Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


Mostrar mensagens com a etiqueta Biodiversidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biodiversidade. Mostrar todas as mensagens

4 de setembro de 2014

O PERIGO DA “IMUNIDADE CIENTÍFICA” DE CERTOS ESTUDIOSOS PARA A CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL DOS AÇORES

 Porque já nos vimos envolvidos em acesas lutas cívicas deste teor, embora de outra natureza, dentro da nossa missão ativista de conservação do património natural “in situ” (felizmente já sanadas pela saída de legislação e compreensão das partes), bebo plenamente da preocupação e indignação do colega de causas comuns Paulo Araújo, expostas e apresentadas no artigo abaixo. 
O título do texto -- “A vida por uma foto”--, bem expressa a falta de sensibilidade, de responsabilidade e deontologia de certos estudiosos/investigadores que, sob a capa da “imunidade científica” ou interesse científico, não tem pejo em sacrificar elementos singulares do nosso património natural, tão só, em prol do seu egocêntrico brilho académico.
-
“A VIDA POR UMA FOTO” - 
-
Ceradenia jungermanioides (Klotzsch) Bishop
No afã mais ou menos científico de tudo conhecer, colectar e classificar, e amiúde com o pretexto de ajudar a definir medidas de conservação que raramente são postas em prática, os botânicos profissionais (e alguns amadores convencidos da sua própria importância) podem causar danos irreparáveis. A história deste feto nos Açores ilustra exemplarmente como a pulsão de possuir, herborizar, coleccionar ou tão só fotografar pode ser cega e destrutiva. Corria a Primavera de 1973 quando ele foi pela primeira vez observado nos Açores, algures nas musgosas florestas do Pico, pelos botânicos alemães Helga Rasbach e Kurt Rasbach. Dada a necessidade de colher uma amostra para posterior estudo e identificação, e sabendo que o reconhecimento de uma espécie como parte da flora de uma região exigia (ainda exige, segundo alguns) que se depositasse uma planta completa num herbário, os Rasbach não tiveram dúvidas (e, no lugar deles, poucos botânicos teriam) em colher o único exemplar que encontraram. Ao mesmo tempo que a flora açoriana era oficialmente enriquecida com uma nova espécie, o próprio acto que permitiu oficializar a novidade poderia ter provocado (ou apressado) a sua extinção no arquipélago. Assim terá parecido durante quase 20 anos, até que em 1991 outros botânicos reencontraram a Ceradenia jungermanioides no Pico, e em 2010 Hanno Schäfer a descobriu nas Flores e na Terceira. No mesmo ano, também nas Flores, Schäfer encontrou um feto epífito da mesma família que se revelou endémico dos Açores e ficou a chamar-se Grammitis azorica.

Os géneros Grammitis e Ceradenia distribuem-se predominantemente pela América tropical, e a C. jungermanioides, que ocorre desde o sul do México até à mata atlântica do Brasil, chegou talvez aos Açores por via caribenha, colonizando as ilhas através de esporos trazidos pelo vento. Cada planta é composta por um rizoma curto de onde saem numerosas frondes pendentes e lineares com 3 a 8 cm de comprimento; os soros, que são circulares e sem indúsio, dispõem-se em duas fiadas paralelas no verso de cada fronde. Embora elas possam secar e cair durante o Verão, o número de frondes por planta aparenta ser proporcional à idade; Schäfer, que encontrou plantas com mais de 100 frondes, conjecturou mesmo que o seu número corresponde aproximadamente aos anos de vida da planta.

