de abril (sexta-feira), decorreu uma ação cívica de Dog Trekking, com animais alojados naquele Centro de Acolhimento Municipal de Animais de Companhia e a doação de rações, mantinhas e cobertores.

Participaram no evento 22 pessoas, o que é um recorde

, tendo aderido, para além dos 12 elementos do CADEP-CN, mais 10 pessoas entre crianças, jovens e adultos, o que expressa uma onda crescente de sensibilidade, responsabilidade e preocupação para com o bem-estar animal, dentro do CAMAC e na ilha. Bem hajam!

“A promoção do bem-estar animal é uma responsabilidade das entidades e um dever dos cidadãos”.

Para além dos 6 elementos da família Barrôco, reconhecidos amantes dos animais, e da Veterinária Dra Joana Cravo participaram os jovens  Rui Figueiredo, Carlos Soares, Beatriz Brito, Deodato Melo, Carla Paiva, Sofia Rohena e Henrique Pontes, tendo quase todos se inscrito na “Bolsa do Voluntariado do CAMAC”, disponibilizando-se para futuras iniciativas.

O Dog Trekking especial da Páscoa, proporcionou a saída das celas do CAMAC aos 20 animais lá alogados, durante cerca de 2h 30m, tendo-se percorrido cerca de 4km, no percurso "CAMAC, Flor-da-Rosa, Caminho Fundo, Caminho de Maria Dias, Canada do Campo, Jardim Municipal” e regresso, proporcionando momentos de felicidade aos animais, que vivem confinados atrás das grades, em consequência dos cruéis abandonos de que foram vítimas.

8 de abril de 2014

RESPOSTA À TAL PERGUNTA DESCABIDA!

Quando falo de voluntariado pelos animais, alguns me colocam a seguinte  questão:
 “Porque não ajudas pessoas que precisam?”

Geralmente coloca a questão acima referida, são aquelas pessoas sem histórico visível de voluntariado, nem com animais, nem com pessoas, daí a nossa grande perplexidade pelo seu questionamento com feição de crítica.

Primeiro que tudo, não há voluntariado mais nem menos nobre, quando em causa estão vidas em situação precária e mais fragilizada, possuidoras de sentimentos e da capacidade de sofrer, quer sejam pessoas ou animais sencientes.

Por outro lado, quem faz voluntariado pelos animais, diretamente ajuda a estes, mas também direta e indiretamente está a ajudar as pessoas, a comunidade e a sua terra. Acrescento, ainda, que não conheço ninguém que se assuma defensor dos animais, que também não se disponibilize para auxiliar pessoas, dando bons exemplos de cidadania e de solidariedade em ambas as frentes.

Por outro lado, quem faz voluntariado pelos animais, diretamente ajuda a estes, mas também direta e indiretamente está a ajudar as pessoas, a comunidade e a sua terra. Acrescento, ainda, que não conheço ninguém que se assuma defensor dos animais, que também não se disponibilize para auxiliar pessoas, dando bons exemplos de cidadania e de solidariedade em ambas as frentes.

--Se todos fizessem voluntariado com crianças, quem ajudaria os idosos? Se todos ajudassem os idosos, quem faria voluntariado com as crianças? E se todos apenas fizessem voluntariado com crianças e idosos, quem olharia pelos muitos de animais abandonados todos os anos, no país, nos Açores e, ainda, em Sta Maria, que sofrem e sentem como gente, sem falar das graves consequências sociais que daí advém para a saúde pública, segurança de pessoas e bens e até para a imagem de um povo e da sua terra.

 Dizer que um animal é menos digno que uma pessoa para merecer que alguém gaste o seu tempo com ele, prova que certos humanos andam muito enganados em relação à natureza e ao valor intrínseco da vida.  A convivência com animais tem-me ensinado que são seres maravilhosos, com elevados sentimentos, gratidão e amor incondicional que gostaria de observar em muitos humanos.

De forma errónea, o ser humano assumiu a supremacia de todas as espécies, colocando-se numa espécie de “pódio antropocêntrico”, julgando que por ser dotado de racionalidade se poderia superiorizar à natureza, controlando-as ou desrespeitando as suas leis e considerando-se um semi-deus sobre todas as espécies , dispondo delas a seu belo prazer.