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1 de julho de 2012

BARREIRO DA FANECA : “O DESERTO VERMELHO” ÚNICO NOS AÇORES

CONHEÇA MELHOR ESTE FAMOSO GEOSSÍTIO
 E O QUE DEFENDEMOS PARA SUA PROTEÇÃO E MELHOR FRUIÇÃO
 (Vídeo, no final)
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O Barreiro da Faneca, também conhecido por “Deserto Vermelho dos Açores” é uma extensa superfície de terreno árido e argiloso, pertencendo principalmente à unidade geológica denominada "Formação de Feteiras", constituindo uma paisagem semi-desértica de cor amarelo-avermelhada, única nos Açores.

Com altitudes que rondam os 200 metros acima do nível do mar, apresenta-se como uma superfície de relevo ondulado com declives muito suaves, inferiores a 4-5%, e com uma capacidade de drenagem muito reduzida. Nas zonas desprovidas de vegetação é notória a erosão do solo, podendo ser observadas "dunas" causadas pela erosão eólica e hídrica.

 Apesar de, há algumas décadas, o Barreiro da Faneca apresentar apenas algumas manchas isoladas de vegetação, nos últimos anos tem se verificado um aumento espontâneo desta, de forma que, atualmente, cerca de 70% de sua área encontra-se recoberta por espécies vegetais, nomeadamente invasoras.

 Com o objetivo de irradicar e controlar parte das infestantes que têm vindo a cobrir o Barreiro da Faneca, este geossítio foi alvo de uma limpeza no âmbito do PRECEFIAS - Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora em Áreas Sensíveis. A intervanção “limpou” cerca de 12 000 m2 tendo um custo de 55 000,00 €, acometido à Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
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As espécies de flora invasora removidas foram o Pittosporum Undulatum (incenso), Ulex Europaeus (Pica rato, Tojo), Pinus Pinaster (Pinheiro Bravo) e o Pteridium Aquilinum (Feto).

À valiosa geopaisagem do Barreiro da Faneca, estão associadas algumas espécies vegetais endémicas dos Açores, tais como a urze ("Erica azorica"), o pau-branco ("Picconia azorica"), a malfurada, a "Scabiosa nitens", a erva-leiteira, e outras espécies igualmente importantes, com o louro-da-terra,  a faia-da-terra e o tamujo (“Myrsine africana”).

A travessia do Barreiro da Faneca faz parte dos PR1 “Trilho da Costa Norte” e do PR2 “Pico Alto-Anjos”, cujos traçados tiveram a colaboração do CADEP-CN e Amigos dos Açores, Sta Maria.

Para evitar a destruição das “dunas” e a perturbação de habitats e espécies associadas ao Barreiro da Faneca, nomeadamente a Estrelinha de Santa Maria (“Regulus regulus sanctae-mariae”), aquelas ONGAS, pugnaram junto da SRAM, para desviar o trânsito motorizado daquela zona, encaminhando-o por um caminho alternativo, o que foi aceite, estando o processo a  decorrer.

O QUE DEFENDEMOS JUNTO DA SRAM PARA ESTE LUGAR

Na última reunião tida com o Senhor Secretário Regional do Ambiente e do Mar, no dia 11 de Março de 2012, defendemos e questionámos o seguinte:
 
"Reiteramos a nossa congratulação pela intervenção que foi efetuada na Paisagem Protegida do Barreiro da Faneca, na decorrência do que temos vindo a defender há anos, junto da SRAM, para remoção de infestantes, nomeadamente a Ulex europeus (Pica-rato), que, ano-após-ano, estava a diminuir aquela retumbância paisagística, única no Arquipélago. 

  Na sequência do trabalho apela-se a uma contínua monitorização e controle, da limpeza já efetuada, por forma a não retomar a situação precedente, devendo prever-se, numa fase seguinte, a extensão da mesma. 

Tendo a SRAM aceitado, há dois anos, a nossa sugestão, de efetuar a construção um caminho alternativo para veículos motorizados, para permitir a ligação entre o pilar e estrada dos Piquinhos, como necessidade imperiosa para uma proteção eficaz deste espaço singular dos Açores, questionamos 

-- Estando já definido o traçado do novo caminho, em que ponto está a contratualização com os proprietários para a desafetação de terrenos? 

-- Vamos ter a efetivação deste compromisso, antes do final da lesgislatura? 

-- Reiteramos a sugestão, apresentada na reunião anterior, da abertura de pequenos trilhos entre a vegetação não intervencionada (alguns caminhos antigos já existem, como o da Ponta do Pinheiro) no sentido de permitir a visualização de excelentes panorâmicas do litoral sobre a Baía da Cré, Baía do Raposo e Ilhéu das Lagoinhas, alargando ganhos adicionais à fruição desta área protegida e aumentando a sua atratividade e rendibilidade eco-turística."
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Conheça mais algums pormenores científicos deste geossítio de Santa Maria, através do vídeo da SIARAM, apresentado pela geóloga Eva Lima.

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