Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


18 de abril de 2014

ARROTEIAS E FALTA DE DERREGA DE TERRENOS EM SANTA MARIA

CONSEQUÊNCIAS NA EROSÃO, QUEBRADAS E DESLIZAMENTO DE SOLOS
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Em Santa Maria, tal como nas outras ilhas dos Açores, as grandes linhas de erosão e quebramento de terrenos nas pastagens em altitude situadas no cume de colinas ou encostas declivosas, resultaram da intensificação da agro-pecuária, nomeadamente de arroteias e terraplanagens efetuadas em antigas áreas naturais, para a criação de pastos.

Depois das grandes arroteias, à altura do povoamento, que destruiu grande parte do coberto vegetal primitivo, nomeadamente a Laurissilva, houve uma certa estabilização, durante largas décadas, tendo escapado a essa devastação arbórea os cumes das elevações e as encostas mais íngremes.  Com a adesão de Portugal à então CEE (agora EU), surgiram os bastos incentivos e subsídios à produção agro-pecuária, e em consequência o desbaste de outras áreas de matas, em cotas de altitude que a prevenção, a razão e um bom ordenamento do território, não deveriam permitir.

Pensava eu que as arroteias em Sta Maria, uma ilha já por si parca em coberto vegetal tinham cessado, mas o acompanhamento que fiz esta semana com um arquiteto paisagista estudioso de Permacultura e outro amigo com sensibilidade e experiência em reabilitação florestal, correndo a ilha “por dentro”, nos deparamos com vários desbastes de vegetação, em lugares não recomendáveis.

As consequências dessas arroteias em zonas de altitude, para além da degradação visível da paisagem, acarretam outras consequências a vários níveis. A nível ecológico, pela degradação do habitat de aves e corte de algumas espécies vegetais endémicas; a nível hidrológico, pela falta de retenção das águas das chuvas e consequente diminuição da recarga de nascentes; a nível geológico, pela quebra e arrastamento dos solos.

A SOLUÇÃO ESTÁ NA ESTERILIZAÇÃO

A IRRESPONSABILIDADE CONTINUA EM SANTA MARIA EM RELAÇÃO AOS ANIMAIS
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NOS ÚLTIMOS DIAS, VÁRIAS CRIAS DE ANIMAIS TEM SIDO DESPEJADAS NO CAMAC, O QUE É INACEITÁVEL.
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A esterilização/castração é a forma mais eficaz, ética e civilizada de contribuir para minimizar o sofrimento dos animais de companhia, aquando de gravidezes indesejadas, sendo depois as crias criminalmente mortas, maltratadas ou despejadas irresponsavelmente nos canis, como tem acontecido no CAMAC de Vila do Porto.

Recordo que ninguém é obrigado a ter um animal, e caso opte por ter uma cadelinha ou gatinha, e se não tiver disposto(a) a arcar com a responsabilidade das suas crias, terá que ser responsável e fazer a esterilização das mesmas, junto dos veterinários.

 A maior parte do sofrimento dos animais de companhia é, de longe, resultado da sua superpopulação, daí a obrigação cívica e dever de cidadania dos marienses proceder à esterilização/castração dos seus animais.

O CADEP-CN tem defendido junto da Câmara Municipal e da Autoridade Veterinária Regional, através da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, a promoção de uma campanha de esterilização/castração em Sta Maria, a preços proporcionais aos rendimentos das famílias. Vamos continuar a insistir nessa matéria já no próximo mês, em reunião com o Senhor Secretário Neto Viveiros, contando levar alguns elementos da Bolsa de Voluntariado de Vila do Porto.

 Combater a triste e cruel realidade dos abandonos e das e entregas injustificadas e, bastas vezes, irresponsáveis de animais no CAMAC está nas mãos das entidades, mas fundamentalmente dos marienses, começando por evitar  que os nossos animais de companhia se reproduzam em demasia,  e sensibilizando/educando a comunidade para a importância fulcral da esterilização.

 As vantagens da esterilização não está só no combate ao trágico sofrimento associado à superpopulação de cães e gatos, como tendo efeito multiplicador também na saúde dos animais, ao prevenir cancros e  aumentar a sua esperança, com o acrescento de eliminar os comportamentos incomodativos associados ao cio nas fêmeas e à marcação de território nos machos.

Terminamos com o vincado aviso aos marienses de que o CAMAC não é um serviço público de descarte nem de entrega de animais, por razões infundadas como, vergonhosamente”, tem vindo a acontecer, mas tão só, um centro de recolha/acolhimento de animais em casos humanos extremos, tais como: falecimento de pessoas que viviam sós, perdas comprovadas de emprego e de compulsividade resultantes da aplicação da lei.