Ceradenia jungermanioides (Klotzsch) Bishop
 Mas mesmo essas plantas tão prolíferas são, pela sua pequenez, difíceis de detectar entre os musgos e líquenes que revestem espessamente os troncos dos juníperos e azevinhos onde elas costumam encavalitar-se. E, no que a fetos diz respeito, estes dois da família Gramittidaceae são singularmente morosos e incompetentes a reproduzirem-se. Com (muita) sorte e empenho encontram-se plantas isoladas, mas nunca populações significativas. O número total de indivíduos de C. jungermanioides nas Flores rondará as dezenas, no Pico chegará talvez às centenas. Tendo em conta a super-abundância de habitats favoráveis (cada um dos muitos milhares dos juníperos e azevinhos das florestas húmidas dessas ilhas é um poleiro possível), e a fraca acessibilidade de muitos deles, mergulhados em almofadões de Sphagnum ou rodeados por floresta densa, encontrar um único destes fetos é já uma proeza considerável. E, uma vez encontrado, devemos respeitá-lo, pois, seja qual for a razão invocada, é indigno destruir uma planta raríssima que levou anos de vida paciente e silenciosa a formar-se.

  a Mas esse código ético nem sempre é acatado por quem faz da botânica o seu hobby ou profissão. Alguns porque consideram que, mais do que a conservação de uma espécie em perigo (que aliás as autoridades locais pouco fazem para proteger), importa que o herbário da instituição em que trabalham ou o seu próprio herbário pessoal guardem colecções tão completas quanto possível. Se todos os herbários importantes, europeus e americanos, quiserem (como alguns quiseram) os seus exemplares açorianos de Grammitis e Ceradenia, as duas espécies, únicas da sua família na flora europeia, ficarão a um passo da extinção. Mas há pior: há quem faça tudo por uma fotografia. O que está nesta página (veja a foto ao fundo), de um francês com fracas luzes de geografia (os Açores são na Madeira?!) que em França respeita todas as normas mas acha que as ilhas atlânticas são o faroeste, é de uma sacanice repugnante.

P.S. O autor da foto comprometedora, Benoit Bock, já a retirou da página. Isso não vai salvar as cinco plantas que ele criminosamente sacrificou por um motivo mais que fútil. Para que conste, fica guardada cópia neste endereço.

Texto de: Paulo V. Araújo, 2/9/2014
In: Blog:  "Dias com árvores"

1 de agosto de 2014

ABATE DE GAIVOTAS NA CULTURA DA MELOA DE STA MARIA

In: Jornal “Terra Nostra” (pág. 12-13), 27-06-2014
 -
OPINIÃO SOBRE O DESPACHO N.º 993/2014 de 16/06 de 2014 
-
Solicitando-nos a comunicação social uma opinião sobre o assunto, dentro da nossa ação defensora da conservação da natureza e proteção da biodiversidade, na ilha de Sta Maria, sem quaisquer radicalismos, nos apraz expressar o nosso posicionamento, em coerência com os valores ético-ecológicos que perfilamos estatutariamente e na mesma linha do opinado em 2012, perante um despacho semelhante. 

A sub-espécie  Laurus michahellis atlantis, não tendo um estatuto especial de proteção, encontra-se, no entanto, protegida pela lei geral de proteção das aves selvagens, detendo um estatuto de conservação favorável, em virtude do largo efetivo populacional a nível mundial e regional. 

A população de gaivotas tem aumentado significativamente em Portugal (no último meio século quase triplicou), o mesmo acontecendo nos Açores com um crescimento na ordem dos 50% a 60%, nas últimas três décadas, conforme dados do ICB-B. 
-
O fenómeno do crescimento exponencial desta ave marinha advém do excesso de disponibilidade alimentar de origem antrópica:–desperdícios da faina da pesca lançados ao mar, restos de pescado capturado pelas gaivotas, nos descarregamentos portuários e no acto de recolha das artes de pesca, realçando-se também, vincadamente, as muitas lixeiras a céu aberto.
--
Aterro sanitário de Santa Maria
A grande urbanização das gaivotas (presença em terra) decorre precisamente da enorme produção de lixo pelos humanos, erradamente, disposto em muitas lixeiras e aterros desregrados, tendo a volumosa disponibilidade de alimentos aí existente,  atraído aquelas aves do mar para terra.  
-
O volume de gaivotas que se agrupam em ilhéus, nas marinas, portos, terrenos  e zonas mais urbanas, tem constituído, nalguns casos, a feição de praga pelas perturbações, incómodos e estragos que causam a alguns ecossistemas, edifícios, viaturas, barcos e a algumas culturas, como acontece em relação à meloa de Sta Maria. 

