Bem vindo(a) ao NaturMariense

Convidamo-lo(a) a ler, participar e juntar-se às causas defendidas pelo CADEP-CN e pelos Amigos dos Açores, em Santa Maria.

Escreva, dê ideias e denuncie situações: cadep.cn@gmail.com ou santamaria@amigosdosacores.pt


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2 de setembro de 2014

AÇORES VÃO TER GUIA BILINGUE DE CANYONING!

SANTA MARIA TAMBÉM SERÁ CONTEMPLADA

Os Açores vão passar a dispor de um guia bilingue onde estão sinalizados mais de uma centena de locais para a prática de "canyoning", uma modalidade em expansão no arquipélago, que pretende "rivalizar" com outros destinos.
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7 de setembro de 2013

REGULAMENTAÇÃO DA ATIVIDADE NAÚTICO-TURÍSTICA DO MERGULHO E FRUIÇÃO SUSTENTÁVEL DOS FÓSSEIS DE SANTA MARIA

Aquando da visita estatutária do GRA a Santa Maria o coodenador do CADEP-CN, reuniu com o Senhor Secretário Regional dos Recursos Naturais, tendo-lhe apresentado um Memorando Ambiental com 12 situações.  
Para tornar públicas as questões discutidas, O CADEP-CN tem vindo a apresentá-las aqui no Naturmariense, paulatinamente, em grupos de 2 ou 3 de cada vez.  

Já tendo sido publicadas as primeiras 10 questões, abaixo apresentam-se a duas últimas (Questões 11 e 12), atinentes à Regulamentação e sustentabilidade da atividade naútico-turística do mergulho; à Gestão e fiscalização da Reserva, SIC e Zona Húmida “Ramsar” das Formigas e Dollabarat e à Proteção in situ, musealização e fruição das jazidas fósseis de Sta Maria. 

QUESTÃO 11 – REGULAMENTAÇAO E SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE NAÚTICO-TURÍSTICA DO MERGULHO 

O aumento e o êxito das empresas naútico turísticas da ilha, e os prémios internacionais que credenciados fotógrafos obtiveram com fotos de grandes jamantas e tubarões-baleia, colhidas nos baixios de Santa Maria, igualmente corroboram a grande importância que este segmento de turismo sustentável, já representa para a projeção da ilha e sua economia.

Nesse desiderato, deverão ser reconhecidos e tidos em consideração o excelente trabalho do Clube Naval de Sta Maria, a ação das empresas naútico-turísticas locais, como sendo os verdadeiros “descobridores” , “lançadores” e “promotores” deste valioso produto de turismo de natureza, assim como “atores ativos” na proteção dos seus nichos, através do despoletar das “Reservas de delimitação de pesca”, numa altura em que, pela projeção que deram,  “ a procura comercial”, começa a aumentar as operações.

25 de abril de 2013

SANTA MARIA AFIRMA-SE E CONFIRMA-SE COMO “ILHA PRIMEIRA”


FUNDO DO MAR DE SANTA MARIA COM 45 MILHÕES DE ANOS

Uma equipa germano-lusa-francesa  acaba de publicar um artigo sobre a fonte de magmas dos Açores e assina que foram datadas lavas imersas com 45 milhões de anos a nordeste da Santa Maria e a sul do Mar da Prata , um importante  acidente geológico da plataforma dos Açores . Diversos navios estrangeiros e nacionais têm dragado afloramentos rochosos do fundo do mar açoreano e a pouco e pouco vão sendo divulgadas novas idades sobre as raízes do arquipélago .

A equipa científica foi constituida por Beier, Mata, Stokhert, Metielli,Brandl, Madureira, Genske, Martins, Madeira & Haase. 

Recordo que em Santa Maria, são conhecidos tufos basálticos nos Cabrestantes  que são considerados os mais antigos dos Açores  emersos, entre 8 e 10 milhões de anos. 

José Melo
Fonte consultada: INFOPRESS

VÍDEO SOBRE "PATRIMÓNIO GEOLÓGICO DE PORTUGAL"

A UNESCO e a Farol de Ideias produziram um documentário sobre o património geológico de Portugal e o papel das Ciências da Terra para o desenvolvimento sustentável. 
Qual a importância das geociências? 

  No fundo, o conhecimento da litosfera, o «mundo das pedras», é tão importante e interessante quanto o da hidrosfera, da atmosfera e da biosfera. Todas estas «esferas» estão interligadas. A vida não seria possível sem essa relação que as Ciências da Terra estabelecem de uma forma holística, global.

NOTA: Geoparque Açores (Designado na Altura (2009) "Projeto" Geoparque Açores) - Mencionado no minuto 09:40

10 de abril de 2013

PALESTRA "GEODIVERSIDADE E PATRIMÓNIO GEOLÓGICO” DE SANTA MARIA” – INSERIDA NA CAMPANHA BANDEIRA AZUL-2013

=A COMPONENTE INANIMADA DO PATRIMÓNIO NATURAL = 
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No próximo dia 11 de abril irá decorrer na Biblioteca Municipal, pelas 21H00, uma conferência no âmbito do Programa Bandeira Azul 2013,  sobre "Geodiversidade e Património Geológico - A componente inanimada do património natural", proferida pelo Professor Doutor João Carlos Nunes.
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27 de março de 2013

GEOPARQUE AÇORES INTEGRA A REDE EUROPEIA DE GEOPARQUES, CONTENDO 5 GEOSSÍTIOS DE SANTA MARIA

No passado dia 21 Março, o Geoparque Açores entrou para a Rede Europeia e Geral da UNESCO por votação unânime por parte do Comité de Coordenação da Rede Europeia e Geral de Geoparques. Isto foi um culminar de um processo que teve início em 2010 com a criação da Associação GeoAçores. 