17 de abril de 2014

VÍDEO: VISTAS DE ALMAGREIRA

15 de abril de 2014

DOAÇÃO DE TOALHAS PARA OS ANIMAIS DO CAMAC

APELO AOS MARIENSES! – Divulguem por favor.

Campanha: “Doação de toalhas usadas para os animais do CAMAC”
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Os elementos inscritos na “Bolsa de Voluntariado do CAMAC”, em breve vão começar a dar banhos regulares aos cãozinhos alojados no CAMAC, para seu conforto, higiene, combate aos parasitas e melhor apresentação para as adoções.

Agradece-se a colaboração/solidariedade dos marienses, na doação de toalhas usadas, para os enxugar após os banhos.


As toalhas podem ser entregues no CAMAC, na Escola de Almagreira e no Centro de Estética Vitória.

CONTAMOS COM A SUA AJUDA.
 OBRIGADO!

VISITA À QUINTA DOS ARRUDAS (LUGAR DO MONTEIRO, ALMAGREIRA

No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta dos Arrudas”, que passo a apresentar.
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 Conforme a data da inscrição no arco da entrada lateral do Jardim e quinta "1871", trata-se de uma construção Séc. XIX, talvez com alguns acrescentos já no início do séc. XX.
 
No seu conjunto, a “Quinta dos Arrudas” é constituída por habitação, dois edifícios de apoio às atividades agrícolas (com cavalariças, tanque e depósito de água), currais de porco, recintos murados que envolvem a habitação e os edifícios anexos, "jardim de passeio" (jardim formal), pomares e campos agrícolas.

 A habitação é de planta retangular com um piso sobre caixa-de-ar. Tem forno (com duas bocas) de volume exterior e de planta retangular (com "janela da gateira" e chaminé com remate de secção retangular) adossado à fachada lateral direita.

A caixa-de-ar tem vãos para ventilação, emoldurados em pedra de cantaria.

 Na continuidade do corpo do forno encontram-se a retrete e os arrumos.

 A habitação é construída em alvenaria de pedra rebocada e caiada, com exceção dos cunhais, da cornija, das faixas e das molduras dos vãos (com verga de volta inteira sobre impostas) que são em cantaria.
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14 de abril de 2014

VISITA À QUINTA DA "SENHORA DO MONTE" OU QUINTA DA "MEIA LARANJA"

No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta da Senhora do Monte”, que passo a apresentar.

Esta quinta solarenga, localizada na freguesia de Almagreira, é uma construção do início do Séc. XX (1819), pertença da família do Senhor Francisquinho da Praia. 

É composta por uma grande casa rural (antiga casa de quinta) constituída por habitação, ermida, corpo do escritório, casa do alambique, cisterna, retrete e curral de porco. 

A retrete, separada do complexo habitacional, fica próxima da cisterna e está adossada ao curral do porco.  

A cisterna, de planta retangular, ocupa o espaço compreendido entre o embasamento do forno e o tardoz da ermida. 

 O corpo da habitação é de planta retangular com dois pisos (lojas no piso térreo) e sótão. Tem "caixa do lar" (com "janela da gateira" e "chaminé de vapor") e forno semicilíndrico (sobre embasamento) salientes.  

No ângulo do forno com a habitação existe um balcão com escada em cantaria, para acesso ao piso superior. As janelas são de guilhotina de duas folhas. 

NATURALISTA AÇORIANO FRANCISCO ARRUDA FURTADO, CORRESPONDEU-SE COM DARWIN

ENCONTRADO ESPÓLIO DA CORRESPONDÊNCIA ENTRE FRANCISCO ARRUDA FURTADO E  DARWIN 

CONHEÇA QUEM FOI O MAIS FAMOSO NATURALISTA PORTUGUÊS (1854-1887)
(Vídeo de Luís Arruda, SIARAM)



13 de abril de 2014

VÍDEO: PÁSSARO ALIMENTA OS SEU AMIGOS CÃO E GATO

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VISITA À "QUINTA DO FALCÃO", EM ALMAGREIRA


No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta do Falcão”, que passo a apresentar.
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Construção do Séc. XVIII, a vistosa e extensa “Quinta do Falcão, situada na freguesia de Almagreira, é uma propriedade contígua à estrada regional, sendo o seu acesso através de um grande portal de caris neoclássico. 

Transposto o portal, um longo caminho empedrado e ladeado por muros altos leva-nos até ao complexo de edificações da quinta. 

O edificado da quinta é constituído por habitação, cavalariças, edifícios de apoio à atividade agrícola, poço e mirante, onde os senhorios (normalmente as senhoras), no final da tarde, saboreavam o chá de ervas aromáticas, o tradicional vinho abafado ou licores caseiros e as iguarias da doçaria mariense, enquanto “miravam” a paisagem e quem passava na estrada, recebendo aí as novidades do dia, através dos transeuntes.  