7 de julho de 2014

ESTRELINHA SMA - UMA VERDADEIRA "IMAGEM DE MARCA" DE SANTA MARIA

 ESTRELINHA DE SANTA MARIA (REGULUS REGULUS SANCTAEMARIAE) - ÚNICA NO MUNDO
-
 O CADEP-CN apresentou um Plano de Proteção e Conservação desta ave endémica da ilha ao GRA, com o apoio de um parecer da UAç, tendo obtido plena aceitação no seu avanço.

A Estrelinha-de-Santa Maria, autêntico "Ex-líbris ornitológico" é o único vertebrado endémico da ilha, constituindo uma imagem de marca que deverá ser explorada.

 Pelo seu estatuto de "Criticamente em perigo", o CADEP-CN apresentou ao GRA, em maio, um Plano de Proteção e Conservação da ave, cuja premência foi reconhecida pelo Senhor Secretário Regional dos Recursos Naturais, estando nesta altura a ser trabalhado pelos serviços oficiais, na definição de parcerias e se avançar, com suporte financeiro do programa LIFE +, conforme o compromisso do governante.

 Em breve adiantaremos aqui no Naturmariense mais notícias sobre o andamento deste importante projeto de conservação da Estrelinha de Sta Maria e preservação dos seus habitat´s, ave que constitui um emblema da ilha, pela sua singularidade no contexto mundial.

20 de maio de 2014

JARDIM JOSÉ DO CANTO EM P.DELGADA

O Jardim Botânico José do Canto acolhe diversos exemplares de 7 espécies do género Ficus, incluindo algumas árvores monumentais intimamente ligadas à história do jardim e ao seu fundador.
 
Árvore-da-borracha-australiana (Ficus macrophylla)
Pode consultar as respetivas fichas no site www.josedocanto.com,
 bem como as de quase 100 espécies que já estão disponíveis online.
 
Se visitar São Miguel, O NATURMARIENSE aconselha vivamente que reserve uma manhã ou uma tarde, para visitar este JARDIM ROMÂNTICO NO CORAÇÃO DE PONTA DELGADA.

18 de abril de 2014

ARROTEIAS E FALTA DE DERREGA DE TERRENOS EM SANTA MARIA

CONSEQUÊNCIAS NA EROSÃO, QUEBRADAS E DESLIZAMENTO DE SOLOS
-
 ----
Em Santa Maria, tal como nas outras ilhas dos Açores, as grandes linhas de erosão e quebramento de terrenos nas pastagens em altitude situadas no cume de colinas ou encostas declivosas, resultaram da intensificação da agro-pecuária, nomeadamente de arroteias e terraplanagens efetuadas em antigas áreas naturais, para a criação de pastos.

Depois das grandes arroteias, à altura do povoamento, que destruiu grande parte do coberto vegetal primitivo, nomeadamente a Laurissilva, houve uma certa estabilização, durante largas décadas, tendo escapado a essa devastação arbórea os cumes das elevações e as encostas mais íngremes.  Com a adesão de Portugal à então CEE (agora EU), surgiram os bastos incentivos e subsídios à produção agro-pecuária, e em consequência o desbaste de outras áreas de matas, em cotas de altitude que a prevenção, a razão e um bom ordenamento do território, não deveriam permitir.

Pensava eu que as arroteias em Sta Maria, uma ilha já por si parca em coberto vegetal tinham cessado, mas o acompanhamento que fiz esta semana com um arquiteto paisagista estudioso de Permacultura e outro amigo com sensibilidade e experiência em reabilitação florestal, correndo a ilha “por dentro”, nos deparamos com vários desbastes de vegetação, em lugares não recomendáveis.

As consequências dessas arroteias em zonas de altitude, para além da degradação visível da paisagem, acarretam outras consequências a vários níveis. A nível ecológico, pela degradação do habitat de aves e corte de algumas espécies vegetais endémicas; a nível hidrológico, pela falta de retenção das águas das chuvas e consequente diminuição da recarga de nascentes; a nível geológico, pela quebra e arrastamento dos solos.