Disjunções colunares da Ribeira do Maloás
O Geoparque Açores é o 91º a ingressar, num leque global de vinte sete países, proporcionando uma vertente inédita à Rede, que é o fator "arquipélago". Este integra cento e vinte um geossítios distribuídos pelas nove ilhas, que espelham a vasta geodiversidade vulcânica do arquipélago, incluindo caldeiras, campos lávicos ou cordilheiras vulcânicas, reportando a uma memória geológica superior a 10 milhões de anos. 

Dos cento e vinte um geossítios dos Açores, cinco destes encontram-se na ilha de Santa Maria e são eles: O Poço da Pedreira (Sta Bárbara), Disjunções prismáticas da Foz da Ribeira do Maloás (Sto Espírito), Barreiro da Faneca (S. Pedro) Ponta do Castelo (Sto Espírito) e Pedreira do Campo (Almagreira). 

Mas o que é um Geoparque? 

É uma área com expressão territorial e limites bem definidos, que possui um patrimínio geológico, associado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável. 

Assim, o geoparque integra um número significativo de sítios de interesse geológico que, pelas suas pecularidades ou raridade, apresentam valor científico, educativo, cultural, económico, cénico ou estético, ou seja podem ser considerados como geossítios. 

Fique a par do património geológico dos Açores, um património de todos nós em: 

3 de julho de 2012

DISJUNÇÕES PRISMÁTICAS DA RIBEIRA DO MALOÁS (DESCRIÇÃO)

CONHEÇA ESTE GEOSSÍTIO SINGULAR DE SANTA MARIA
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Pavimento do leito da R.Maloás (Foto: J.Melo)
A Ribeira do Maloás, situada no lugar da Piedade-Malbusca (Santo Espírito) sobre  fundo de basalto apresentando um pavimento de superfície poligonal do tipo “Calçada de Gigante”. 
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 Esta ribeira tornou-se famosa pela compleição da sua pequena queda de água que expõe uma das mais belas formações com que a atividade vulcânica presenteou a ilha de Santa Maria e os Açores.
Cascata da R.Maloás (Foto: J.Melo)

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A cascata, com cerca de 15 a 20 m de altura,  situada a cerca de 220 da foz da ribeira ostenta um extenso afloramento de uma disjunção prismática, ou colunar, em escoada lávica basáltica subaérea pertencente ao Complexo do Pico Alto. 
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Embora existam outras formações do género noutras ilhas dos Açores, nomeadamente a “Rocha do Bordões” nas Flores, as mesmas não permitem uma proximidade e ângulos de visão tão facilitados e díspares como as Disjunções Prismáticas da Ribeira do Maloás, permitindo uma fruição muito particular e captação de imagens extraordinárias. 
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Turistas visitam a R.Maloás (Foto J.Melo)

É um património geológico e elevado interesse didático e turístico.

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 A formação de disjunção colunar em rochas vulcânicas é um assunto que suscita alguma controvérsia, em especial no que diz respeito à sua génese e desenvolvimento da morfologia. Porém, parece ser consensual que a causa da disjunção colunar se  relaciona com a contração térmica da lava provocada pelo seu arrefecimento. 
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A disjunção prismática da Ribeira de Maloás é também um dos 5 geossítios prioritários do Geoparque Açores, na ilha de Santa Maria.
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* José Andrade Melo
   Fonte consultadas: SIARAM e "Bio e Geo Conservação"

1 de julho de 2012

BARREIRO DA FANECA : “O DESERTO VERMELHO” ÚNICO NOS AÇORES

CONHEÇA MELHOR ESTE FAMOSO GEOSSÍTIO
 E O QUE DEFENDEMOS PARA SUA PROTEÇÃO E MELHOR FRUIÇÃO
 (Vídeo, no final)
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O Barreiro da Faneca, também conhecido por “Deserto Vermelho dos Açores” é uma extensa superfície de terreno árido e argiloso, pertencendo principalmente à unidade geológica denominada "Formação de Feteiras", constituindo uma paisagem semi-desértica de cor amarelo-avermelhada, única nos Açores.

Com altitudes que rondam os 200 metros acima do nível do mar, apresenta-se como uma superfície de relevo ondulado com declives muito suaves, inferiores a 4-5%, e com uma capacidade de drenagem muito reduzida. Nas zonas desprovidas de vegetação é notória a erosão do solo, podendo ser observadas "dunas" causadas pela erosão eólica e hídrica.

 Apesar de, há algumas décadas, o Barreiro da Faneca apresentar apenas algumas manchas isoladas de vegetação, nos últimos anos tem se verificado um aumento espontâneo desta, de forma que, atualmente, cerca de 70% de sua área encontra-se recoberta por espécies vegetais, nomeadamente invasoras.

 Com o objetivo de irradicar e controlar parte das infestantes que têm vindo a cobrir o Barreiro da Faneca, este geossítio foi alvo de uma limpeza no âmbito do PRECEFIAS - Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora em Áreas Sensíveis. A intervanção “limpou” cerca de 12 000 m2 tendo um custo de 55 000,00 €, acometido à Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.