A habitação é constituída por vários corpos de um e dois pisos organizados em torno de um pátio fechado e formando um retângulo.  

O chão do pátio, assim como as escadas de acesso são de pedra de cantaria, o que lhe confere um cunho muito rústico e nobre. 

A cozinha apresenta-se saliente do retângulo da habitação e tem uma chaminé de grandes dimensões.  

A habitação tem um largo balcão ao longo de dois lados do retângulo (num deles com “conversadeiras” embutidas no murete de proteção) e insere-se num complexo de pátios e recintos murados. 

 Todas as construções são em alvenaria de pedra rebocada, sendo a habitação caiada com as molduras, as pilastras, os socos e as faixas pintadas de almagre. 

Os muros divisórios e as construções de apoio são integralmente pintados de almagre, como era tradicional nas propriedades da família Falcão.  

As coberturas são de duas ou quatro águas em telha de meia-cana tradicional, geralmente rematadas com beiral duplo.  

 O poço situa-se num terreno inferior, perto do balcão da habitação. 

O mirante é também rebocado e  pintado com cor almagre. Está inserido no muro de pedra seca que limita a propriedade, junto à estrada, perto do portal da entrada na quinta.

Nesta propriedade existem três imponentes araucárias, servindo uma delas para dar sombra ao mirante. 

Texto: José Melo
Fonte consultada: "Arquivo da Arquitetura Popular dos Açores".
 

VISITA À QUINTA DE SANTA RITA OU DA FONTE DO MOURATO, EM ALMAGREIRA

No âmbito do projeto “Ambiente e Património Local – “Conhecer para valorizar e proteger”, que é o tema do PCT da turma dos 1º e 3º anos da Escola de Almagreira, os alunos e o CADEP-CN estudaram e depois foram conhecer a bonita e histórica “Quinta de Santa Rita”, que passo a apresentar.
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QUINTA DE "SANTA RITA" OU DA “FONTE DO MOURATO” 
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Trata-se de uma magnífica quinta que remonta ao século XVIII, pertença dos familiares do Senhor Ernesto Arruda. 

É composta por um solar antigo, com agumas modificações advindas dos restauros recentes, mas que continua uma imponente edificação histórica, com  socos e molduras de portas e janelas em cantaria, contendo adossado ao seu corpo a Ermida de Santa Rita ou da Senhora da Natividade. Na extensa área da quinta, existe um forno de cal e alguns anexos, outrora adstritos a funções agrícolas, como a adega, assim como um espaço de pomar e um bonito e amplo espaço verde com  “jardim de passeio”, destacando-se duas imponentes auracárias, entre outras espécies de vegetação. 
 

A Ermida terá sido erguida na primeira metade do século XVIII em cumprimento a uma promessa. Durante um forte temporal registado na ilha, a queda de um raio feriu gravemente o proprietário e matou um seu irmão. A esposa do proprietário prometeu erigir uma capela a Nossa Senhora, em intenção da recuperação do esposo, graça que, obtida, conduziu à sua edificação. 

É uma Ermida de planta retangular adossada à empena esquerda do antigo solar, proporcionando maior imponência e enriquecimento ao conjunto do edificado. 

 A fachada principal, delimitada por largos cunhais cujo embasamento se confunde com um soco moldurado e bojudo, parece incompleta na parte superior. Tem, ao eixo, um portal encimado por uma janela. O portal, rematado em arco abatido com uma concha em relevo no fecho, é ladeado por pilastras encimadas por pináculos encastrados. Os fustes das pilastras são almofadados e ladeados por grossas volutas. A janela tem moldura simples com verga curva. 

 A parte posterior da fachada lateral esquerda é encimada por um campanário (com arco de volta perfeita sobre impostas), não dispondo já do sino. 

 A construção é  em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, com exceção do soco, dos cunhais, da moldura da janela e de parte dos elementos decorativos do portal que são em cantaria cinzenta da pedreira do Anal, bastante trabalhada. 

 No adro tem o chão em calçada tradicional de lajes de basalto, contendo uma araucária centenária e um robusto banco de em blocos de cantaria, que servia de mirante, para a família passar os finais da tardes de bom tempo, como era habitual nas quintas abastadas. A escadaria que liga o logradouro é em cantaria, com o espalo plano entre escadas em pedras roladas pelo mar.    

Conforme era hábito na ilha, nesta wermida era feita a celebração dos ofícios religiosos para a comunidade em determinados dias, conforme contrato dos abastados proprietários com os frades franciscanos. 
 
Os nosso agradecimentos pela autorização da visita à quinta e parabéns aos proprietários pelo bom estado de conservação da propriedade.
 

 Texto de José Andrade Melo
 Fonte consultada: “Inventário do Património do Concelho de Vila do Porto" (IAC)
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