31 de março de 2014

ESTRELINHA DE SANTA MARIA PRECISA DE PLANO INTEGRADO DE CONSERVAÇÃO

DEFENDE O COORDENADOR DO CADEP-CN 
EM ENTREVISTA À AGÊNCIA LUSA
  -
A estrelinha de Santa Maria, que possui o nome científico de ‘regulus regulus sanctae-mariae’, é exclusiva daquela terra e vive em zonas dispersas na ilha, concentrando-se mais na zona do Pico Alto e no Barreiro da Faneca
-
A ave mais pequena da Europa, a estrelinha de Santa Maria, nos Açores, corre o risco de extinção devido ao seu confinamento territorial e à degradação do seu habitat, encontrando-se na lista dos 13 vertebrados mais ameaçados do país.

Contatado pela Agência Lusa, referiu José Melo (Coordenador do Clube de Amigos Defensores do Património de Santa Maria, que “é o próprio Instituto Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (INCNB), que plasma a estrelinha de Santa Maria [ou estrelinha de poupa] com o estatuto de criticamente perigo de extinção”.

A estrelinha de Santa Maria, que se alimenta de insetos, vermes e aranhas, possui apenas oito a nove centímetros de comprimento e 12 a 14 de envergadura, é considerada importante no controlo biológico de algumas espécies e muito procurada no âmbito da atividade de ‘birdwatching’ (observação de aves).

José Andrade Melo explicou que a estrelinha de Santa Maria sofreu uma “regressão significativa” do seu efetivo nas duas últimas décadas, à semelhança do que aconteceu com o priôlo, devido à perturbação do seu habitat natural, o que certamente também teve consequência na redução dos alimentos e sucesso da nidificação.
-
A estrelinha de Santa Maria, que possui o nome científico de ‘regulus regulus sanctae-mariae’, segundo o INCNB e o portal da biodiversidade dos Açores, é endémica da ilha (exclusiva), o que confirma José Melo, adiantando que por ter essa particularidade é tida como o “Ex-líbris ornitológico de Santa Maria, devendo ser promovida como atratividade especial nas atividades de Percursos Pedestres e do Birdwacting”, o que já vem sendo feito, através de um projeto de pedestrianismo a que está ligado e  nas atividades do Parque natural da ilha.” Defende também o conhecido ecologista que a Estrelinha de Santa Maria, pela exclusividade que detém, deverá ser valorizada como “imagem de marca do património natural da ilha”, tanto pelos serviço de ambiente como nos circuitos turísticos.

Informa também José Melo que a ave pode ser avistada em zonas dispersas na ilha, concentrando-se mais na zona do Pico Alto e no Barreiro da Faneca. Prefere os espaços com arbustos que contenham espécies da laurissilva (floresta húmida subtropical apenas existente na Macaronésia) para pernoitar e nidificar.

“O facto de a ave estar confinada a um espaço tão diminuto em termos territoriais, como é a ilha de Santa Maria, por si só já é merecedora do estatuto especial de conservação e da obrigação política e científica de criação de um projeto integrado e profundo de salvaguarda, que englobe estudos mais abrangentes, estratégias e plano de ação”, defendeu José Andrade Melo, frisando que “assim o exige o Princípio da Precaução”.

30 de março de 2014

TENTILHÃO DOS AÇORES ("SACHÃO", EM STA MARIA)

Tentilhão dos Açores

(Fringilla coelebs moreletti)

-
-O tentilhão (sachão em Sta Maria), é considerado como uma subespécie do tentilhão-comum, presente em território continental. O tentilhão dos Açores apresenta diferenças notórias na coloração da plumagem e ligeiras diferenças a nível morfológico.
--
 

Identificação
 
De tamanho semelhante a um pardal, mas um pouco mais robusto, o tentilhão dos Açores possui um bico cónico e forte, cor-de-chumbo. Na plumagem do macho predominam tons cinzento-azulados, contrastantes com o dorso esverdeado e com a face e peito alaranjados. A partir de Janeiro e durante o período reprodutor, os machos adultos apresentam uma “mascarilha” pronunciada nos olhos.
 
As fêmeas têm uma plumagem mais discreta, em tons castanhos, com excepção do dorso, geralmente esverdeado.
 
Ambos os sexos apresentam um padrão preto-e-branco nas asas, bem como branco na parte lateral da cauda, características que facilitam a identificação desta espécie em voo, o qual é vigoroso e ondulante.
 
Apesar de emitir diversos chamamentos, realizados com diferentes funções, mais ou menos difíceis de distinguir das restantes espécies, o canto típico do macho é bastante característico e fácil de memorizar.
 
Fonte: "Aves dos Açores"

13 de setembro de 2013

MIRTILO DOS AÇORES (UVA-DA-SERRA) É UMA ESPÉCIE ENDÉMICA COM BASTANTE POTENCIAL ECONÓMICO

PELA SUA SINGULARIDADE E QUALIDADE  PODERÁ SER UM PRODUTO REGIONAL CERTIFICADO 
- -
Uva-da- serra em flor (Foto José Melo)
A uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum) corresponde muito provavelmente à espécie endémica dos Açores com maior potencial para contribuir para o desenvolvimento económico das ilhas". Quem o afirma é a Professora Auxiliar da Universidade dos Açores, Maria João Pereira, que com vasta investigação na matéria tem sido uma das pessoas com maior dedicação a esta espécie. 

É provavelmente um dos muitos achados açorianos, uma benesse e contribuição da natureza, que não sendo valorizado por todos tem sido salva pela estudo e perspicácia de poucos. 
-
Frutos da Uva-da-serra
Conta Maria João Pereira que já em 1817, na revista ‘Rees’s Cyclopaedia’, Sir James Edward Smith botânico e fundador da ‘Linnean Society’, com base num exemplar de herbário sem frutos, atribui o nome científico de Vaccinium cylindraceum, à espécie nativa das montanhas dos Açores, localmente conhecida por uva-da-serra. 

Do cientifico ao mais vulgar a uva-da-serra é conhecida no arquipélago, por variadas denominações. A espécie é assim conhecida, também, por nomes como uva-do-monte, uva-do-mato, uveira ou romania. No continente português esta espécie é referida frequentemente como o mirtilo-dos-Açores. Segundo as explicações de Maria João Pereira "de facto, o fruto que produz é um mirtilo, este foi e ainda é, consumido fresco ou em compotas nos Açores. O género Vaccinium inclui também, para além da espécie açoriana, outras espécies exploradas comercialmente pelos seus frutos como a espécie europeia Vaccinium myrtillus L. (bilberry) e várias espécies americanas como o Vaccinium corymbosum L. (northern highbush blueberry) ou o Vaccinium angustifolium Aiton (lowbush blueberry)", descreve a bióloga.

30 de março de 2013

CONHEÇA UM RATTUS NORVEGICUS, O MAIOR RATO DOS AÇORES.

Nos açores existem três espácies de ratos: o Murganho (Mus musculus), o Rato-preto ou do telhado (Rattus rattus) e o maior de todos o Rattus norvegicus, conhecido popularmente por Ratazana, que vive, normalmente, afastado das pessoas e dos espaços domésticos.
-
Esta Ratazana foi fotografada, no dia 23 de março, numa mata da Azenha, durante uma batida de terreno que fizemos ao Trilho "Stp Espírito-Maia".
--

17 de março de 2013

KIT DE BIODIVERSIDADE DOS AÇORES ENTREGUE NAS ESCOLAS

A Secretaria Regional do Recursos Naturais entregou às escolas dos Açores um Kit de Biodiversidade, para promoção de projetos de educação ambiental
-
Os Projetos de Educação para os Desenvolvimento Sustentável “tornaram-se ferramentas imprescindíveis à exploração nas escolas dos temas transversais que norteiam o currículo regional para a educação básica”.
(Graça Teixeira, Diretora R.Educação.  In Açores 9 :16-3-2013)
-
Os componentes deste 'kit', produzido pelo Governo dos Açores, através da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, como contributo para o Plano Regional de Educação e Sensibilização Ambiental dos Açores (PRESAA) no âmbito da estratégia 'Mais Endémicas' e com o intuito de distribuir conteúdos acerca das espécies endémicas e nativas do arquipélago adaptados aos escalões etários do primeiro ciclo de escolaridade, estão disponíveis através do link:

 
Desde a sua apresentação pública em setembro de 2012, no X Encontro Regional de Educação Ambiental e Eco-Escolas, o 'Kit da Biodiversidade dos Açores' tem vindo a ser distribuído por todas as ilhas através da Rede Regional de Ecotecas, abrangendo um total de 740 professores e 12.672 alunos de 158 escolas públicas e privadas do primeiro ciclo.  

Cada ecoteca, integrada no Parque Natural da sua ilha, possui também um exemplar do 'kit', a juntar ao seu acervo de recursos pedagógicos que utiliza para dinamizar sessões e/ou para emprestar às instituições de ensino que o solicitem.

O 'kit' que foi distribuído pelas escolas é composto por uma 'pen' com propostas letivas e fichas de estudo, um pequeno filme que documenta a biodiversidade da Região e os serviços ambientais dos seus ecossistemas, uma brochura com um conto infantil, um conjunto de sementes de três espécies naturais dos Açores e um saco de substrato para propagação, além de cartazes sobre ecossistemas e sobre algumas espécies endémicas protegidas dos Açores. 

Um jogo com temas sobre Flora, Fauna, Habitats, Geodiversidade, Energias Renováveis e Dicas Ambientais, intitulado 'Avental de Histórias', e um conjunto com 23 puzzles de espécies de fauna, flora e paisagens protegidas dos Açores integram também este 'kit'. 

Fonte: GaCS/OG

3 de março de 2013

MAIS UMA ESPÉCIE ENDÉMICA DE SANTA MARIA

"CARACOL VERDE” REFORÇA  A LIDERANÇA DA ILHA NA QUANTIDADE DE GASTRÓPODES TERRESTRES ENDÉMICOS
---

Acaba de ser publicada, na revista Zootaxa, uma nova espécie de caracol endémica da ilha de Santa Maria, Oxychilus (Drouetia) viridescens Martins, Brito & Backeljau, 2013.
--
Santa Maria, com 14 espécies exclusivas dentre as 20 endémicas registadas para a ilha, é a que mais endemismos de ilha possui, estando em curso a descrição de mais 8 espécies exclusivas. Mediante estudos anatómicos e moleculares, os investigadores do CIBIO-Açores e Departamento de Biologia têm vindo a dar a conhecer a riqueza biológica do arquipélago, ainda escondida do mundo da ciência, lançando as bases para um melhor entendimento dos processos evolutivos que acontecem neste laboratório natural.
-
Fonte: DB, U.Aç
Isabel Simas, 28/02/2013 -

12 de julho de 2012

AGRICULTURA BIOLÓGICA PODE COMEÇAR NO JARDIM DE INFÂNCIA

UM EXEMPLO VINDO DO FAIAL 

Na decorrência da formação sobre agricultura  biológica (AB), que está a decorrer no Faial, o formador Eng. António Strecht Ribeiro visitou o Colégio de Infância de Santo António (CISA), uma instituição com valências de creche e jardim-de-infância, primeiro ciclo e casa de acolhimento.

Um encontro que decorreu na estufa montada no sábado passado, pelas mãos de alguns pais e membros da instituição que, durante cinco horas e meia, levantaram uma nova estrutura de suporte à educação dos seus filhos.

Recebido pela Diretora da Instituição, Rosa Dart, e pela representante dos pais e formanda no curso de AB, Romana Medeiros, ficou estabelecido que os formandos do curso irão desenvolver um desenho da plantação segundo os princípios da agricultura biológica. O plano será debatido e corrigido pelo formador, sendo depois executado com a orientação dos professores e educadores.

Será feita uma aposta na biodiversidade em hortícolas e aromáticas, ficando cada grupo de alunos responsável por uma área da estufa, implicando-os na gestão do espaço. A envolvente à estufa também será plantada na perspetiva de se atrair os seres auxiliares favoráveis ao equilíbrio do sistema agrícola.

Destacou-se a importância da palhagem, cobertura do solo com os cortes das sebes e fetos, como forma de controlar as ervas indesejáveis e de fornecer carbono ao solo.

Uma excelente perspetiva de formação para os jovens desta instituição, que irão fazer sementeira e plantação. E crescer aceitando uma lógica de biodiversidade na produção agrícola. Um elogio merecido para os professores da instituição pela abertura e recetividade à ideia de ensinar agricultura biológica ao seus alunos. Usando os recursos disponíveis, articulando conhecimentos e com a coragem de experimentar novas abordagens. 

Por: Pedro Medeiros
In: “Rede Açores Pro Bio”

11 de julho de 2012

NÃO COMPRE O ANANÁS VERDE!

OS FRUTOS NÃO CLIMATÉRICOS COMO O ANANÁS, NÃO DEVEM SER COMPRADOS VERDES-
-
O ananás é um fruto não-climatérico, ou seja, não amadurece após a colheita. Caso seja apanhado imaturo ou verde, terá uma elevada acidez e pouco açucar, chegando ao consumidor azedo e sem o sabor carateristico do fruto. No inverno deverá ser colhido mais tardiamente do que no verão.
-
O ponto de colheita, determina as suas caraterísticas. No oposto temos a banana, fruto climatérico, amadurece naturalmente depois de colhida.
-
* Informação do amigo António Simas. In "Rede Açores Pro Bio"

9 de julho de 2012

CHAMA-LHE NOMES!

PARA CONHECER MELHOR OS BICHOS DOS AÇORES 

O Grupo de Biodiversidade dos Açores, da Universidade dos Açores tem entre mãos o projeto "Chama-lhe nomes" que visa incentivar o público em geral a participar no "batismo" de espécies endémicas.

Este conta com vários parceiros como os Amigos dos Açores - Associação Ecológica a Associação Os Montanheiros, Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Centro de Ciência de Angra do Heroísmo, Museu Carlos Machado e o Centro de Ciência Expolab. 

No arquipélago dos Açores há seres vivos que não existem em mais nenhuma parte do mundo e que por isso se diz que são endémicos dos Açores. Santa Maria, para além de espécies endémicas dos Açores, ou seja, que existem em mais do que uma ilha, ainda tem espécies endémicas da própria ilha, nomeadamente no Pico Alto, com relevo para  os gastrópodes e artrópodes de solo.  

 Muitos dos insetos endémicos dos Açores não têm nomes comuns e o Grupo de Biodiversidade dos Açores gostaria da vossa ajuda para lhes encontrar um! 

A IMPORTÂNCIA DE UM NOME CIENTÍFICO E POPULAR 

Coleção de insetos do Senhor Pombo
 (Foto: J.Melo, 1998)
Quando é descrita cientificamente, uma espécie recebe um nome único, formado por duas palavras em latim, seguidas pelo nome do(s) cientista(s) que a descreveram e da data de descrição. Por exemplo, "Hipparchia azorina Strecker, 1899" é uma espécie de borboleta descrita em 1899 pelo cientista Hermann Strecker e “Tarphius pomboi Borges, 1991” é uma espécie de escaravelho (coleóptero), descoberto pelo naturalista mariense Dalberto Teixeira Pombo e confirmado pelo cientista Paulo Borges, em 1991. 

No dia a dia não dá jeito usar os nomes científicos das espécies e seria melhor conseguir reconhecê-las por um nome comum. Infelizmente existem poucos nomes comuns para insetos e é aqui que precisam da sua ajuda: 

Se é bom observador? Se é criativo? Tem jeito para nomes? 

Então arranje um nome para um bicho e habilite-se a entrar para a história! 

Se gostaria de ver o seu nome entrar para a História Natural dos Açores ajude-lhes a escolher nomes comuns para as espécies de insetos endémicos indicados na página de Facebook "Chame-lhe nomes" (www.facebook.com/pages/Chama-lhe-Nomes/208455489271811) e o seu nome aparecerá no Portal da Biodiversidade dos Açores (www.azoresbioportal.angra.uac.pt). 

* José Andrade Melo
   CADEP-CN e Amigos dos Açores, Sta Maria
   Fonte consultada: Bioportal da UAç.